Temos que começar a dizer isso mesmo: nunca antes, neste país de berço esplêndido e deitado eternamente, se ouviu e se leu tanta asneira. Alguém usou seu tempo entre uma balada e uma curtida de férias para colocar e tirar a tal da Luiza do Canadá. Ela nem foi para lá e muito menos tem alguma qualidade que possa provocar tanto ´frisson´ virtual nos meios de comunicação. A furunfada televisiva sob lençóis alguns dizem ter sido um lance para levantar a audiência quedante do nefasto programa.
Tudo bem, tudo bem, pois nosso país tem uma faixa predominante de incultos e incautos, para não falar de analfabetos funcionais, e se abrem espaços no nosso dia-a-dia para receber esses ruídos mais ensurdecedores que os sons de carros de ´boys´ de fundo dos bairros, ou os latidos dos cães de apartamentos em condomínios ditos aprazíveis e tranquilos em nossa cidade.
Como está sendo difícil vislumbrar uma vida melhor nos meios urbanos ou nos lugares onde a TV aberta chega com suas baboseiras, programas apelativos, notícias nada importantes para acrescentar educacio ou culturalmente!
As redes sociais são interessantes, abrem-se leques de novas amizades ou reencontro de conhecidos e amigos que há muito não tínhamos notícias. As pessoas, diante dos monitores, em suas celas residenciais ou apartamentais, pagando altos tributos e taxas para permanecerem nelas, comunicam-se com o mundo inteiro e se esquecem de curtir ar puro das pradarias, ouvir sons dos pássaros em reservas que ainda existem não muito longe de seus redutos, encontrarem-se com os mais próximos, seus familiares, amigos e amigas e conversarem, olho no olho, sem precisar consumir e pagar por isso.
Quanta asneira poderíamos evitar de ver e ouvir, se deixássemos de acompanhar noticiários que abordam soluções para os endêmicos casos diários de desvio de dinheiro, nepotismos constantes, licitações fraudadas, quebras de valores e da ética, registradas e nunca punidas!
Como seria bom se a gente conseguisse deletar tudo isso, desplugar as ligações incômodas, excluir definitivamente dos nossos arquivos pessoais e mentais essas situações que nos atingem e reduzem perspectivas de uma vida cidadã, a que sempre merecemos e tivemos direito.
SUREK DO BRASIL
Este blog ousa querer aumentar o conhecimento, registrando pensamentos, experiências, vivências, trocas. Afinal, são quase 50 anos buscando errar menos, acertar mais, ajeitar formas para entender e ampliar horizontes, ocupar os espaços, ser útil, fazer acontecer. E ter em mente que os próximos segundos, minutos, horas e dias serão bem melhores. Aceita-se todo tipo de ajuda, desde que tenha e ofereça otimismo. É a nossa declaração de princípios.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
sábado, 19 de novembro de 2011
Estou ficando incompetente, mesmo!
Tenho para mim que, já nos cinquenta e tantos anos de atividades e de vivência com outros, fiquei incompetente para tratar de coisas que se relacionem com uma casa, um lar, um lugar onde os guerreiros teriam que descansar, curtir a vida, usufruir das benesses que uma pessoa com conhecimento e experiência mereceriam.
Vejam só que desgraça: ao precisar de um colocador de trilhos nas janelas e tetos novíssimos, eis que se telefona para um profissional, aquele que distribui cartões mil por toda parte, na portaria do seu prédio, no salão de beleza, nos balcões dos comércios, mostrando cores dos seus serviços. Você combina com ele a hora de fazer uma avaliação, quantos trilhos e janelas são, que tipo de cortinas quer colocar. Ele fica de telefonar para dizer a hora ideal, para ele, em lhe servir. Você espera, espera e nada vem de retorno. Você telefona a ele e recebe como resposta, bastante animada, uma promessa de lhe ligar mais tarde, até o início da noite, para dizer como estaria a agenda dele para o dia seguinte. Claro que não vem resposta alguma. E lá vai você, buchas, arruelas, parafusos, brocas e a sua máquina de fazer buracos resolver, sozinho, a sua necessidade....
Você combina com a fornecedora de gás que precisa de gás, claro, para acionar seus chuveiros e suas torneiras. Primeiro, a atendente pergunta detalhes de sua vida, dados, cep do seu prédio, como se não tivesse enviado antes um contrato de prestação de serviços de gás. Pergunta-me se já pedi ligação, pois enviar o contrato não queria dizer muita coisa, apenas mostrei interesse em receber gás em meu ninho de concreto. Bom, disse-lhe então que estava pedindo a ligação, ninguém me deu número de contrato e muito menos aquele necessário e longo número de protocolo. (Um parênteses: quando você pede um serviço por telefone, precisaria de tantos números de protocolo? São mais de treze números?!!!!!). A mocinha, responsável pelo atendimento, responde que está bem, iria agendar o atendimento, ou seja, ligar a torneirinha de luz no meu andar para que eu passasse a garantir mais ainda o seu salário, e que em até 48 horas úteis eu seria atendido. Tinha um feriado no meio, como se no feriado você não precisasse de gás para seu fogão e seu aquecedor, mas tudo bem, esperaria os até 48 horas para receber atendimento. Passaram-se as quarenta e oito horas e, pasmo estou eu, nada de virem me atender. Ligo de novo e ameaço que, se eu passar o final de semana sem gás, acionaria os meus direitos de consumidor. Meu pedido por fone foi na segunda, pois só no final de sexta, 60 horas depois, é que fui atendido!!!!
Você combina com a operadora de internet, telefone e sistema de canais de TV, naquele famoso e manjado ´combo´ (por que não chamam de pacote?!!!) que estaria interessado em receber os serviços, que estaria mudando de operadora de telefone e de banda larga. Recebe uma programação de que no sábado, das 8 às 12 horas, seguramente eu estaria atendido, pedindo por gentileza de que estivesse à espera do seu técnico. Vai lá, deixo de fazer meu programa, aguardo ansiosamente pela chegada do meu salvador e, passadas as 12 horas, ligo para o técnico e soube que o dito foi no meu prédio depois das 12 horas e a portaria não o deixou entrar pois o meu novo prédio não permite que depois do meio dia de sábado haja qualquer trabalho, por medidas regulamentares internas. E lá vou eu a telefonar para meu corretor, digo o que quero como consumidor, educadamente desta feita, e recebo a informação do supervisor que`"vou estar agendando atendimento para a semana que vem". E, assim, nesse horrível gerundismo telefônico, vou estar aguardando não sei quantos dias e quantas semanas para receber o tal do ´combo!....
Quase desolado, penso que fiquei incompetente para tratar de coisas simples, mas importantes, nesta vida maluca de cidade concretada nos sentimentos e nas facilidades que o mundo moderno oferece, ou deveria oferecer. Haja paciência. Tentarei sobreviver, no entanto.
Vejam só que desgraça: ao precisar de um colocador de trilhos nas janelas e tetos novíssimos, eis que se telefona para um profissional, aquele que distribui cartões mil por toda parte, na portaria do seu prédio, no salão de beleza, nos balcões dos comércios, mostrando cores dos seus serviços. Você combina com ele a hora de fazer uma avaliação, quantos trilhos e janelas são, que tipo de cortinas quer colocar. Ele fica de telefonar para dizer a hora ideal, para ele, em lhe servir. Você espera, espera e nada vem de retorno. Você telefona a ele e recebe como resposta, bastante animada, uma promessa de lhe ligar mais tarde, até o início da noite, para dizer como estaria a agenda dele para o dia seguinte. Claro que não vem resposta alguma. E lá vai você, buchas, arruelas, parafusos, brocas e a sua máquina de fazer buracos resolver, sozinho, a sua necessidade....
Você combina com a fornecedora de gás que precisa de gás, claro, para acionar seus chuveiros e suas torneiras. Primeiro, a atendente pergunta detalhes de sua vida, dados, cep do seu prédio, como se não tivesse enviado antes um contrato de prestação de serviços de gás. Pergunta-me se já pedi ligação, pois enviar o contrato não queria dizer muita coisa, apenas mostrei interesse em receber gás em meu ninho de concreto. Bom, disse-lhe então que estava pedindo a ligação, ninguém me deu número de contrato e muito menos aquele necessário e longo número de protocolo. (Um parênteses: quando você pede um serviço por telefone, precisaria de tantos números de protocolo? São mais de treze números?!!!!!). A mocinha, responsável pelo atendimento, responde que está bem, iria agendar o atendimento, ou seja, ligar a torneirinha de luz no meu andar para que eu passasse a garantir mais ainda o seu salário, e que em até 48 horas úteis eu seria atendido. Tinha um feriado no meio, como se no feriado você não precisasse de gás para seu fogão e seu aquecedor, mas tudo bem, esperaria os até 48 horas para receber atendimento. Passaram-se as quarenta e oito horas e, pasmo estou eu, nada de virem me atender. Ligo de novo e ameaço que, se eu passar o final de semana sem gás, acionaria os meus direitos de consumidor. Meu pedido por fone foi na segunda, pois só no final de sexta, 60 horas depois, é que fui atendido!!!!
Você combina com a operadora de internet, telefone e sistema de canais de TV, naquele famoso e manjado ´combo´ (por que não chamam de pacote?!!!) que estaria interessado em receber os serviços, que estaria mudando de operadora de telefone e de banda larga. Recebe uma programação de que no sábado, das 8 às 12 horas, seguramente eu estaria atendido, pedindo por gentileza de que estivesse à espera do seu técnico. Vai lá, deixo de fazer meu programa, aguardo ansiosamente pela chegada do meu salvador e, passadas as 12 horas, ligo para o técnico e soube que o dito foi no meu prédio depois das 12 horas e a portaria não o deixou entrar pois o meu novo prédio não permite que depois do meio dia de sábado haja qualquer trabalho, por medidas regulamentares internas. E lá vou eu a telefonar para meu corretor, digo o que quero como consumidor, educadamente desta feita, e recebo a informação do supervisor que`"vou estar agendando atendimento para a semana que vem". E, assim, nesse horrível gerundismo telefônico, vou estar aguardando não sei quantos dias e quantas semanas para receber o tal do ´combo!....
Quase desolado, penso que fiquei incompetente para tratar de coisas simples, mas importantes, nesta vida maluca de cidade concretada nos sentimentos e nas facilidades que o mundo moderno oferece, ou deveria oferecer. Haja paciência. Tentarei sobreviver, no entanto.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Quando os engodos assolam a vida nacional
Tenho para mim que vivemos num país debaixo de engodos. Quando o governo anuncia tolerância zero para combater a corrupção, não se observa apoio algum dos políticos que exercem cargos representativos, todos se amoitam, se escondem, não há uma declaração sequer nos noticiários, nos sites deles, nos blogs, no facebook, no inovador tweeter, que muitos usam e abusam. Nas defesas, como visto nesta semana a partir do ministro do Trabalho, chega-se a debochar de quem o nomeou e a quem deve obediência, com bravatas sonoras diante de microfones e câmeras. Todo o dinheiro roubado, desviado, 'dado' para ONGs acopladas ao sistema de benesses governamentais ou partidárias, não volta aos cofres da nação adormecida em berço esplêndido...
O engodo do nosso combustível varonil: pagamos quase 3 reais por litro de gasolina mista quando a estatal privatizada em gabinetes nacionais vende gasolina sem mistura para a combalida Argentina por 65 centavos e, lá, nossos hermanos pagam o equivalente a 1 real por litro. Os motores dos seus carros, se usarem a nossa gasolina, pifam em seguida. E aqui, se usarmos gasolina pura, nossos veículos pifam também por não estarem preparados para isso, para usar gasolina limpa.
Se você estiver num coquetel qualquer, saborear um chocolate com licor, e, na volta para sua casa, tiver a infelicidade de se envolver num acidente de trânsito, ou for abordado por um guarda de trânsito, esteja certo que vai se submeter a mais um engodo: vão lhe condenar até 10 anos. Os 'congressistas' preocupam-se com coisas amenas; quem beber além da conta deve ser responsabilizado pelos seus atos, deve pagar pela infração, mesmo que as leis existentes devam ser aplicadas e cumpridas, que os executores das penalidades se comportem lenientes, complacentes, empurrando com a barriga decisões que imponham respeito aos direitos e deveres dos cidadãos.
Soltar fumaça em ambientes abertos, e até em praça pública, é coisa de criminoso, muitos protestam, reclamam, mas usam carros que poluem, permitem que empresas queimem resíduos e larguem mau cheiro em todos os cantos. Se realmente o fumo é prejudicial à saúde, como se proclama por aí, iniba-se a produção e o plantio, fechem as fábricas de cigarros ou aumentem seus impostos mais ainda para acabar de vez com o tal problema da fumaça. Mas, como deixar de recolher bilhões de impostos anualmente para que um gabinete presidencial possa gastar 20% do orçamento sem justificar destinos? Melhor continuar com o engodo.
Muitas enganações poderíamos ainda registrar para justificar nossas constantes perplexidades, sem soluções para um viver justo, respeitoso, adequado. Mas, tudo vai para debaixo dos tapetes nas salas de quem tem o poder, concursados, nomeados, designados ou simplesmente abrigados nas dezenas de partidos políticos...
O engodo do nosso combustível varonil: pagamos quase 3 reais por litro de gasolina mista quando a estatal privatizada em gabinetes nacionais vende gasolina sem mistura para a combalida Argentina por 65 centavos e, lá, nossos hermanos pagam o equivalente a 1 real por litro. Os motores dos seus carros, se usarem a nossa gasolina, pifam em seguida. E aqui, se usarmos gasolina pura, nossos veículos pifam também por não estarem preparados para isso, para usar gasolina limpa.
Se você estiver num coquetel qualquer, saborear um chocolate com licor, e, na volta para sua casa, tiver a infelicidade de se envolver num acidente de trânsito, ou for abordado por um guarda de trânsito, esteja certo que vai se submeter a mais um engodo: vão lhe condenar até 10 anos. Os 'congressistas' preocupam-se com coisas amenas; quem beber além da conta deve ser responsabilizado pelos seus atos, deve pagar pela infração, mesmo que as leis existentes devam ser aplicadas e cumpridas, que os executores das penalidades se comportem lenientes, complacentes, empurrando com a barriga decisões que imponham respeito aos direitos e deveres dos cidadãos.
Soltar fumaça em ambientes abertos, e até em praça pública, é coisa de criminoso, muitos protestam, reclamam, mas usam carros que poluem, permitem que empresas queimem resíduos e larguem mau cheiro em todos os cantos. Se realmente o fumo é prejudicial à saúde, como se proclama por aí, iniba-se a produção e o plantio, fechem as fábricas de cigarros ou aumentem seus impostos mais ainda para acabar de vez com o tal problema da fumaça. Mas, como deixar de recolher bilhões de impostos anualmente para que um gabinete presidencial possa gastar 20% do orçamento sem justificar destinos? Melhor continuar com o engodo.
Muitas enganações poderíamos ainda registrar para justificar nossas constantes perplexidades, sem soluções para um viver justo, respeitoso, adequado. Mas, tudo vai para debaixo dos tapetes nas salas de quem tem o poder, concursados, nomeados, designados ou simplesmente abrigados nas dezenas de partidos políticos...
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Uma cidade onde a fila por vezes não anda
Convivendo quase dez anos com situações urbanas lageanas e serranas, tenho que considerar algumas coisas de comportamento na agradável e por vezes curiosa cidade, onde a vida é curtida de modo descansado, creio eu.
No trânsito, é comum você conviver com pessoas ao volante que costumam botar a mão na buzina por qualquer situação. Contrastando com o jeito lageano, parece que esse alguém está se apressando por alguma coisa no seu dia-a-dia.
O som alto, com músicas estranhas que nada têm a ver com sonoridade audível e normal, grassa as artérias, com gente ao volante querendo aparecer, dizer que existe ou que está no pedaço.
Nas sinaleiras, ou nos sinaleiros, então, a coisa é estressante para quem quer andar normalmente. A sincronização, demorada e demasiada em algumas direções, não incomoda muito os motoristas, pois eles demoram para arrancar e, passados quatro ou cinco carros, eis que a fila estanca, não anda. E lá ficam veículos e mais veículos enfileirados à espera do novo sinal verde... Curioso que, nestas ocasiões, ninguém buzina, todos ficam ali vendo e deixando o tempo passar.
Fico curioso, também, quando presencio carros se movendo em algumas ruas a mais de 70 km por hora, entre um sinaleiro e outro. Que prazer tem esse motorista em correr tanto, tão desnecessariamente? O condutor estaria chapado ou drogado para se comportar assim, ou a adrenalina corre toda hora tão alta nas suas veias em todos os seus momentos?
Na área de prestação de serviços, a coisa fica no mesmo ritmo demorado das sinaleiras. Combina-se com o prestador de serviços uma hora para avaliar o pedido de sua necessidade, marca-se determinada hora e se fica no aguardo do ´favor´ do sujeito. Ele nem se comunica com você para dizer que não pode vir, ou para justificar alguma dificuldade de atendimento, e você fica ali na espera, muitas vezes dias e semanas. Ou, quando comparece, analisa o trabalho em vista e fica devendo um orçamento, que acaba não apresentando. Conheço muitos profissionais que almejam mudar esse paradigma.
Uma das coisas boas na cidade é o setor de estacionamento: poucas vezes você é multado e, se o for, comparece no departamento, compra como multa um talão ou dois e fica livre de autuação. Poucas cidades têm esse tipo de ação urbana. Contraste lageano para o mundo assanhado de aumentar receitas públicas.
Se é uma cidade ideal para morar? Claro que é, principalmente para aposentados ou pessoas que queiram uma vida calma, sem atropelos, respeitosa em alguns cruzamentos centrais. Mesmo enfrentando as situações descritas acima.
Se pudesse, ficaria aqui por mais tempo para não me estressar com as correrias da vida lá fora.
No trânsito, é comum você conviver com pessoas ao volante que costumam botar a mão na buzina por qualquer situação. Contrastando com o jeito lageano, parece que esse alguém está se apressando por alguma coisa no seu dia-a-dia.
O som alto, com músicas estranhas que nada têm a ver com sonoridade audível e normal, grassa as artérias, com gente ao volante querendo aparecer, dizer que existe ou que está no pedaço.
Nas sinaleiras, ou nos sinaleiros, então, a coisa é estressante para quem quer andar normalmente. A sincronização, demorada e demasiada em algumas direções, não incomoda muito os motoristas, pois eles demoram para arrancar e, passados quatro ou cinco carros, eis que a fila estanca, não anda. E lá ficam veículos e mais veículos enfileirados à espera do novo sinal verde... Curioso que, nestas ocasiões, ninguém buzina, todos ficam ali vendo e deixando o tempo passar.
Fico curioso, também, quando presencio carros se movendo em algumas ruas a mais de 70 km por hora, entre um sinaleiro e outro. Que prazer tem esse motorista em correr tanto, tão desnecessariamente? O condutor estaria chapado ou drogado para se comportar assim, ou a adrenalina corre toda hora tão alta nas suas veias em todos os seus momentos?
Na área de prestação de serviços, a coisa fica no mesmo ritmo demorado das sinaleiras. Combina-se com o prestador de serviços uma hora para avaliar o pedido de sua necessidade, marca-se determinada hora e se fica no aguardo do ´favor´ do sujeito. Ele nem se comunica com você para dizer que não pode vir, ou para justificar alguma dificuldade de atendimento, e você fica ali na espera, muitas vezes dias e semanas. Ou, quando comparece, analisa o trabalho em vista e fica devendo um orçamento, que acaba não apresentando. Conheço muitos profissionais que almejam mudar esse paradigma.
Uma das coisas boas na cidade é o setor de estacionamento: poucas vezes você é multado e, se o for, comparece no departamento, compra como multa um talão ou dois e fica livre de autuação. Poucas cidades têm esse tipo de ação urbana. Contraste lageano para o mundo assanhado de aumentar receitas públicas.
Se é uma cidade ideal para morar? Claro que é, principalmente para aposentados ou pessoas que queiram uma vida calma, sem atropelos, respeitosa em alguns cruzamentos centrais. Mesmo enfrentando as situações descritas acima.
Se pudesse, ficaria aqui por mais tempo para não me estressar com as correrias da vida lá fora.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Vida do Malhado não é fácil, não
Vivi um inusitado momento numa madrugada de sábado de outubro, quando cheguei cansado de uma das viagens semanais ao interior. Cheguei na casa de Araucária, abri o portão, conduzi o carro até o interior e o deixei funcionando, puxando o freio de mão que não funciona como deveria. Saí do carro para fechar o portão, rapidamente, Quando voltei meus olhos para o carro, este estava descendo ladeira abaixo, davagarzinho, em direção à casinha do cachorro chamado Malhado.
- - - - -
Corri atrás do veículo, que estava com a porta esquerda aberta e, dois metros antes dele bater na casinha do cachorro e nuns pés de uvarana e pau d´água, tentei pisar no freio, mas pisei apenas na embreagem, tentando segurar o carro com o ombro direito. O coitado do cachorro, acuado na corrente, perto de sua casinha, estava apavorado, não sabendo o que fazer. E eu, ali, lamentando a batida com para-choque de fibra partido...
- - - - -
Agora sei porque o Malhado, quando me vê chegar com a camionete branca, no portão, corre rapidamente para sua casinha. Vida de cachorro não é fácil, mesmo.
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Corri atrás do veículo, que estava com a porta esquerda aberta e, dois metros antes dele bater na casinha do cachorro e nuns pés de uvarana e pau d´água, tentei pisar no freio, mas pisei apenas na embreagem, tentando segurar o carro com o ombro direito. O coitado do cachorro, acuado na corrente, perto de sua casinha, estava apavorado, não sabendo o que fazer. E eu, ali, lamentando a batida com para-choque de fibra partido...
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Agora sei porque o Malhado, quando me vê chegar com a camionete branca, no portão, corre rapidamente para sua casinha. Vida de cachorro não é fácil, mesmo.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Acho que sei, mas o povo deveria saber!
Se dezenas de rodovias foram entregues para serem pedagiadas por empresas privadas, quantos veículos e quanto foi arrecadado e gasto nos últimos tempos seriam perguntas que nem eu ainda sei. Mas que o povo deveria saber, isso deveria.
- - - - - -
Se nos Ministérios dos Transportes e do Turismo houve desvios de dinheiro público, seus ministros sairam ou foram saídos, suas equipes também, o certo seria que houvesse uma divulgação dos valores roubados e seus responsáveis punidos. Mas, pelo que se vê, ex-ministros são absolvidos pelos políticos quadrilheiros, o dinheiro some, toma doril e o erário público (sim, o bolso do brasileiro) absorve. O tutu foi pelo ladrão, ops, ficou com o ladrão. E nada se sabe disso. O dinheiro era fantasma, se auto-diluiu...
- - - - - -
Todos pagamos impostos, não importa se temos emprego ou não, se somos moradores ou ocupantes de favelas, mocós ou residências de luxo. Quando temos uma certa renda mensal e anual e temos que pagar ainda o Imposto sobre a dita renda, o certo e o justo seria que abatêssemos os valores dos impostos que pagamos no feijão, arroz, água, luz, telefones, gasolina, escola dos filhos, universidades, INSS, FGTS, IPTU, ITR. Mas, duvido que todo o povo saiba que está pagando mais de 20% de imposto sobre os produtos básicos de sua sobrevivência. E os quadrilheiros da política distribuem o dinheiro público entre si, querendo a cada dia mais e mais para si.
- - - - - -
O brasileiro, normalmente, sobrevive vendo e sentindo as coisas acontecem diante de si e pouco liga. Vejam essas greves dos serviços antes vistos como essenciais: a cada período, ficam privados de enviar e receber correspondências porque os funcionários dos Correios entram em greve duas ou três vezes por ano. Contas que não chegam em sua casa e você tem que correr atrás. Precisam de atendimento hospitalar e eis que até médicos paralisam suas atividades por quererem ganhar mais, o justo pelos seus serviços. Tenho um raciocínio meio radical: duvido que esse pessoal entraria em greve se houvesse paralisação nos seus proventos. Mas, nossas leis são protetoras da leniência cada vez maior no nosso país...
- - - - - -
Nesse caminhar, imaginem quanto prejuízo é provocado quando o transporte coletivo entra em greve, quando cobradores cruzam os braços, quando a Receita Federal deixa de fiscalizar o contrabando nas fronteiras, quando os policiais (até militares) páram. Temos, mesmo, tendências cordeirísticas... Haja!
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Se nos Ministérios dos Transportes e do Turismo houve desvios de dinheiro público, seus ministros sairam ou foram saídos, suas equipes também, o certo seria que houvesse uma divulgação dos valores roubados e seus responsáveis punidos. Mas, pelo que se vê, ex-ministros são absolvidos pelos políticos quadrilheiros, o dinheiro some, toma doril e o erário público (sim, o bolso do brasileiro) absorve. O tutu foi pelo ladrão, ops, ficou com o ladrão. E nada se sabe disso. O dinheiro era fantasma, se auto-diluiu...
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Todos pagamos impostos, não importa se temos emprego ou não, se somos moradores ou ocupantes de favelas, mocós ou residências de luxo. Quando temos uma certa renda mensal e anual e temos que pagar ainda o Imposto sobre a dita renda, o certo e o justo seria que abatêssemos os valores dos impostos que pagamos no feijão, arroz, água, luz, telefones, gasolina, escola dos filhos, universidades, INSS, FGTS, IPTU, ITR. Mas, duvido que todo o povo saiba que está pagando mais de 20% de imposto sobre os produtos básicos de sua sobrevivência. E os quadrilheiros da política distribuem o dinheiro público entre si, querendo a cada dia mais e mais para si.
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O brasileiro, normalmente, sobrevive vendo e sentindo as coisas acontecem diante de si e pouco liga. Vejam essas greves dos serviços antes vistos como essenciais: a cada período, ficam privados de enviar e receber correspondências porque os funcionários dos Correios entram em greve duas ou três vezes por ano. Contas que não chegam em sua casa e você tem que correr atrás. Precisam de atendimento hospitalar e eis que até médicos paralisam suas atividades por quererem ganhar mais, o justo pelos seus serviços. Tenho um raciocínio meio radical: duvido que esse pessoal entraria em greve se houvesse paralisação nos seus proventos. Mas, nossas leis são protetoras da leniência cada vez maior no nosso país...
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Nesse caminhar, imaginem quanto prejuízo é provocado quando o transporte coletivo entra em greve, quando cobradores cruzam os braços, quando a Receita Federal deixa de fiscalizar o contrabando nas fronteiras, quando os policiais (até militares) páram. Temos, mesmo, tendências cordeirísticas... Haja!
domingo, 18 de setembro de 2011
`Sueltos´ dominicais
Tentemos explicar os motivos porque muitos motoristas entram e circulam em vias de 60km por hora e, ali no meio da pista, vão a 40...
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Quando cai uma garoa ou uma pequena chuva, ficamos intrigados poque quase todos os veículos à sua frente diminuem o ritmo, mesmo que a pista à frente esteja limpa, chamando-os a andar...
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Se você ficar longe do noticiário, televisivo principalmente, por alguns dias, pensa que ficará por fora dos acontencimentos. Ao retornar, confirma que nada perdeu, pois a maior parte das notícias era policial e de tempo ruim tanto aqui quanto lá fora. Novidades, só ruins, as boas não dão audiência. Triste, isso.
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Muitos puristas de linguagem estranham que repórteres pronunciem erradamente a palavra Paraná (acentuam Párana) nos noticiários. Cacoetes deles, querem inovar ou chamar atenção? Não se sabe, mas que soa mal, isso soa.
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Na madrugada, vemos um programa novo da Globo sobre esportes. Falam de times apenas cariocas e paulistas, de outros Estados, nada. O eixo Rio-SP continua dominando, ou pensa que domina, as coisas brasileiras. Pena.
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Amigos mandam via email denúncia de que os deputados federais arquivaram o projeto do ficha limpa e que a midia foi proibida de divulgar. Voltamos à censura? Ou continuamos censurados e quase ninguém esperneia? Todos estão felizes com as coisas como estão, pelo jeito. Passivos e felizes.
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Você já caiu numa calçada, depois de tropeçar numa saliência ou no meio fio? A sensação é assustadora, mesmo, naqueles segundos antes de sentir o solo perto do seu rosto, de sua cara. Vivi isto nesta semana, machucando levemente o mindinho da mão esquerda...
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Nas estradas onde existem placas de que o DNIT está implantando obras, você observa que os funcionários apenas tapam buracos, jogando uma espécie de areia preta, uma mistura de asfalto com pedriscos. E as saliências de anos existentes na BR 153, por exemplo, entre General Carmeiro e Palmas, continuam colocando em risco os veículos e as pessoas.
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Quando cai uma garoa ou uma pequena chuva, ficamos intrigados poque quase todos os veículos à sua frente diminuem o ritmo, mesmo que a pista à frente esteja limpa, chamando-os a andar...
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Se você ficar longe do noticiário, televisivo principalmente, por alguns dias, pensa que ficará por fora dos acontencimentos. Ao retornar, confirma que nada perdeu, pois a maior parte das notícias era policial e de tempo ruim tanto aqui quanto lá fora. Novidades, só ruins, as boas não dão audiência. Triste, isso.
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Muitos puristas de linguagem estranham que repórteres pronunciem erradamente a palavra Paraná (acentuam Párana) nos noticiários. Cacoetes deles, querem inovar ou chamar atenção? Não se sabe, mas que soa mal, isso soa.
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Na madrugada, vemos um programa novo da Globo sobre esportes. Falam de times apenas cariocas e paulistas, de outros Estados, nada. O eixo Rio-SP continua dominando, ou pensa que domina, as coisas brasileiras. Pena.
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Amigos mandam via email denúncia de que os deputados federais arquivaram o projeto do ficha limpa e que a midia foi proibida de divulgar. Voltamos à censura? Ou continuamos censurados e quase ninguém esperneia? Todos estão felizes com as coisas como estão, pelo jeito. Passivos e felizes.
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Você já caiu numa calçada, depois de tropeçar numa saliência ou no meio fio? A sensação é assustadora, mesmo, naqueles segundos antes de sentir o solo perto do seu rosto, de sua cara. Vivi isto nesta semana, machucando levemente o mindinho da mão esquerda...
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Nas estradas onde existem placas de que o DNIT está implantando obras, você observa que os funcionários apenas tapam buracos, jogando uma espécie de areia preta, uma mistura de asfalto com pedriscos. E as saliências de anos existentes na BR 153, por exemplo, entre General Carmeiro e Palmas, continuam colocando em risco os veículos e as pessoas.
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