terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Ao negar, as coisas se fixam como sim...

Gozado como pessoas espertas se aproveitam dos efeitos da comunicação. Vocês se lembram muito bem quando o sindicalista Lula negava, todo dia, toda hora, que era candidato à reeleição, processo que abominava quando estava querendo ser candidato a presidente da nossa combalida República. Todas as vezes, condenava FHC por liderar reforma da constituição para introduzir o sistema de reeleição. Aliás, FHC ficou apenas um ano tomando medidas para exercer a Presidência e depois abandonou o país e usou os três anos seguintes para reformar a constituição, chovendo concessões e liberando emendas absurdas apenas para cooptar votos favoráveis no Congresso.

Pois bem. A cada entrevista, Lula negava que tinha decidido ser candidato à reeleição. Era absurdo ouvir o presidente que nada dizia ou, se dizia, acrescentava que não tinha decidido ser candidato à reeleição. Agora, está acontecendo a mesma coisa: nega porque nega que não quer e nem aprova o terceiro mandato, fato qaue exigirá nova reforma de constituição. Mas essa ridícula idéia saiu de uma convenção do PT e o ´líder´do encaminhamento do assunto é exatamente um deputado federal que conviveu, e convive, com Lula desde os primários tempos do sindicalismo no ABC paulista!

Como aconteceu dias atrás na Venezuela, o povo pode ser omisso, desmemoriado ou mesmo emburrecido pelas lábias das raposas políticas que aí estão, é iludido por promessas e colocações das aves de rapina de plantão, mas reage nos momentos que menos se espera. Uma pesquisa diz que 65% da população desaprova qualquer gesto por terceiro mandato. Problema maior é que os partidos são paradoxalmente partidos, no sentido exato da palavra, repletos de falta de representatividade. Somemos os votos de todos os deputados, federais, estaduais e dos vereadores e veremos que o montante dos votos é inferior a 60% de todos os votantes nas últimas eleições. Ou seja, o que temos aí é uma minoria nos comandando. Não há legitimidade representativa da vontade dos cidadãos nas nossas Casas de Leis. E, como as leis são feitas e refeitas, e remendadas, cabe aos juízes, que não são eleitos pela população, aclarear as emaranhadas normas que deveriam ser justas, benéficas e úteis para o povo viver mais feliz e ter um Brasil mais perfeito.

Mas, como somos latinos e, nesta condição, sonhamos com tempos melhores. Sonhando sempre, deveríamos repetir todo dia e toda hora que não podemos esquecer de escolher gente ideal que nos represente. Mesmo em sonhos, talvez consigamos, um dia, isso. Vamos negar todo dia que somos enganados, repetindo isso a cada hora, a cada minuto, a cada segundo. Talvez revertamos a caótica situação que vivemos em que as raposas estão no galinheiro e ninguém protege as galinhas dos ovos de ouro (o tesouro nacional)...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Coisas que a gente gostaria de saber

O ex-radialista e comentarista esportivo Nestor Baptista, que hoje preside o Tribunal de Contas do Paraná, iniciou sua entrevista na CBN com o Tozi na semana passada mais ou menos assim: "parabéns pelo modo como você coloca as colocações aqui na rádio...." Seria falta de hábito de falar na rádio ou apenas um pequeno escapes lingüístico?

Qual seria o critério de escolhas dos(as) apresentadores(as) da RPC? Quem tem voz gutural, mais grossa possível ou com o maior número de cacoetes lingüísticos? Quem ferir mais a língua portuguesa ganha o direito de apresentar os noticiários da mais forte emissora de TV paranaense? Ah, saudades de apresentadores como Tônio Luna!....

Tudo bem que o presidente GG queira tergiversar e pensar que o público é bobo e analfabeto, mas dizer que a diretoria do Coritiba não tem como dar baixa de nomes de sócios mortos, em seus arquivos, apenas porque familiares não deram entrada das certidões de óbitos, é de uma avaliação primária. Será que ele estava dando entrevista sobre isso num bar? Se for, dá para justificar um pouco a falta de sobriedade como dirigente do mais poderoso clube de futebol do Paraná.

Tenho respeito pelo pessoal da Sanepar, mas considerar que cobrar a taxa mínima pelos até 10 m3 de água por mês é vital para sua administração e investimento é primário também. Pago 12 meses de água na casa da praia sem usar 1 mês. Ou seja: pago taxa mínima para que o poder público use meu dinheiro e diz que está beneficiando o povo carente. O Governo usa o chapéu alheio para fazer sua demagogia. Até quando?

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Quem criou mesmo o Clic Rural?

Na comemoração do título de cidadão emérito de Curitiba ao amigo e companheiro de jornadas Marcus Aurélio de Castro, mês passado, em Curitiba, eis que tivemos o prazer de reencontrar o engenheiro civil Ary Queiroz, um dos mais competentes e arrojados presidentes da Copel, a empresa em que trabalhei durante vinte e dois anos. Marcus Aurélio pertenceu aos quadros da empresa também, tendo sido um dos brilhantes funcionários da área de relações públicas, formando um grande time de profissionais. Foi ele quem me reconvidou para retornar aos quadros da companhia, me oferecendo o cargo de relações públicas da região de Cascavel, bem na época em que o maior consumidor da Copel era o canteiro de obras da então futura Itaipu, em Foz.

Pois bem. O reencontro de copelianos sempre é uma oportunidade especial, principalmente porque todos praticamente abandonam suas esposas e suas companhias nas conversas, pois o assunto versa sobre a Copel e os bons tempos que ali vivenciamos. Ary Queiroz revelou que tinha sido consultado por um editor de um documento, em forma de livro, em que constava que o programa de eletrificação rural, chamado CLIC RURAL, com tecnologia simplificada e custos razoavelmente baixos para os proprietários rurais, tinha sido idéia de um outro engenheiro, de nome Pugnaloni. Ary e nós damos boas risadas, pois o programa do Clic Rural foi idealizado na gestão de Ney Braga, bem num ano eleitoral, tendo o seu candidato de então, Saul Raiz, um secretário estadual bastante prestigiado, submetido ao Banco Mundial o pedido de financiamento, que foi concedido exatamente naquela época. Com José Richa ganhando a eleição de 1982, como opositor, teve a grandeza de estadista e deu continuidade ao projeto, designou Ary Queiroz como presidente da Copel e determinou que 88 mil proprietários rurais tivessem de imediato acesso aos benefícios da energia rural.

Desencadeou-se na Copel, na verdade, verdadeira guerra interna, porquanto alguns técnicos - xiitas no uso de técnicas extremamente onerosas - colocavam dificuldades para o desencadeamento do programa Clic Rural. Havia recursos disponíveis financiados pelo Banco Mundial, as compras de materiais necessários demoravam para ocorrer, não estavam alocados veículos para os trabalhos na área. Levou-se mais de um ano para que fosse realmente iniciado o trabalho.

Bom informar que nos dois anos que precederam o governo José Richa, cada uma das superintendências regionais tiveram o trabalho de consulta em todas as áreas rurais sobre interesse de agricultores e produtores rurais em participar do programa Clic Rural. Nós, por exemplo, em Cascavel, usamos todo o tipo de lideranças, não interessava a que partido pertenciam, para fazer os levantamentos de proprietários rurais, pedindo inclusive que fizessem de próprio punho um mapa apontando todas as propriedades auscultadas. Foi impressionante a ajuda que tivemos dos vereadores principalmente, dos partidos contrários inclusive ao Governo de então. Tínhamos uma cota de 16 mil pedidos e estávamos com mais de trinta mil cadastros. Para se falar de quem iniciou realmente o programa Clic Rural, posso até direcionar para registro oficial, foram as lideranças locais; elas acreditaram no projeto e fizeram a coisa acontecer.

Num dia de janeiro de 1983, o então superintendente da Copel em Cascavel, engenheiro Maurício Massaud, um dos ícones da empresa na época, adentrou na minha sala de trabalho como relações públicas, sentou na poltrona de visitantes que estava postada diante de minha mesa e perguntou, como sempre fazia aos seus assessores, como iríamos desencadear, na área regional de Cascavel (67 municípios do Oeste e Sudoeste), o programa. Estava preocupado porque em poucos dias haveria uma reunião de treinamento na regional e a superintendência estava sem alocação de pessoal, veículos e dependências, por dificuldades internas superiores. Havia na diretoria e nalgumas superintendências, de materiais principalmente, algumas gestões burocratizantes.

Como estava envolvido no processo de arregimentação de cadastros, pois usei recursos de patrocínios de avisos de desligamentos em rádios e jornais para anunciar o cadastramento de interessados no programa, respondi que o esquema era atender à política da diretoria da Copel e da orientação e da proposta de trabalho do Governo José Richa. Sugeri que a superintendência montasse logo a equipe de trabalho, deslocando alguns veículos de agências e escritórios de distribuição e funcionários que quisessem mudar de setor, já que o universo funcional estava com perfeito acompanhamento pela área de recursos humanos da regional. Quando ele perguntou sobre dificuldades em contar com material suficiente para os pedidos da regional, lembro que lhe informei que achava difícil o presidente Ary Queiroz colocar empecilhos em determinar o atendimento às nossas necessidades.

E o que aconteceu depois disso? O prazo dos contratos iniciais de atendimento aos pedidos assinados era de 60 dias. A equipe formada percorreu os primeiros trechos, reuniu os interessados e pediu que assinassem os contratos. Depois disso, aconteceu que a pressão para as ligações chegou ao conhecimento da diretoria e do Governo, tendo Ary Queiroz comandado com mão firme e visão público-empresarial o atendimento a todas as necessidades. O material destinado a outras regionais, que demoraram um pouco para acompanhar o exemplo de Cascavel no programa, foi deslocado para atender primeiro a quem tinha prazo para entregar as obras. E as entregas de obras foram feitas, com algum atraso, mas que não denegriu a imagem tanto da Copel quanto do Governo do Estado.

Na sequëncia apareceu um grupo de políticos, tendo até um secretário de estado do Governo Richa envolvido no esquema, que achavam que o custo da eletrificação era alto, que estávamos usando postes de concreto que eram mais caros que os postes tratados de eucalipto, muito em uso na área rural do Rio Grande do Sul. Descobriu-se mais tarde que o interesse era mesmo trazer empresas gaúchas de forneciam os postes de madeira e havia indícios de vínculos pessoais no esquema. Claro que a Copel não negava ser um pouco mais caro ligar uma propriedade com postes de concreto; no frigir dos ovos, na verdade, pagar um pouco mais evitava que dez ou quinze anos depois o proprietário, ou a empresa concessionária, tivesse que trocar o poste, com o custo absorvido pelo erário público.

Quem foi ou quem foram os padrinhos do Clic Rural? Posso dizer que foi a Copel como gestora, planejadora e executora do programa, graças a um presidente chamado Ary Queiroz e a um Governo do Estado tendo como Governador um dos últimos estadistas que o Paraná já teve, José Richa. O resto de histórias ou estórias, como a que comentamos no evento, é puro ilusionismo e enganação. A história é uma só, pode ser contada sob diversos ângulos. Um deles, modestamente falando, foi vivido pela gente. E isso nos serve muito para continuar a ver as potencialidades do Paraná como imensas. Basta acreditar sem desvirtuar as coisas...

Formemos 50 mil ONGs

E se cada um dos cinqüenta mil rotarianos brasileiros existentes atualmente formasse uma ONG individual, ou com mais duas ou três pessoas de suas famílias, juntando essa entidade não-governamental com a maior ONG mundial, o Rotary, quantas pessoas e comunidades poderiam ser beneficiadas? Milhares de comunidades seriam aquinhoadas com projetos educacionais, de lazer ou assistenciais, melhorando tudo que estivesse ao seu redor.

Como existem hoje mais de 300 mil ONGs no país, sete mil apenas no Paraná, imaginemos quanto sofrimento e quantas necessidades poderiam ser amenizadas por esses milhares voluntários integrados nos clubes pelo seu exemplo pessoal, profissional e de negócios. Pelo que se sabe, mais de 20 bilhões de reais foram destinadas pelo Governo Federal às ONGs apenas em 12 meses, sem que a maioria delas tenha prestado contas ou dado alguma satisfação da verba recebida a fundo perdido. Ou seja, mais de 54% dessas ONGs nem prestaram contas e nem se fizeram presentes em qualquer projeto que se conheça neste abençoado mas sofrido país.

Claro que estamos fazendo adivinhações e dando tratos à nossa inteligência e ao nosso raciocínio de como melhorar o mundo que nos rodeia.

Se realmente isso ocorresse, cada um dos 50 mil rotarianos brasileiros criasse uma ONG acoplada ao CNPJ de seus clubes, imaginemos quantas pessoas seriam alfabetizadas, quantas atividades aprenderiam para o trabalho manual ou maquinal, quantas crianças carentes estariam assistidas com receitas adequadas relacionadas aos alimentos, às vitaminas e quantos pontos de tratamento ideal de água e de saneamento existiriam!? Com uma grande vantagem: cada clube tem personalidade jurídica, tem moral e tem credibilidade para executar tarefas confiáveis junto às comunidades que servem.

Com a bagagem adquirida nas suas atividades, nos seus negócios e usando conhecimento de como liderar pessoas e comunidades, creio firmemente que nossa organização estaria dando exemplo perfeito de como melhorar o mundo, dando de si antes de pensar em si e cumprindo com o atual lema do Rotary International, “Rotary Compartilha”.

Quem estiver a favor para esta ação que me ajude, enviando sua opinião ou o dia em que deseja dar os primeiros passos.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Esta terra tem dono!

Posso até estar equivocado em algumas avaliações sobre o meio ambiente e sua necessária defesa, mas têm carradas de razões o prefeito de Lages, Renato Oliveira, e outras expressivas lideranças regionais quando dizem que esta terra tem dono ao verificarem que muitos decretos e normas emanadas de Brasília estabelecem `modus vivendi´ aos moradores de diversificadas áreas brasileiras sem consultas prévias.
Teorizam seguramente sobre necessidades de defesas ambientais, no uso e sustentação de regiões, imaginam um Brasil dos sonhos sem realizarem consultas estabelecidas pela legislação ambiental que os próprios decretadores do Distrito Federal deveriam obedecer.
Que país é este onde os habitantes apenas têm deveres e responsabilidades e poucos direitos? Direitos de sobreviver, de viver e de produzir de modo sustentável?
Se as autoridades políticas, técnicas e de fiscalização legal se preocupassem com o saneamento básico, com o ar que se respira e com os sistemas tributários mais justos e melhor distribuídos para a população que sustenta o Estado como um todo, certamente teríamos um Brasil melhor, onde haveria um povo contente com as suas coisas e com a sua vida.
Por não termos seriedade no trato com as coisas públicas, ficamos assistindo de forma passiva o surgir de leis que não são debatidas devidamente com os próprios interessados, os mantenedores dos Poderes nacionais, a população.
O sistema bancário é blindado, ninguém mexe nele, tem lucros exorbitantes à custa do bolso da população, bancos privados e estatais se orgulham em terem ´superavit´ astronômico a cada ano.
O sistema de saúde passou para os Municípios e estes não recebem as verbas constitucionais e se fica querendo aumentar a contribuição de todo jeito (vide a Provisória/permanente CPMF!). Para melhorar a saúde do povo, não seria melhor encanar e enviar os remédios preventivos através da água tratada?
O Brasil dos sonhos poderia existir se as leis se direcionassem efetivamente, sem desvios e corrupções, para o bem da população. O Brasil dos sonhos poderia existir se houvesse uma revolução federalista, onde Estados se administrassem com os seus municípios, deixando para o poder central apenas as coisas centrais, nacionais, como segurança, diplomacia.
Do jeito como está, o Brasil é de um dono só, um poder plenipotenciário oculto no qual crescem os gastos em cima de uma produção cada vez menor, fruto de série de leis e decretos que se aplicam aos habitantes apenas como deveres e responsabilidades, e pouquíssimos direitos.
Quero estar errado nessas colocações.

Semana Mundial do Melhor Amigo

Claro que homenagear, conhecer e descobrir os melhores amigos levaria um tempão, o ano inteiro talvez. Nesta semana, um companheiro meu de Rotary, Milton Dri, de Porto Alegre, um grande governador de Rotary International na gestão maravilhosa do Construa o Futuro com Ação e Visão, 1996-97, enviou-me um email que passo a seguir e verifiquei, no reenvio, que tenho verdadeiros e grandes amigos. Vejam então:

My friend, Do you know the relation between your two eyes? They blink together, they move together, they cry together, they see things together and they sleep together. Even though they never see each other...Friendship should be just like that!!! Life is like hell without FRIENDS. It's 'WORLD'S BEST FRIEND WEEK'. Who is your best friend? Send this to all your good friends. Even me, if I am one of them. See how many you get back. If you get more then 3, then you are a really lovable person.

TRADUÇÃO: Você conhece o relacionamento entre seus dois olhos? Eles piscam juntos, eles se movem juntos, eles choram juntos, eles vêem coisas juntos e eles dormem juntos. Embora eles nunca vejam um ao outro... A amizade deveria ser exatamente assim! A vida é como o inferno, sem amigos. Estamos na SEMANA MUNDIAL DO MELHOR AMIGO. Quem é seu melhor amigo? Envie isto para todos os seus melhores amigos. Mesmo para mim, se eu for um deles. Veja quantas você consegue de volta. Se você conseguir mais de 3, então você é realmente uma pessoa cativante. Um Grande Abraço a todos!!!!!!!!

O retorno foi emocionante...

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Somos reféns da nossa omissão

Vejam se estas colocações têm justificativas razoáveis:

SOMOS reféns das ações dos governantes que elegemos. Depositamos nossas esperanças nas propostas dos candidatos e, quando no exercício da nossa representação, eles se comportam exatamente ao contrário.

SOMOS reféns da insegurança que grassa ao nosso redor. Nas esquinas, nas casas, nas ruas e estradas, temos que redobrar as atenções para não sermos assaltados. Pagamos seguros altos para termos uma segurança pessoal e patrimonial. E nem isso adianta, os ladrões e até presos soltos para tarefas noturnas fazem a sua ´coleta´. E não adianta reclamar. Um dia roubaram-me do pátio de minha casa em Pontal um motor de popa, registrei o roubo na delegacia e o registro desapareceu uma semana depois dos arquivos. Soube que o motor estava na casa de um policial na Ilha do Mel. A quem recorrer? Em dezembro de 2005 me assaltaram a casa em Pontal e me roubaram meu notebook. Registrei na delegacia, os agentes sabiam quem roubou e nunca mais vi o equipamento, nem o registro. Reclamei para o diretor da polícia civil da época e ele me disse que era difícil achar, ainda mais com os roubos e contrabandos em Paranaguá e região...

SOMOS reféns da incompetência pública no trato das coisas como asfaltamento, sinalização e iluminação pública. Você que mora em Curitiba deve estar triste com o tratamento que a Prefeitura do prefeito Fórmula 1 trata das entradas ou saídas da cidade: você fica surpreso quando sai de Curitiba e passa pelas cidades adjacentes, com suas rodovias sinalizadas, iluminadas e seguras. A Avenida das Araucárias é uma delas. Sai de buracos para entrar numa via perfeita para o contribuinte...

SOMOS reféns dos serviços telefônicos, energia e água e esgoto e coleta de lixo. Quando você quer reclamar de alguma coisa com a telefonia, por qualquer assunto, o tratamento é frio, distante e você não pode falar com o supervisor, gerente, da empresa. No caso de luz e força, até que os atendentes são eficientes, quando se consegue falar com eles nos dias de qualquer chuvinha; nos dias de tormenta, fique frio, vai levar um tempão tanto para ser atendido pelo telefone de emergência quanto para retornar a luz em sua casa ou escritório; para a área rural, bom, aí você tem que passar primeiro por uma clínica de recuperação, pois chega a demorar mais de um dia para que volte a sua energia, tanto na sua casa como a sua própria. A concessionária do fornecimento de água e tratamento de esgotos proibia que usuários instalassem registros especiais em suas casas e prédios para separar o ar dos canos de água: agora, ela mesma instala o equipamento. Ou seja, você não pode, a companhia pode. E a coleta de lixo se tornou um filão para brigas entre os abutres contemporâneos da politicagem nativa. Você, cidadão contribuinte e vivente e sobrevivente, tem que tomar engov para deglutir tudo isso...

SOMOS reféns dos serviços bancários, ao ponto de qualquer dia você ter que pagar ingresso para passar pelas portas eletrônicas que irritam. Oferecem serviços de 24 a 30 horas, fazendo propaganda enganosa por todos os meios, mas você somente pode usar pessoalmente os caixas físicos durante seis horas; os caixas eletrônicos, os postos, apenas dezesseis das enganosas 24 ou 30 horas. E os serviços online, embora haja 24 horas no dia, exigem uma série de senhas e mais dígitos da dita segurança insegura que você ensaca a viola da paciência no baú de seus tesouros mentais perdidos...

SOMOS reféns confessos da nossa confiança na eficácia e eficiência das leis e das normas que deveriam defender os direitos e as responsabilidades do cidadão, que constituiu o Estado como um poder aglutinante das vontades gerais e da vida em comum. Na previdência social, você investiu para sua segurança e ela inexiste; o Estado rouba e faz dos nossos recursos um caixa de rapinagem constante pelos ladrões eventuais que se perpetuam no executivo, com anuência de grande parte do judiciário. O Estado gasta tudo para manter um quadro de servidores que apenas se serve, pouco produz em benefício da nação. Quem produz é chamado de bandido explorador do povo, pois ele nem tem direito a ganhar o mínimo para sua manutenção e seu próprio crescimento. Quem ousa produzir é condenado, é empresário explorador. Ninguém quer ser mais empresário, quer ser membro de diretórios dos partidos políticos, principalmente do partido de quem está no poder...

SOMOS reféns, sim, de tudo o que acontece ao nosso redor. Impessoalidade nos relacionamentos, discriminação de como você se veste ou se comporta, ser honesto nas coisas e nos tratos das coisas é visto com sinal de burrice, senilidade.

QUEM não se sentir refém nesta terra que me atire as próximas palavras. Será meu consolo neste choro interior.

Noite do Halloween

Estas beldades são Sophia e Paula e estavam assim vestidas para a Noite do Halloween em Pendleton, Oregon, USA, onde residem.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Stellinha com Papai Noel

Ser avô é um privilégio, mas avô coruja é conseqüência maravilhosa. Eis a netinha Stella no dia 9 deste mês visitando o Papai Noel. Sua expressão é auto-explicativa. Uma graça.

Me aguardem, me aguardem!

Eis um futuro galã brasi-americano, Oliver Thomas. Sua pose para esta foto parece dizer ´estou chegando, pessoal, estou chegando`...

Sangue e suor por um grande Coritiba

Todos sabem que torço pelo Coritiba, desde menino, chegando a pegar trem para Ponta Grossa e torcer pelo time numa decisão com o Operário Ferroviário. Sempre fui e continuindo indo a jogos da equipe e acompanho por todos os meios a sua trajetória. O jogo de sábado passado do meu time contra o Avaí, no Ressacada, foi de uma sonolência que deu dó para quem foi ao jogo e quem ligou a TV ou a rádio. Os atletas não podiam reclamar de falta de torcida, estavam lá mais de três mil, segundo soube. Continuavam tartarugando no campo, perdendo bolas de forma bisonha e se batendo na defesa. Parecia que estava tudo acertado para que o Avaí melhorasse na tabela de classificação, fugindo do rebaixamento. Não acredito que atletas de um time como o Coritiba estivessem entregando o jogo... Mas quem viu ficou desconfiado.

Cheguei a ser conselheiro do Coritiba, nos tempos do Evangelino Costa Neves, levado pelo também conselheiro e entusiasta Denisio Belotti. Éramos 300 os conselheiros e cada um contribuía mensalmente com um valor, acho que eram 200 cruzeiros novos (nem me lembro da moeda de então), que, somado, dava para cobrir TODA a folha de pagamento dos jogadores. Éramos idealistas da época? Nem tanto. Confiávamos na diretoria que elegemos e sabíamos que o chinês e Miguel Checchia, principalmente, comandavam o time para representar as cores coritibanas, ganhando títulos com raça e muito empenho. Quem vestia a camisa coxa era porque merecia vestí-la.

Passada a nostalgia, quero revelar alguns sentimentos coritibanos neste texto. Não posso admitir que clubes como o Coritiba sejam usados para dar lucros pessoais a dirigentes. Se é para ter lucro, deve ser para o Coritiba e nunca para as pessoas. Se querem abrir uma empresa, dentro da legislação brasileira, que o façam abrindo o capital para os associados, para quem quer apostar na qualidade e na raça dos funcionários que são contratados para defender as suas cores. Sei que existe uma empresa chamada Coritiba S/A. Alguém sabe a quem pertence, quem são os seus sócios e administradores? Pouca gente sabe.

Já estivemos na segunda divisão, já sofremos muito para voltar à divisão principal. Mas nos últimos dois anos observamos tanto amadorismo no trato das coisas e dos negócios do time que a gente chega a desesperar. Não falta investimento e confiança dos torcedores quando o time é administrado com mais profissionalismo, sem as interferências danosas de alguns dirigentes na escalação da equipe, na contratação de valores ou mesmo no respeito aos seus técnicos quando se encontram trabalhando por vitórias. O estágio atual é de alívio, sim, mas é um sentimento de consolo apenas. Nunca o time do Coritiba ficou tão abalado moral e esportivamente. Ganhamos o retorno à Série A porque na média estamos um pouquinho melhor do que os demais. Ou seja, voltamos graças à média baixa dos demais times em termos de futebol, organização e técnica.

Por fim, tenho esperanças de que o Coritiba volte ao seu lugar de destaque no futebol brasileiro. Com um estádio melhorado, onde haja conforto aos torcedores que aumentam muito a cada ano. Com uma infra-estrutura adequada, com sistema de som melhor, mais moderno. Com banheiros em que o acesso não nos envergonhe. Com lanchonetes que tenham realmente mercadorias suficientes, não apenas cerveja, para que a gente desfrute e não se irrite. Que tenhamos eleições democráticas, envolvendo vinte, trinta mil sócios, e não apenas os poucos gatos pingados que formam hoje o seu quadro social. Que os estatutos sejam atualizados e postos em vigor para que a gente comemore vitórias em todos os campos, não apenas na formação e manutenção capengada de uma equipe de jogadores. A grandeza de um clube como o Coritiba somente poderia ser curtida e festejada se ele voltasse a ser um grande clube de esportes (não apenas de futebol), de promoções sociais e com patrimônio para deleite dos seus patrocinadores, os sócios e torcedores.

sábado, 10 de novembro de 2007

Ah, se abrissem as caixas-pretas!...

Imaginemos que nosso país fosse perfeito, ou quase isso, em termos de responsabilidade pública praticada e cumprida principalmente por aqueles que recebem atribuições representativas a cada período eleitoral. Com total ou quase total transparência, houvesse uma lei que obrigasse a todos, no final de suas gestões, abrirem seus documentos, seus procedimentos, suas caixas-pretas. E que todos, do mais analfabeto ao mais culto, tivessem acesso e entendimento ao que estava sendo revelado. Se isso existisse, vocês acham que alguns assuntos/fatos ficariam arquivados, prescritos, escondidos do conhecimento público? Alguns deles:

- Lei da responsabilidade fiscal. Eis uma lei que foi firmada e distribuída para ´boi dormir`, ou seja, todos vibraram com a sua assinatura e vigência mas pouquíssimos a obedecem. Ou melhor, foi feita para não ser cumprida. Vemos vários governadores, vários prefeitos, ´negociando´ com o Congresso para que seja amenizada, esquecida, desculpada pelo não cumprimento pela maioria dos políticos que respondem por executivos neste Brasil imenso de ilegalidades e esquecimentos.

- Orçamentos públicos. Se realmente os tribunais fiscalizassem e condenassem os erros dos orçamentos, quanta gente não se emendaria e cumpriria as leis à risca! Mas, não, faz-se de conta que existe orçamento, as chamadas emendas remendam os orçamentos mais que colchões de pobres e coitados que não puderam ser cadastrados no MST... E ninguém é punido por isso...

- Propostas eleitorais. Imaginem quantas bobagens nos anunciaram durante as campanhas eleitorais, todas nos engabelando, puxando nossa esperança e nossa credibilidade. Somemos tudo isso e, agora, que estão no poder, vamos a eles e tentemos conferir o que nos prometeram com o que nos apresentaram, ou apresentam, no exercício do poder. Aquilo que nos prometeram pode ser colocado como temas para um livro dos sonhos que, seguramente, não serão atingidos. E nós acreditamos naquilo e neles... E se existisse uma lei que os obrigasse a cumprir o que prometeram nas campanhas? Teríamos no poder estes políticos? Claro que não.

- ONG´s (Organizações Mão-Governamentais). Vocês acham que haveria lugar nas prisões para todos aqueles que se envolveram com verbas ilegais e escondidas distribuídas às ONG´s, em sua maior parte criadas por uma ou duas pessoas exatamente para nos engabelar? Pois é. A coisa ficaria bem interessante se houvesse uma lei que obrigasse os governantes a divulgar mensalmente todos os valores entregues às citadas ONG´s, com respectiva prestação de contas. O mau cheiro que sentimos hoje seria bem menor, sem dúvida.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

O pensador de Simon Bolívar foi um brasileiro

Caro Surek. Para baixar, um pouco, o topete de Hugo Chavez é bom lembrar em seu blog que o grande Simon Bolívar era um grande guerreiro, desassistido, entretanto, de maiores talentos intelectuais. Sua "eminência parda" foi um brasileiro, autor de seus discursos e que dele acabou recebendo o título de General. Após sua morte, foi enterrado em Portugal e, após o fim da monarquia, seus restos mortais foram transferidos para o Brasil - Rio de Janeiro - cuja sepultura, todos os anos é visitada por nações sul-americanas, com destaque os venezuelanos, que vêm homenageá-lo, depositando coroas de flores e relembrando seus feitos em favor da libertação da América. Pena que poucos brasileiros saibam disto.

Abaixo, alguns dados deste herói brasileiro que, sugiro, seja publicado em seu blog. Por dever de justiça, quem me levou a esta pesquisa foi nosso comum amigo Emanuel Padilha.

José Inácio de Abreu e Lima (Recife, 6 de abril de 1794Recife, 8 de março de 1869) foi um político, jornalista e escritor. Mesmo sendo brasileiro de nascimento, participou com destaque das guerras de independência da América espanhola. Devido a isso, é conhecido com maior notoriedade como General Abreu e Lima por ter sido um dos generais de Simon Bolívar, um dos principais líderes pela libertação da América espanhola.

Abreu e Lima saiu do Brasil em 1818, após a execução de seu pai o Padre Roma (ex-sacerdote que abandonou a batina para casar-se) em 1817, devido ao envolvimento deste na Revolução Pernambucana. Naqueles tempos, as Ordenações do Reino não limitavam suas punições aos réus de crime de lesa-majestade, mas impunham-nas até a segunda geração. Sendo um jovem militar em início de carreira, a execução do pai nessas condições sepultava-lhe a carreira militar no Brasil.

Incorporou-se ao exército de Bolívar, com a patente de capitão, e participou das batalhas decisivas da luta de libertação da Venezuela e Colômbia. Abreu e Lima é considerado um dos heróis da independência da Venezuela e tem maior reconhecimento nesse país do que no Brasil.
Com a morte de Bolívar, e o não reconhecimento de sua patente pelo governo do General Santander , que o sucedeu, abandonou a Colômbia. Esteve nos Estados Unidos, na Europa e, em seguida, retornou ao Brasil, fixando residência no Rio de Janeiro .

Abreu e Lima é uma figura histórica complexa; mesmo tendo participado ativamente do movimento comandado por Bolívar (de inspiração republicana), ao voltar para o Brasil foi um firme defensor da monarquia brasileira.

Em 1844, retornou a Pernambuco. Foi preso sob a acusação de envolvimento na Revolta Praieira (1848). Em relação a este episódio existem divergências quanto a sua situação.

Algumas fontes afirmam que ele efetivamente não participou dessa revolta, sendo nela envolvido devido à participação de seus irmãos, razão por que foi depois inocentado dessa acusação. Outras fontes afirmam que ele esteve efetivamente envolvido e que foi posteriormente anistiado pelo governo imperial.
Abraços,
Pina Ribeiro

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Mau Humor

Mau Humor (Lula Vieira publicitário)

Não me lembro direito, mas li, numa revista, um artigo levantando a hipótese de que todo o cara que tem mania de fazer aspas com os dedinhos quando faz uma ironia, é um chato.

Num outro artigo alguém escreveu que achava que jamais tinha conhecido um restaurante de boa comida com garçons vestidos de coletinho vermelho.

Joaquim Ferreira dos Santos, em "O Globo" de domingo, fala do seu profundo preconceito com quem usa a expressão "agregar valor".

Eu posso jurar que toda mulher que anda permanentemente com uma garrafinha de água e fica mamando de segundo em segundo é uma chata. São preconceitos, eu sei. Mas cada vez mais a vida está confirmando estas conclusões.

Um outro amigo meu jura que um dos maiores indícios de babaquice é usar o paletó nos ombros, sem os braços nas mangas. Por incrível que pareça, não consegui desmentir. Pode ser coincidência, mas até agora todo cara que eu me lembro de ter visto usando o paletó colocado sobre os ombros é muito babaca.

Já que estamos nessa onda, me responda uma coisa: você conhece algum natureba radical que tenha conversa agradável?

O sujeito ou sujeita que adora uma granola, só come coisas orgânicas, faz cara de nojo à simples menção da palavra "carne", fica falando o tempo todo em vida saudável é seu ideal como companhia numa madrugada? Sei lá, não sei. Não consigo me lembrar de ninguém assim que tenha me despertado muita paixão.

Eu ando detestando certos vícios de linguagem, do tipo "chegar junto", "superar limites", essas bobagens que lembram papo de concorrente a big brother.

Mais uma vez, repito: acho puro preconceito, idiossincrasia, mas essa rotulagem imediata é uma mania que a gente vai adquirindo pela vida e que pode explicar algumas antipatias gratuitas. Tem gente que a gente não gosta logo de saída, sem saber direito por quê. Vai ver que transmite algum sintoma de chatice.

Tom de voz de operador de telemarketing lendo o script na tela do computador e repetindo a cada cinco palavras a expressão "senhooorr", me irrita profundamente.

Se algum dia eu matar alguém, existe imensa possibilidade de ser um flanelinha. Não posso ver um deles que o sangue sobe à cabeça. Deus que me perdoe, me livre e me guarde, mas tenho raiva menor do assaltante do que do cara que fica na frente do meu carro, fazendo gestos desesperados tentando me ajudar em alguma manobra, como se tivesse comprado a rua e tivesse todo o direito de me cobrar pela vaga. Sei que estou ficando velho e ranzinza, mas o que se há de fazer?

Não suporto especialista em motivação de pessoal que obrigue as pessoas a pagarem o mico de ficar segurando na mão do vizinho, com os olhos fechados e tentando receber "energia positiva". Aliás, tenho convicção de que empresa que paga bons salários e tem uma boa e honesta política de pessoal não precisa contratar palestras de motivação para seus empregados. Eles se motivam com a grana no fim do mês e com a satisfação de trabalhar numa boa empresa. Que me perdoem todos os palestrantes que estão ficando ricos percorrendo o país, mas eu acho que esse negócio de trocar fluidos me lembra putaria.

E, para terminar: existe qualquer esperança de encontrar vida inteligente numa criatura que se despede mandando "um beijo no coração"? "TÁ LIGADO?"

Conhecem ´bagres ensaboados´?

Explico àqueles que ainda não viram o que é um bagre, peixe que vive tanto no mar quanto nos rios e lagoas: ele tem dois espinhos, um de cada lado, para se defender quando você quer pegá-lo nas mãos. O restante do seu corpo é liso ao extremo, daí o uso do termo `bagre ensaboado´, é como se tivesse sabão, tão liso que é.

Pois muitas pessoas do nosso conhecimento são chamadas de `bagres ensaboados`, principalmente quando um radialista ou jornalista as entrevistam e querem conhecer a sua opinião ou a sua posição sobre determinados assuntos, mais quando os assuntos exigem um posicionamento ou uma decisão.

Ouvi hoje pela CBN, de tarde, a entrevista dada pelo deputado Nelson Justus, atual presidente da nossa fervilhante (borbulhante seria designação melhor) Assembléia Legislativa do Paraná. O Marcos Tozzi queria saber do político o porquê da Casa não divulgar mensalmente a aplicação das verbas indenizatórias que cada um dos `nobres deputados` percebe. Ou seja, se a verba é indenizatória, está no termo, ´indeniza´o erário público com algumas despesas. Se a verba é pública, deve ser transparente, o povo deve e ou pode saber do seu destino, de sua aplicação. Pois o presidente da Assembléia enrolou, fugiu da resposta por várias vezes. Só chegou a dizer que sim, ela deve ser transparente, depois de série de incursões verbais do radialista. Aí, pensei, achei mais um `bagre ensaboado`...

É comum você querer acompanhar determinados assuntos, notadamente aqueles que falam de desvios, corrupções, etc, e na maior parte das vezes se consegue ouvir respostas ou colocações nada definidas, nada esclarecedoras, e quem é entrevistado sobre o tema dá uma de ´bagre ensaboado´. Vocês se lembram de como foi o noticiário nacional e internacional sobre os desvios do finado Banestado, quando todos os políticos influentes do país, paranaenses em maior parte, usaram e abusaram do envio de dinheiro para contas no exterior? Desafio quem me diga que a coisa ficou explicada e resolvida com algum retorno dos desvios para o sofrido erário público. Prenderam peixes pequenos e engavetaram o assunto, com CPI e tudo. Imaginem quantos `bagres ensaboados` encontraríamos nesse processo.

Quando você ouvir alguma coisa nesse sentido, com novos ou antigos `bagres ensaboados` no nosso dia-a-dia, me avise, ok? Vamos tentar nos divertir, mesmo que entristecidos.

Memória é mesmo curta

Vejam se não tenho razão em dizer que a memória é curta, quando se acompanha o noticiário oficial e oficioso:

Pouco se fala sobre nomes de algumas figuras desta República que se escondem sob os mantos de representações parlamentares para não serem presos por crimes de contrabando, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, etc. Quem se lembra de Ibraim Abi-Akel, o ministro pego em flagrante com contrabando de diamantes num aeroporto? Pois ele se esconde até hoje, mesmo que o crime tenha prescrito pelas leis desta República dominada pelo presidencialismo imperial, na Câmara de Deputados, chegando a ser até relator de importantes projetos!

E onde estaria aquela impoluta figura chamada Jader Barbalho que comandou um dos maiores desvios de dinheiro da SUDENE e de outros setores oficiais da União? Está quietinho, bem quietinho, votando com o governo de olhos fechados, na Câmara Federal. E ninguém bole com ele, pois se abrir o bico vai espalhar cheiro em toda a República das bananas e dos subservientes.

Vocês se lembram em quem votaram nas duas últimas eleições? Duvido que se lembrem dos nomes urnados para as Câmaras, o Senado, os municípios.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Então, tá (II)

Fundo perdido
Você é impelido a dar a sua contribuição para ajudar o Brasil na crise de combustível, várias décadas atrás, que se chamava empréstimo compulsório. Passada a crise, a União, em alguns Estados, devolveu o tutu emprestado, mas a Justiça foi apagando, na certa conivendo com os administradores federais de plantão, a compulsória ajuda. E todos esqueceram o assunto. Então, tá.

CPMF para o cáos da saúde
Você se sensibiliza diante da falta de dinheiro para atender às necessidades da saúde no Brasil e vai aceitando a existência da Contribuição PROVISÓRIA de Movimentação Financeira. A cada governo, continua 'provisória permanente'. O PT do Lula, Zé Dirceu, Genoino e dos 40 novos milionários do país criticava sua existência antes de assumir e passou a adorar o tutu quando no governo, querendo repeteco do dito por mais tempo. Ao ponto de negociar com qualquer um pela sua continuidade e um ministro paranaense, Paulo Bernardo, conivente com o descalabro nada provisório, achando que a CPMF deve ser permanente. Haja engov. Então, tá.

Engabelando no gás que não temos
A privatizada Petrobras - que não é brasileira, diante da maioria de suas ações rentáveis nas mãos do capital estrangeiro - tinha gás demais e, em nome do Governo de então, incentivou a todos os proprietários de veículos para que o usassem, chegando a oferecer IPVA menor, mesmo que nos esquemas paralelos haja cobranças de agentes aferidores de cilindros, selos, etc. Pois bem: deu de presente usinas da Petrobras ao 'cumpaniero Morales' na Bolívia, passivamente recuou em qualquer reclamação e agora vai de rabo entre-pernas pedir ao dirigente boliviano um volume maior de gás. O povo é o último a ser atendido em suas necessidades, pois primeiro virá mais gás para gerar energia, atender indústrias e o que sobrar fica com os motoristas que foram de novo ludibriados pelo seu desgoverno, através de um plano comercial e ilusório da privatizada Petrobrás (O petróleo NÃO é mais nosso!!!). Então, tá.

Pelo meu humor de hoje, parece que tive que pagar muitas contas dos impostos que crescem a cada dia na minha vida... Então, tá.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

E não é que o `visage´ deu as caras!

No noticiário mais policial do que jurídico, eis que apareceu semana passada a denúncia de irregularidades registradas com loteamento irregular no Município de Guaratuba chamado Jardim Village. Veio-me na lembrança um fato em que foi quase envolvido nisso.

Estava sendo transferido para Curitiba, no meu trabalho, e possuía um título patrimonial do Cascavel Country Club para vender ou entregar para quem estivesse interessado. O Irino, colega de trabalho, queria comprar o título e me ofereceu, em troca, um lote no Jardim Village de Guaratuba. Nem pensei em valores, como estava me mudando para a Capital, transferi o título para o nome do colega engenheiro e aceitei a troca/venda; fiquei com um documento, passado em cartório, em que dava orientações sobre o lote.

De posse do documento, antes de transferir para meu nome, fui localizar o dito em Guaratuba. Depois de procurar por ruas e ruelas em direção ao chamado loteamento, já que ficava perto de um aeroporto velho conforme me informavam os moradores dali, encontrei o lote. Mas, até chegar ali eram vários os transeuntes que não sabiam onde ficava o Village. Um deles, perguntado perto de sua casa, lembrou-se e exclamou que o que ele conhecia era um loteamento chamado Visage, ou seja, uma ilusão de ótica, todos achavam que ali perto do velho aeroporto havia um loteamento mas que os terrenos não estavam ocupados e que ninguém conseguia chegar nos lotes que considerava sendo seus.

E cheguei até um barranco de um rio. Por um mapa manuscrito, encontrei o dito: estava dentro do mangue, na água. Dei meia volta e esqueci com o tempo que eu teria algum direito, se fizesse a transferência, no lote manguesado... Vejo agora que aquela área é local de preservação ambiental.

Deixei o assunto em stand bye, ou seja, no arquivo morto e somente agora soube que aquilo tinha sido aprovado pela Prefeitura, que fez mapeamento e deve ter cobrado IPTU durante estes quarenta anos. O cartório fez escrituras de compra e venda e deu ares oficiais ao loteamento. Para tomar posse oficial, faltou o registro de imóveis, que constatou a irregularidade.

Que pena, pois tantas pessoas foram ludibriadas, aplicaram suas economias na compra de lotes frios e parece que isso fica por isso mesmo...

Reféns e agruras na própria arapuca

Quando se pensa um pouco - nos dias atuais parece que até isso vai ser taxado com imposto - a gente começa a pontuar alguns tópicos da nossa atribulada, incompreensível na maioria das vezes, vida urbana.

Você resolveu morar na cidade, de preferência perto do centro ou mesmo próximo a um ponto de ônibus. Conseguiu uma morada, podendo ser casa, apartamento, apart-hotel ou pensionato. Se é de sua propriedade, beleza, você é um vencedor. Começa aí a sua luta: pagar IPTU, taxas de iluminação pública e de coleta de lixo, energia elétrica, água, esgoto, jardineiro se tem jardim em casa, condomínio se tem apartamento, telefone, TV a cabo, internet banda larga. Não para aí a coisa.

Para ir e vir, você deve ter contribuído para a calçada que foi implantada em frente de sua morada, individual ou coletivamente. O padrão da calçada, embora você tenha pago, é definido pela Municipalidade, na passividade evidente sua, pois o material ali aplicado foi escolhido pelo Município e este quis que fosse com pedras que normalmente são tropicantes, ou seja, você, ao andar por ela, só tropeça e se acidenta.

Se você tem casa, ela seguramente não é segura, precisa erguer altos muros e contratar vigilância, entregar chaves de sua morada para que uma empresa ou um grupo de vigilantes zele por ela. Se tem apartamento, você deve ficar atento quando o condomínio contrata firma com seus itinerantes porteiros, zeladores. Vez por outro, o seu próprio apartamento é invadido por meliantes que perneiam no seu bairro ou na sua quadra.

Na sua morada, você certamente não se preocupou com a fiação de energia elétrica, normalmente foi usado o material mais em conta, ou seja, insuficiente para mover os dezenas e cada vez mais crescentes aparelhos adquiridos pela sua também crescente necessidade de viver com mais conforto na cidade. TVs, fax, computadores, banda larga, tevê a cabo, relógios, geladeira(s), fogão elétrico com acendedores idem, forno elétrico, máquinas de lavar roupa e louças, secadora, fones sem fio, carregadores de pilhas. Resultado: as chaves caem por vezes e a conta é cada vez maior para o seu sofrido bolso... E quando falta energia, como aconteceu semana atrás com as tormentas e chuvas de pedra na cidade de Curitiba? Cáos no seu dia-a-dia. Imaginem o transtorno vivido pela população quando 49 bairros ficaram sem energia num cair da tarde e início da noite!...

Se você tem alguma propriedade, ou mora, na área rural, a coisa então é mais caótica ainda. Em Araucária, por exemplo, você chega a ficar um ou dois dias sem energia elétrica, pela falta de um programa de melhoria da concessionária. Grudado na área urbana de Araucária, por exemplo, os moradores de Roça Velha, Roça Nova, Santo Estanislau, Colônia Cristina e mais dezena de localidades rurais, ficaram em dois dias mais de 10 horas em luz. Quando você ligava para o atendimento, a resposta sempre era que houve muitos acidentes e que eles estavam se comunicando com o serviço de emergência para resolver o problema. Ou seja: quem depende da energia na área rural está ralado, fadado a se sentir ilhado. E dá-lhe queimar velas e mais velas ou querosene (ainda há, e muito, por ali!) de suas lanternas...

Poderia continuar com rosário de situações vividas por quem escolheu viver os benefícios da área urbana ou o que se imaginasse em ter conforto na tranqüilidade da vida no meio rural. Somos mesmo reféns da nossa própria expectativa de uma vida mais confortável. Delegamos a servidores públicos e privados, pagando altos valores por isso, tarefas de nos oferecer mais conforto e mais qualidade de vida e eles estão cada vez mais distantes dos nossos sonhos pessoais.

Confesso que, nestes raciocínios gratuitos de uma segunda-feira amena, vislumbro dias cada vez mais complicados. Oxalá o meu otimismo por um mundo melhor não seja atropelado pela falta de responsabilidade de quem nos administra, pois continuamos passivos nos reclamos e nas cobranças que cada cidadão deveria fazer.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

E surgiu um tucano no Passaúna!

Vocês podem ficar imaginando que estou delirando ao dar esta informação: tomando meu café matinal aqui na chácara à beira do Lago Passaúna, onde fico mais tempo durante a semana, eis que vislumbro pela janela um belíssimo tucano! Sim, um tucano que solta um som cortante, como que anunciando sua existência e sua visita...

Primeiro, ficou no topo de uma das árvores, de olho no ninho de pássaros que, com patas e bicos lutam para que o visitante não ataque seus ovos e seus filhotes. Eu nem imaginava que tucanos são predadores, apreciam não só frutas mas ovos e pequenos pássaros. Pois ele ficou vários por aqui, até se exibindo nuns galhos de aroeiras, bem pertinho da varanda da casa. Consegui tirar fotos dele, bem boas, que mostro a vocês neste blog.

Ao anunciar a novidade desse multicolorido visitante, soube pelo primo Mário Lesniovski, meu vizinho aqui no Passaúna, que havia semanas atrás em seu bosque mais de cinco tucanos. Ele deu comida a eles mas depois de alguns dias foram adiante ou foram apanhados. Soube de Maria Arlete, a diretora de meio ambiente da Sanepar, que houve punições a alguns moradores que aprisionaram tucanos em suas propriedades. Mania gozada de gente que não quer apreciar o belo apenas, prende as aves de uma forma lamentável, ou para vender ou para apenas deixá-las presas em gaiolas!...

Claro que a vinda desses pássaros aqui ao redor do Passaúna se deve à falta de mais bosques no Estado. Elas procuram alimento e lugar para se reproduzirem e nossos pequenos bosques servem como novo ´habitat´ ou, pelo menos, onde ficar por alguns dias, algumas semanas.
Fico feliz em rever tais aves e procuro preservar.

Elas são aves lindas, ah, isso são.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Escrever e falar são importantes, mas...

Fico pensando, na maioria das vezes e nos últimos tempos, se não estou ficando velho, inclusive nos pensamentos e raciocínios, quando tento acompanhar os acontecimentos ao meu redor. Vejam essa do governador Arruda, de Brasília, quando decretou a demissão do uso do gerúndio em todos os procedimentos dos funcionários do seu Governo, alegando que isso, esse modo de falar e escrever, estaria tornando o serviço público cada vez mais ineficiente.

Se foi para chamar a atenção de todos e aparecer na mídia e nos meios semi e intelectuais, conseguiu. Poderia chamar seu pessoal de recursos humanos (se é que essa área tem alguma valorização nos meandros politiqueiros e urneiros nas atuais gestões brasileiras) e determinar cursos de atualização e de procedimentos diante dos vícios de atendimento público. Poderia reciclar suas chefias e subordinados para melhorar o serviço público. Resolveu fazer reprimendas por decreto. Aliás, escolha também válida para dar puxões de orelhas nos seus servidores.

Já participei de programas em que se faziam palestras e instruções de atendimento público, quando servi na Assessoria de Relações Públicas na Copel. Nossa orientação principal era dizer aos colegas que tinham contato com o público consumidor que os nossos patrões eram exatamente os nossos consumidores. Como naquela época o Governo do Estado tinha na Copel mais de 90% de suas ações, ordinárias e preferenciais (hoje tem pouco mais de 50%), natural que todos os paranaenses eram os principais patrões dos servidores da empresa de economia mista. Assim, nada de engamelar os patrões, era essa a nossa orientação. Pode ser que aí foi um dos motivos porque tantos paranaenses se orgulhavam de sua empresa, pois eram tratados com educação, atenção.

Mas, quando as empresas e os Governos ficam cada vez mais burocratizados, chefias são indicadas pelos fisiológicos dirigentes de partidos políticos, servidores passam até de forma natural a apenas cumprir o expediente e, se puderem, empuram os assuntos de suas visíveis responsabilidades com trejeitos, frases comuns cacoetadas e uso de termos que possam agradar naquele momento o interlocutor. O gerundismo é umas das boas armas deles. Vou ficando, vamos administrando, vamos enrolando.

E os outros cacoetes de linguagem? Como soa mal aos ouvidos o uso difereciado da pronúncia de algumas palavras na rádio, na TV e nas entrevistas! Vocês já ouviram, e se aceita até de modo passivo, aqueles radialistas e apresentadores de TV acentuarem o Párana, o Brásil e outras palavras para talvez se destacarem como profissionais da comunicação. Tudo bem que nossa língua deriva do latim, uma língua morta, mas ela deveria ser tratada como uma língua a ser sempre aperfeiçoada, em que a sonoridade tivesse uma marca de crescimento, de agrado.

Não sei bem como enfrentar tudo isso, o gerundismo, a falta de responsabilidade em tratar as coisas públicas ou mesmo como melhorar o mundo que nos cerca. Tenho a impressão que os estudiosos e os incentivadores por uma forma melhor de viver, de sentir e de se comunicar estão recolhendo suas armas, o conhecimento, o exemplo, com seus valores e dissabores.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Pinheiro Araucária: plante, não lamente!

É comum a gente ouvir, ou ler, que os pinheiros Araucária estão acabando em nosso país, principalmente no Sul, com informações de que em breve ele estará apenas nas lembranças dos mais velhos. Esse tipo de informe, inclusive que os órgãos ambientais proibem o seu corte e dão uma certa idéia ou sugestão de que plantar pinheiros não seria conveniente, grassa pela mídia ou pelo sistema boca-a-boca. Estaria eu por acaso errado nessa postura?

Tempos atrás, no meu clube de Rotary, o RC Curitiba, durante as comemorações dos 101 anos, resolvemos encetar uma campanha de plantio dessa árvore-símbolo do Paraná. Como tinha feito mudas em minha chácara, acho que perto de duas mil unidades, coloquei à disposição de quem quisesse uma quantidade razoável para aquisição, com renda destinada a obras assistenciais desenvolvidas pelo meu clube. Mais de mil mudas foram adquiridas e plantadas.

Sobraram, depois de série de doações a muita gente, umas 400 unidades, que forneci ao setor ecológico da empresa de saneamento e águas do Paraná, a Sanepar. Claro que desejava que elas fossem plantadas ao redor do lago Passaúna, onde se localiza a minha pequena chácara, mas recebi a informação de que ali não poderiam ser usadas devido a uma análise da Emater, sobre a sua incompatuibilidade de solo. Fiquei um tanto surpreso, pois nasci ali e ao redor de todas as áreas, antes de ser alagado o rio Passaúna para servir de abastecimento a Curitiba e área sul, havia e há milhares de pinheiros Araucária produzindo e embelezando a localidade toda. Enfim, doei à Sanepar e ela deve ter plantada as quase 400 mudas de que dispunha.

O companheiro Rubens Habitzreuter trouxe-me este ano uns cinquenta quilos de pinhões, de Santa Catarina, aqueles pinhões tardios e lá estou, de novo, semeando pinheiros Araucária. Não desisto por uma única razão: é a nossa árvore-símbolo, cresce lindamente e não espanta pássaro algum, ou esquilos, ao contrário dos eucaliptos e dos nefastos (mas economicamente rentáveis) pinus, nos quais pouquíssimas aves pousam. Então, ousei criar uma campanha em meu meio comunitário: não lamente, plante. Preparei vários saquinhos com pinhões quase brotando e os distribuí a amigos, para que eles fizessem o mesmo que eu, ao invés de lamentar o fim ou o desaparecimento das Araucárias, que eles ou seus amigos e conhecidos plantem.

Então, meu convite a todos é esse: não lamente, plante. Com isso, faremos a diferença e resgataremos a imagem do nosso símbolo. Quem quiser ajudar nisso, nessa campanha, que me contate.

sábado, 18 de agosto de 2007

A Stellinha vivaz

Coisas familiares permitem que a gente viva emoções quase indescritíveis. Assim está sendo a constante descoberta das habilidades da minha neta Stella, nos seus alegres três anos. Cheia de vida e super repleta de descobertas. Talvez seja esta a idade melhor, embora isso possa parecer difícil de avaliar.

Pois dificilmente você a encontra sem sorrir, sem querer brincar, e com raras vezes amuada. Tem no seu pai uma predileção de dar inveja a qualquer pai. Pela mãe, carinhos mil. Pelas tias, avós e bisas também. A gente tem se emocionado e se divertido com ela. Na festa que a sua escola, o Santo Anjo da especial Tia Ciona (ou Siona), dias atrás, houve cantorias e danças em homenagem aos pais, com momentos especialíssimos para os familiares. Eram mães, pais, avôs e avós quase chorando de tantas luzes nos semblantes das crianças. Foram, mesmo, dádivas divinas as que se impregnaram nas pessoas de famílias que ali estiveram.

Temos que continuar registrando estes momentos, nos nossos momentos disponíveis. Prometo fazer isso mais vezes, inclusive tentando mostrar o quão especiais são as nossas netas, Stella, Paula e Sophia, e mais agora o garotão Oliver.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

De volta ao Brasil

Que diferença e que saudade, na verdade, voltar ao ninho, depois de passar mais de cem dias fora do seu dia-a-dia, com Sol, ventanias, verdes totais em volta, flores, amigos e conhecidos. Claro que estive com eles, muitas vezes, mas de forma virtual. O olho-no-olho continua sendo momento especial a cada encontro.

Todos vocês sabem, pelas minhas anteriores descrições, que a minha viagem para ficar um tempo fora com familiares que víamos esporadicamente de forma física foi extraordinária em termos paternais. Vivendo e convivendo com Clarissa, Sam, as meninas Sophia Cristina e Paula Beatrice, e mais com a chegada do primeiro neto homem Oliver Thomas, pude dar uma continuidade nos laços indissolúveis familiares, trocando experiências, conhecendo novas pessoas e novos lugares e ao mesmo tempo, como disse, dando um maravilhoso tempo na vida. Tem preço isso tudo? Evidente que não.

De volta, eis que reencontro com alegria a netinha Stella, já nos seus três anos completos, cheios de vida e de descobertas, falando com um papagaio; a nora preferida (pois é a única que tenho) Déborah Regina depois de mais de oito meses longe, já que está com Cassiano na Inglaterra; a sogra Lódia com sua vontade férrea de viver o mais longe possível, mesmo com suas dores e suas dificuldades de idade; a filha Alessandra e o genro Carlos Augusto, ambos cada vez mais revitalizados nas atividades profissionais, ela no HSBC e ele na empresa da Audi; e, claro, a esposa Cristina Luiza, que esteve conosco durante um mês nos USA e que, no seu retorno, ficou retida em Atlanta por questões de overbooking durante um dia. Com Cristina a gente conseguiu curtir bons momentos junto a Clarissa, genro e netos, ela sempre atribulada com sua função de coordenadora de pesquisa e extensão na Faculdade Curitiba, que agora virou um Centro Universitário.

Com os problemas de aeroportos e de aviões, claro que estávamos preocupados com nosso retorno. Eu, já em Seatle, Washington, fiquei mais de duas horas esperando sair para Los Angeles, tendo que trocar de aeronave da Alaska Airlines. Vejam que ali, qualquer probleminha eventualmente detectado, logo trocam de aeronave e evitam correr riscos. Responsabilidade total. Corri um pouco com as malas repletas de coisas e, em Los Angeles, eis que um funcionário da Lan Peru me propõe ficar mais um dia, abrir meu lugar porque - sussurou-me - a empresa estava com overbooking também. Não aceitei e embarquei para o Brasil, já saindo de LA com atraso de mais de uma hora. Em Lima, nova correria para embarcar em outra aeronave. Mas deu certo. Cheguei em Guarulhos e nunca tido visto tanta gente se batendo pelos saguões e corredores. Pronto, pensei, cheguei ao meu costumeiro rincão, cheio de problemas. Estava no Brasil...

No desembarque, esqueci de trazer o papel para o Ministério da Agricultura e fui levado à revista na alfândega. Não me lembrava o que Cristina colocou nas malonas, sabendo apenas que numa delas estava uma batedeira especial, que pesava mais de 11 kg, encomendada pela Alessandra, da cor verde coritibana. Ao passar pelo detector, uma das funcionárias já falou que ela não acreditava que estava trazendo uma batedeira, depois de uma viagem pelo exterior. Disse que se seu marido viajasse e trouxesse uma batedeira, ela bateria nele. De modo descontraído, ela não quis que eu abrisse para lhe mostrar, mas queria dar uma olhada no laptop que viu na minha mala de mão. Era um novo que Clarissa me comprou, mas estava empoeirado. Um outro funcionário deu uma rápida olhada e constatou que era um laptop usado. Deixou passar, sem problemas. Ou seja: a batedeira me salvou de pagar um adicional sobre 260 dólares além da cota pessoal permitida. Numa boa, lá fui eu feliz para minha terra, pela TAM, em Guarulhos, que foi super atenciosa e permitiu que eu trouxesse as malas com mais de 60 kg.

Já Cristina, que deveria estar comigo no Afonso Pena no início de terça-feira, dia 31, teve que pernoitar em Atlanta com série de problemas no seu vaucher da Delta, que não era aceito pelos hotéis e restaurantes da cidade. A Delta parece que está caindo das pernas por ali. Voltou no dia seguinte com malas todas, sendo despachada sem dificuldades e sem verificações. É que uma verdadeira multidão de brasileiros estava voltando de Miami e, claro, repleta de potenciais compras a serem tarifadas pela alfândega...

Nos primeiros dias, dirigir nas ruas de Curitiba foi uma lentidão total para mim. Um cuidado redobrado principalmente pelos motoqueiros que tiram finas da minha camionete. Suei frio várias vezes, até me acostumar com o tresloucado trânsito em Curitiba cada vez mais ocupada por gente e por veículos. Dirigi muito em Pendleton e em outras cidades norte-americanas, com a diferença do respeito pelas regras de trânsito. Até me acostumar com os apressadinhos que furam sinaleiros sem olhar para os perigos, realmente levei mais de dez dias. Estou assustado ainda, mas levando a vida, como sempre.

Saí de um calor de mais de 40 graus e cheguei aqui num frio danado. Viajei estes dias com o Rubens Habitzreuter e com o José Anchieta, de Florianópolis até Lages e Bom Jesus, em SC e RS respectivamente, chegando a pegar na estrada mais de 2 graus negativos. O corpo teve que ser readaptado com alguns quentões, vinhos e algumas sopas.

O retorno foi bom, mesmo, embora a experiência lá fora tenha sido bastante proveitosa. Os próximos programas, se Deus quiser, já estão sendo vistos pela Cristina com Cassiano e Déborah e a assim caminha a vida, desde que com saúde, o corpo correspondendo e a mente sempre aberta para o bom viver.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Como passar 100 dias fora de casa (II)

Verdade que lembranças vão se esvaindo caso você não as registre. E é o que poderia acontecer se os leitores amigos não acompanhassem o escrito aqui e familiares não me cobrassem continuidade da descrição. Claro que o que escrevo neste blog interessa mais a pessoas amigas e conhecidas com quem temos maravilhosos relacionamentos. Os que não conseguimos lembrar e nos acompanham nisso tudo a gente espera que compreendam esse egoismo do coração e dos sentimentos. Não queremos nos mostrar e sim dar algumas pinceladas, pelo verbo e pelo substantivo, da vivência em outras plagas, graças à saúde, ao amor à família e aos amigos que amealhamos, graças a Deus, nestes anos de convívio.

Pois a permanência nos Estados Unidos, durante mais de cem dias, na casa de minha filha Clarissa, do genro Sam e dos netos Sophia, Paula e Oliver, na cidade tranqüila de Pendleton, Oregon, serviu para provavelmente tentar afinar laços de família, mais do que tudo. Os tempos corridos da nossa profissão, de Cristina e mais de minha parte, em busca de espaço, de sobrevivência e de realização comum através de um casamento de laços respeitosos e de amor familiar. muitas vezes impediram que pudéssemos acompanhar a trajetória dos filhos em seu crescimento e desenvolvimento. O resultado disso tudo, atribulado, sim, em muitos sentidos, posso avaliar que foi proveitoso, embora deixasse alguns sinais, algumas marcas nas pessoas envolvidas. Então, sem me lembrar certo do que escrevi no artigo inicial, vou tentar continuar falando dessa experiência que poderia ser vista como fuga responsável, descanso, férias, aberturas da mente e mesmo resgate de valores e de laços.

Tive oportunidades em duas vezes de rever uma pessoa especial, a Dawn Davis, uma ex-intercambista de Rotary que conhecemos desde Cascavel e de Curitiba. Ela, que estava hospedada pelos companheiros do Rotary Club de São Miguel do Iguaçu, ficou conosco muitas vezes, criando fortes laços com meus filhos Clarissa, Alessandra e Cassiano. Tornou-se uma irmã deles e uma filha nossa. Sim, temos filhos adotivos pelo coração, como ela, Jaye e mais um quarteto querido que se encontram nos Estados Unidos e na Polônia. Pois a Dawn abriu sua lindíssima casa que possui na cidade de Camas, Washington, perto da cidade de Portland, primeiro para Clarissa, Sam, Phia e Paula, eu e Cassiano, na volta do Cassiano para Curitiba vindo de York, Inglaterra, nas suas férias. Hospedou-nos com fidalguia e amabilidades, junto com seu marido Tim, batemos longos e animados papos e colocamos os assuntos em dia. Na segunda vez, eles nos hospedaram, quando eu, Cristina, Phia e Paula a visitamos, num final de semana de julho. Houve teatro, recital de piano e outras atividades, além de um especial copmpanheirismo, com Dawn dando show de sapateado e as meninas tocaram algumas músicas ao piano. Matamos verdadeiramente a saudade e constatamos que amigos existem e que não há fronteiras e nem distâncias, para cultivar a fraternidade.

A família de Clarissa e Sam Clark tem um costume que poderia ser visto como estranho: não assiste programas de TV, apenas curtem filmes, ouvem rádio eventualmente mas acompanham a vida local, regional e internacional pela Internet. Definição de pessoas com mestrados e doutorados. Há uma explicação nisso tudo: o tempo que se passa diante da tela, vendo programas repetitivos e pouco educativos, pode ser usado para outras atividades, como leitura, exercícios, aulas de natação, escotismo, brincadeiras em parques e jardins. No começo, você estranha muito, parece que alguma coisa está faltando, mas com o passar dos dias a gente vai se acostumando. Na verdade, as notícias que prendem mais atenção nas TVs, e isso todos vocês podem comprovar e testemunhar, são de desastres, acidentes, mortes, guerras, temas policialescos, atos de corrupção e de enganações. Enfim, eu que sou comunicador, se tivesse que editar algum jornal nos Estados Unidos, numa cidade como Pendleton, direcionaria a pauta de assuntos mais para o lado pessoal, conhecimento geral sobre amor, relacionamentos entre vizinhos, revelação de talentos e possibilidades de estabelecer, na comunidade, coisas positivas pelo bom viver. E os jornais dali, na verdade, não dão notícias policiais, apenas casos de fugas de presos, queimadas pela região diante dos longos tempos secos. Curiosidades de conteúdo do jornal local, o East Oregonian, que é entregue diariamente em 62 casas pela minha Neta Sophia nas redondezas de sua casa, quase no centro da cidade: registram as mortes ocorridas, os falecimentos das pessoas da região, ocupando muito espaço nas edições diárias, dando um resumo do que foi e do que fez o falecido. Nascimentos não têm destaque algum. Curioso, sim.

Sobre esse costume de não ligar TV é bom que se diga que é bastante interessante e até posso dizer, salutar. O que vi eu, nesse tempo todo? Filmes em DVDs, mais de 100, emprestados gratuitamente pela Biblioteca super montada na cidade, fitas alugadas e, pelo meu novo laptop, acompanhei todos os acontecimentos do Brasil pela BanNews. Emissoras de rádio de Curitiba, como a CBN, a Rádio Club, eram ligadas pelo computador para acompanhar os jogos, muitas vezes desastrados, do meu time, o Coritiba. Ah, sim, e sessões de cinemas, quando do lançamento do Ocean, Harry Potter e outros bons filmes, a terceira edição do Piratas do Caribe, o Shrek 3.

No lançamento mundial do filme de Harry Potter, a coisa pegou feio, principalmente para Cristina e Sophia, que ficaram desde as 3 horas da tarde para a abertura da venda dos ingressos, às 23,30 horas. Levaram cadeiras, biscoitos, bebidas e lá ficaram, num sol abrasador, junto com outros jovens, algums que vieram de longe às 6 da manhã do dia, acampando no estacionamento vizinho ao cinema. Vez por outra eu ia até lá para levar lanches e bebidas geladas e eu mesmo me acoplei à fila ali pelas 22 horas. Na hora do início da venda dos ingressos, eis que metade da fila fez o que fazem nos campos de futebol no Brasil, ou seja, furou a fila e embolou na nossa frente. Foi uma confusão danada, não resolvido pelos gerentes de plantão do cinema. Polícia, nem foi lá, de nada adiantaram os nosso reclamos pela falta de educação dos invasores de fila. Mas, como estávamos bem na frente, uns dez clientes adiante de nós, conseguimos, assim mesmo, bom lugar na platéia. Era curioso ver tantos jovens, grande parte trajada como o Harry Potter, curtindo o filme. E nós ali, Cristina e eu, de cabelos brancos (eu, claro), junto àquela juventude toda. Foi muito divertido. Vovô e vovó com a neta Sophia vendo Harry Potter à meia noite, no cinema. Com direito a refrigerante e pipoca, sim, com muita manteiga.

Já disse que fui jardineiro durante 100 dias, tentando florir e esverdear o jardim da aprazível casa da minha filha. Primeiro, limpei tudo, tirei as coisas nocivas e que só tomavam espaço e fertilidade da terra aguada duas vezes por dia. Semeei um monte de flores, algumas nascendo e a maioria revirada pelos pássaros, gatos e esquilos, morrendo. Compramos muitas flores e muitas folhagens. No final, pedindo desculpas pela meta não atingida totalmente, acho que o jardim ficou bonito, pois recebi hoje a informação de que estavam comendo os tomates que plantamos nos canteiros. Acho que as abóboras e as melancias serão comidas, pois as deixei bem bonitas. Genro Sam instalou alguns bicos de irrigação e a Sophia ficou encarregada de olhar diariamente o ´nosso´ jardim. Na despedida, tirei algumas fotos, para me lembrar dessa experiência de jardineiro, sem a ajuda que tenho aqui na minha chácara do Adão e do agora caseiro Divaldo.

Trabalhei com a Clarissa em transcrições de entrevistas por várias vezes, como já faço aqui no Brasil, virtualmente. Foi uma ótima experiência trabalhar ´in loco´, embora o mundo virtual não tenha fronteiras, distâncias. Usamos novos fones de ouvido, implantamos bons softwares de MP3 e curtimos momentos legais, no trabalho, sempre naquela agonia de enviar a tempo e na qualidade costumeira.

Em termos de presença e participação rotárias, estive várias vezes no clube local, tendo feito minhas recuperações. Vocês sabem que todo o rotariano, uma vez aceito em Rotary International, tem algumas obrigações: primeiro, ele foi aceito no clube pela liderança em sua profissão; nessas condições, viram nele aptidões de incentivar ações e atividades que busquem a melhoria de sua comunidade e a paz e a compreensão mundiais. Uma das obrigações é estar numa reunião de 1 hora por semana num clube. Ou, se não puder, pode recuperar onde estgeja num clube semelhante. Isso eu fiz. Outra obrigação é elevar o padrão ético em sua atividade profissional, na família e no meio em que vive. Isso eu acho que consegui manter durante os 100 dias que estive fora, visitando o clube e mantendo contatos com membros do clube ou participantes de programas rotários. Um deles, o John, membro da associação de natação da cidade e amigo de Clarissa e Sam, esteve recentemente na Austrália, como membro do IGE. Descreveu, em alguns encontros que tivemos, a sua maravilhosa experiência.

Quando Cristina chegou a Pendleton, conseguimos fazer alguns programas bonitos com as netas, a filha e o genro. Claro que ela fez os bolos de cenoura que a Paula adora, e que chega a comer metade deles numa sentada só, os saborosos pierogis, algumas tortas, sopas. De minha parte, apenas fiz uma vez os meus bolinhos de batatas, que foram curtidos sim, mas como são de certa forma gordurosos, não puder repetir a dose. Gostaram muito dos espetinhos que fiz algumas vezes, depois do primeiro susto que tive quando comprei pimentões no mercado! Cada um, e eu comprei uns 6 ou 8, custava mais de 1 dólar! Fiquei maluco pelo altíssimo custo deles. Nas outras vezes, comprava um ou dois e fazia render nos palitinhos... O Clarissa, que alegava não saber cozinhar em algum tempo, hoje se esmera maravilhosamente nos seus macarrões, nas suas densas e saborosas sopas; já o Sam, que gosta de cozinhar, comprou uma churrasqueira nova, a gás, e quase toda semana tínhamos churrascos, hamburgueres de salmão, de carne, etc. E sempre nos maravilhava com pratos gostosos, além das matinais panquetas. E a gente costumava curtir donnuts comprados num fabricante chinês, quase toda a semana.

Bom, as lembranças ainda estão vivas e iremos em próximos artigos revelar a vocês, sempre pedindo perdão pelo tempo tomado nessas mal traçadas linhas, ou medianamente bem traçadas linhas. Até.

sábado, 28 de julho de 2007

Como passar 100 dias fora de sua casa

Alguns que me conhecem sabem que sempre fui de movimentar pessoas, grupos, coisas. Pois desta feita, num projeto pessoal acalentado durante bom tempo, resolvi dar um tempo para parte de minha família que mora fora do Brasil, que vive rodando a vida pelos Estados Unidos, primeiro em Pasadena, Califórnia, depois em São Francisco e em Philadelphia, Pensilvânia. Mais tarde, em Durban, África do Sul, e agora em Pendleton, Oregon, cidade de origem da família de meu genro Sam Clark, marido de Clarissa, minha filha mais velha, e pai das netas Sophia Cristina e Paula e a partir de junho de Oliver Thomas.

Pois bem. Como minhas atividades profissionais estariam em compasso de férias, pois estamos aguardando a retomada do projeto de construção da uma usina hidrelétrica em Lages/São Joaquim e Bom Jesus, no Rio Pelotas, pela demora do licenciamentoprévio ambiental pelo Governo Federal, pedi um tempo para ficar fora do país, junto com Clarissa, marido e netos.

Como hoje estou completando exatos 100 dias aqui em Pendleton, posso tentar resumir o que fiz, vi e vivenciei nesta temporada norte-americana.

Primeiro, posso dizer que parecia difícil ficar longe de minha casa, dos meus familiares, da minha mulher Cristina, durante tanto tempo. Bom, Cristina veio para cá há um mês e está retornando comigo neste início da semana para Curitiba. Olhem, passar 100 dias fora do seu costumeiro, do seu viver em Curitiba ou em Araucária, foi até leve e especial pela oportunidade de você conviver mais de perto com as netas, com o genro e com a filha mais velha, coisa nunca acontecida em nosso convívio, desde que Clarissa saiu de casa para estudar na casa da avó e o avô, em Curitiba, quando morávamos em Cascavel.

Bom, muitas curiosidades pude vivenciar, no dia-a-dia, com os familiares daqui. Com Clarissa, pude colocar alguns assuntos em dia, embora falássemos antes quase todos os dias pelo skype ou mesmo com trocas de e-mails. Fizemos alguns trabalhos juntos e foi super agradável em tradução e transcrição.

Com minha neta Sophia Cristina, que tem 10 anos, entregamos jornais, já que ela tem 62 assinantes do jornal East Oregonian, normalmente no início da tarde e aos sábados e domingos entre 4 e 6 horas da madruga. Cristina se juntou a ela nos últimos trinta dias e faz companhia numa das duas rotas. Imaginem que uma professora universitária e doutoranda esteve entregando exemplares de jornais nas casas por aqui. E eu, de jornalista, virei newspaper's carrier, jornaleiro. Uma boa, foi legal à beça.

Com a Paula Beatrice, de 6 anos, a gente teve agradáveis lances e algumas curiosidades bem curtidas. Ela gosta de nadar de costas, está aprendendo numas aulas aqui no Parque de Natação. Ela ainda tem receio de nadar solta, então a gente a apara quando pula na piscina. Ela costuma brincar sozinha, com amiguinhos imaginários, gosta de ter tudo arrumadinho, aprecia ajudar a montar e servir mesa, faz simulações de pedidos de comida, apresenta faturas. As ciumeiras normais pela 'concorrência' do bebê Oliver, nos últimos dias, têm sido resolvidas pelos pais com tranqüilidade, avalio.

Com o genro Sam, que trabalha na Universidade de Washington, em Seattle, pude fazer alguns trabalhos de raspagens de portas e janelas, hall da entrada e pintar alguma coisa. E sempre curtindo uma boa comida, que ele faz com esmero, com temperos especiais e saborosos. Sua superorganização é de fazer inveja a qualquer um.

E a chegada de Oliver Thomas, no dia 25 de junho, quase que nascendo no dia do meu aniversário real, segundo minha mãe, dia 27 (fui registrado pelo meu avô José Gembarowski no dia 25 de julho), aumentou mais ainda a alegria e a felicidade familiares. Clarissa e Sam foram para o Hospital de Walla-Walla, quase na divisa com o Estado de Washington, para o nascimento dele. E que menino lindo que chegou! Fiquei com as meninas e as levei para o Hospital duas horas após o seu nascimento. As fotos que tiramos e já mostramos dão alguma dimensão do que foi a vinda de Oliver. Toma leite bastante, chora quando precisa ser trocado, e já cresceu e aumentou de peso. Temos ainda a curiosidade de que cor são os seus olhos. Por enquanto, um acinzentado pode chegar à cor azulada.

Ganhei uma camiseta, presente da Jenny, uma das amigas da Clarissa e mãe da Kristen, menina da idade da Paula que buscamos nas últimos semanas na sua escola e a levamos às aulas de natação, devolvendo-a à escola ou ao local onde as crianças almoçam.

Conheci muita gente, sim, vizinhos, amigos diversos de minha filha e do meu genro. Conheci pessoalmente as famílias Bill e Shirley, com a filha; Larry e Dorothy Larson; e mais Bob e sua mulher, eles que foram responsáveis por acolherem Clarissa quando ela veio para Pendleton participar do Intercâmbio Internacional de Jovens de Rotary, vinte anos atrás.

Fui algumas vezes ao Rotary Club de Pendleton, um pessoal amável e animado, tendo oportunidade de conviver com seus sócios, líderes em suas profissões. Por algumas vezes sentei com o diretor geral do jornal East Oregonian, Murdoch, e com algumas de suas diretorias executivas, também companheiras rotarianas. Recebi do clube uma linda flâmula e deverei enviar do Brasil a flâmula do meu clube, o RC de Curitiba, que nesta gestão rotária do afilhado Fábio de Souza Neto está completando 75 anos.

Meu lado culinário teve que ser melhorado, pois cheguei a fazer arroz e feijão, espetinho, bolinhos de batata. Tentei um dia inventar uma receita com ervilhas, mas - embora por educação a Clarissa tivesse elogiado - não pegou bem. Vou ter que dar uma ajeitada nos ingredientes e no tempo de preparo. Na nova churrasqueira do Sam, assamos carnes diversas e cebolas, que foram bem apreciadas em muitas oportunidades.

Fiquei responsável pelo novo ajardinamento aqui. Fiz testes, semeei diversos tipos de flores, limpei os canteiros, revirei terra, reguei tudo todos os dias, plantamos abóbora, cenoura (só na segunda tentativa funcionou), espinafre, endro e tomates, dos quais já colhemos alguns frutos. Se não ficou uma brastemp, seguramente me deu noções de como plantar flores numa região super seca, onde você tem que irrigar duas vezes por dia os canteiros para ter algum sucesso. É impressionante como os moradores daqui cuidam dos seus jardins e de suas flores. São petúnias, dálias, orquídeas e dezenas de outros tipos de flores que 'afloram' e perfumam os jardins.

Bom, que mais? Já descrevi as diferenças e as semelhanças entre costumes e jeitos brasileiros e norte-americanos. Já abordei a vida de primeiro mundo que os friends têm, embora distantes uns dos outros. Abraços e aproximações maiores, como acontecem entre brasileiros, dificilmente ocorrem. Eles, entretanto, têm uma forma própria de comunicação, mais para a impessoalidade no meu ângulo de analisar. Cada um cuida de sua vida e se importa pouco com os outros. Mas sempre há pessoas, como o vizinho Dan, que nas horas necessárias estão prontos para ajudar. E os conhecidos se ligam e ficam à disposição para eventuais emergências e necessidades.

Sim, passar 100 dias fora do seu ninho, ou longe de suas coisas e cacoetes diários, pode parecer difícil nos primeiros momentos. Mas é super especial você poder se dar quase três meses para a família e curtir por várias vezes a culinária da Cristina, que veio em fins de junho e que fez pierogis e outros pratos aqui que mataram as saudades. E deixou um estoque montado para o pessoal daqui.

Voltaremos ao nosso reduto na próxima semana, claro que sempre com a sensação de que a vida é bela, se a gente puder e souber curtir.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

O céu existe, mas sabemos disso?

Mesmo que você não tenha alguma religião ou mesmo não tenha fé, ou não acredite nisso, deve imaginar como seria o céu. O céu, exemplo, para todos os brasileiros, quando passarem desta para melhor.

Já no popular, a frase ressoa facilmente no nosso raciocínio: quando morrermos, ou seja, quando passarmos para melhor, esse melhor deve ser algo muito bom, diferente do que temos vivido. Deve ser o céu ou estaria eu errado em dizer assim?

Se você não tivesse que pagar a prestação cada vez mais elevada, com juros que não se entende e com estalecimento de taxas e mais taxas diferenciadas, para ter uma casa própria, sonho acalentado por muitos das classes média e remendada, você estaria vivendo no céu.

Você estaria no céu, sim, se não tivesse de lutar para manter a sua família com míseros salários-mínimos, com o governo penalizando quem trabalha e quem produz e fazendo doações de cestas e de benefícios que incentivam o desemprego, o não produzir.

Estaríamos no céu se não tivéssemos que enfrentar a luta pela nossa manutenção mensal, tendo que pagar impostos cada vez maiores e não retornáveis para benefício comum e sim para manter uma máquina estatal, que só consome, nada produz.

O céu existiria para todos se 10% dos preceitos constitucionais fossem cumpridos em nosso país; teríamos uma justiça mais rápida e mais justa, teríamos segurança mais segura, contaríamos com remédios eficientes, teríamos menos doenças se apenas a água que tomamos fosse melhor tratada.

Sim, o céu existiria antes de morrermos se ficássemos atentos na hora de definir nossas leis, através dos representantes que elegemos periodicamente. Se tivéssemos uma população mais culta, mais esclarecida e que as notícias que lhe chegarem fossem sempre as mais verdadeiras, aa mais sensatas e as mais corretas, estaríamos experimentando desde já as benesses do sonhado e falado céu.

Por último, um desafio: em sã consciência, com o que você está fazendo e vivendo pela sua família, pela sua vizinhança, pela sua cidade, pelo seu Estado e pelo seu Brasil, você acha que mereceria o céu? Eu, de minha parte, acho que posso me candidatar mas tenho muita coisa ainda por fazer para merecer uma inscrição de estar ou viver no céu...

Por enquanto, penso que o céu é o limite, mas tenho que me esforçar muito para chegar lá.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Notas vão e vêm

O Presidente Bush anunciou, através de um assessor, um novo plano de saúde para que a população andasse mais a pé. O plano anunciado foi elevar o preço da gasolina nos USA a 3 dólares o galão. Ou seja, o super preço da gasolina nos Estados Unidos chega a US$ 0,90 o litro, o equivalente no Brasil a R$ 1,80. Vocês estão concordado comigo que países como o Brasil subsidiam, valendo, a gasolina dos nossos friends...

Nos Estados Unidos, em 2004, o tesouro emitiu 122 milhões de dólares em notas de 2 dólares. Pois parece que a população gostou, pois seu governo, tendo o guerreador (não guerreiro, de jeito algum) Bush como responsável, emitiu em 2006 nada menos que 230 milhões de dólares em notas de 2. E a gente não encontra essas notas aqui nos Estados Unidos com facilidade.

Um ônibus de turistas polonesas caiu num rio da Françaa, tendo morrido 26 passageiras. De imediato, preocupado com a repercussão do acidente e com a dor dos familiares, o presidente polonês Kaczynski se deslocou até o local para dar socorro às vítimas. E telefonou aos familiares, dando a infausta notícia e informando sobre o apoio do seu governo. Enquanto isso, no Brasil, morrem 200 num acidente aéreo em que setores do Governo foram responsáveis e o nosso grande presidente nem deu o ar de sua graça. Para não levar apupos, desistiu de viajar ao Sul para entregar verbas e rumou ao seu Nordeste...

Falando em poloneses: vocês sabiam que existe apenas um tradutor credenciado no Paraná para documentos que exijam trabalhos oficiais junto ao Governo polonês e vice-versa? Pois é. O segundo tradutor, mais antigo e mais competente em língua polonesa e portuguesa, jornalista e Padre, chamado Jorge Morkis, como delegado polonês do Brasil numa entidade latino-americana de polônicos, assinou documento de protesto sobre alguma atitude do Governo de Kaczynski. Pois não é que ele foi descredenciado pelo Governo polonês! E quem precisa agora de tradução juramentada sofre para achar o único credenciado e ainda assim o próprio Consulado tem que ajudar para que o documento tenha a veracidade necessária. Não seria bom abrir concurso para novos candidatos?

Como é diferente o comportamento das crianças nos supermercados aqui nos USA! Não correm nos corredores, não brincam de carrinho, não gritam e, o que é mais interessante, não há mães chamando em voz alta os seus filhos pelo ambiente... Enquanto isso, em nosso querido Brasil....

domingo, 22 de julho de 2007

Crescer, manter ou apenas sobreviver?

Alguns amigos até fizeram chegar a mim uma dedução, de que meu blog seria majoritamente sobre assuntos de Rotary, organização ao qual pertenço desde novembro de 1979. Pois a idéia não tinha sido aventada nesse sentido, por mim, pois queria fazer o que venho fazendo, historiando coisas, estoriando idem, fornecendo algumas notícias. E, claro, temas de e para rotarianos são muito bons, ainda mais que a organização é uma das poucas que se mantém intata em termos de cumprimentos éticos e morais, sempre construindo um futuro melhor para as comunidades mundiais necessitadas.

Assim, neste domingo, coloco um assunto para rotarianos, almejando que sirva para alguns líderes que estão chegando e outros chegados antes mas que poderiam acompanhar um pouco meu raciocínio sobre admitir sócios, manter os atuais ou criar novos clubes, temas bastante controversos em alguns meios rotários. Vaí lá:

Compartilhadores de Rotary!

Todo ano, sempre entre um PETS e o início da divulgação dos planos dos novos Governadores distritais, tenho observado que há constantemente uma dificuldade de ação e visão sobre o crescimento em Rotary. E olhem que tenho visitado diversos Distritos, visto muitas cartas mensais e anotado com certa tristeza que as metas sobre criação de novos clubes e aumento real do quadro social não são atingidas e muito menos justificadas.

Uns Governadores, parece-nos, assumem os desalentos do passado e tentam por vezes justificar os planos que não foram alcançados na área. Outros jogam a culpa nos líderes escolhidos que não atuaram e nem fizeram esforços para entender as mensagens de desenvolvimento do quadro social pretendidos anualmente por RI. Outros mais, a maioria segundo meu entendimento, fazem o que acontece nos seus próprios clubes: há planos e metas, divulga-se um pouco o que se pretende fazer na hora da posse, mencionam-se os nomes dos responsáveis pela programação toda e se fica nisso.

Claro que há clubes quase perfeitos nos seus programas anuais, mas eles são poucos. Os governadores, antes de suas conferências, têm alguma dificuldade para enumerar os sucessos obtidos pelos clubes, para fazerem reconhecimentos nos seus eventos principais. E, vem ano, vai ano, praticamente são os mesmos clubes, aqueles bem organizados, conhecedores dos regulamentos e das potencialidades de Rotary junto às comunidades, que disputam as premiações distritais.

Não tenho os números do aumento real de associados em Rotary, no Brasil, na gestão passada, mas tomei conhecimento de que 49 novos clubes foram admitidos em Rotary International no ano 2006-2007. Seguramente, esses quase mil novos nomes (considerando que em média cada novo clube tem 20 sócios - a lista inicial é de 25, mas nas primeiras semanas a média diminui, infelizmente) devem ter pesado bastante no balanço final do desenvolvimento do quadro social.

O que gostaria de dizer, se é que me é permitido depois de ter sido governador há dez anos, é que se no Distrito o novo Governador não estabelecer metas reais e plausíveis para o desenvolvimento do quadro social e para a expansão/criação de novos clubes, na mesma vontade de agir, sem traumas e sem assumir desalentos/frustrações do passado nessas duas áreas, teremos que amargar balanços negativos a cada ano.

Tenho, sim, meu pedaço de culpa nisso tudo, naquilo que me concerne como líder rotariano. Queria apenas deixar esse alerta aos novos governadores e suas equipes de trabalho.

No mais, compartilhemos Rotary, admitindo sócios qualificados em suas profissões, mantendo os atuais encantados com o rotarismo e fundando novos clubes, novos núcleos do servir para líderes que ainda não estão cerrando forças conosco, pela comunidade.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

As invejáveis/invejadas diferenças

1.
Tive oportunidade de acompanhar a colheita de trigo em seis mil acres, aqui em Pendleton, Oregon, USA, de propriedade de um amigo de minha filha Clarissa, o Bob, e pude ver uma invejável diferença na tecnologia e nos acessos aos locais da plantação. Maquinários super confortáveis e ágeis e os acessos todos asfaltados às propriedades. O que temos nós, no Paraná principalmente, em termos de rodovias que o Governo chama de vicinais, sem acostamentos e cheias de curvas, aqui elas ligam uma propriedade à outra.

2.
Calçadas nas ruas de cidades tanto pequenas como grandes. Uma descomunal diferença. O piso é antiderrapante mesmo, usam material adequado, cimento, areia em quantidades adequadas para que não partam. A cada esquina, há recortes para que os cadeirantes possam descer e subir nas e das calçadas. Enquanto isso, em nossa cidade mais próxima, as coisas mais lastimáveis ocorrem ou, melhor, não ocorrem as soluções para quem ainda vota, ainda tem influência na hora das eleições. Nossas principais autoridades fingem que sabem e que delegam, mas querem é que os idosos e os cadeirantes se lixem. Na acepção dupla da palavra.

3.
E os materiais recicláveis, então!? Aqui nos Estados Unidos, pelo menos na cidade onde fico mais tempo, o cidadão paga para que o Município, a cidade, recolham o material, tanto papelão, vidros, plásticos, etc. Quando você leva jornais e papéis em geral para serem picotados, há um pagamento se não atingir determinado peso. Caso o volume e o peso sejam maiores, você nada paga pela responsabilidade que se delega à autoridade.

4.
O fazendeiro é acusado pelos que não conhecem o sistema americano de receber subsídios do Governo para plantar, ou, cultivar a terra. Ledo engano: enquanto o americano tem incentivos apenas para aquisição de maquinário e eventualmente algum benefício no pagamento de imposto de renda, para comprar veículos para seu trabalho e sua atividade, ele apenas pode plantar uma vez ao ano e não há como fazer seguro da produção agrícola. Deu problema, ele arca com tudo. Enquanto isso, no Brasil, vocês conhecem quanto apoio o agricultor recebe! Só se for integrante do MST, na verdade, este recebe todo incentivo de como não produzir a terra.

5.
Sinaleiros nas ruas, eis outra grande diferença. Aqui a coisa aperta quando algum motorista atropela ou mesmo ameaça atropelar uma pessoa, ou apressa para que ele desimpeça a rua. Todos se cuidam. Poucos sinaleiros existem, dando-se preferência sempre para o pedestre. E, onde não há sinaleiro, existem quatro placas de STOP. Ou seja, tem preferência quem tenha chegado antes e daí pode seguir. Claro, depois de qualquer pedestre passar.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Onde você se encontra? (I)

1. Você descobriu que em sua casa um ou ambos os membros do casal não podem/querem procriar, por vários motivos, de saúde, convicção ou decisão pessoal. Mas soube por alguns amigos que muitas crianças de países diversos, como a China, Índia, algum país africano ou sul-americano, precisam e querem ser adotadas. Você decidiria fazer inseminação artificial ou pr cirurgia ou resolveria buscar uma ou mais crianças para adotar?

2. Sua convicção religiosa não permite que alguém provoque aborto, você já tem cinco filhos próprios; mas, pela sua vivência e pela sua exemplar atitude religiosa, se coloca à disposição para adotar uma criança quando sabe que algum casal, jovem e sem recursos, estaria querendo praticar o aborto. Onde você se colocaria nesse quadro?

terça-feira, 17 de julho de 2007

Tenhamos fé

Como acontece nos jornais e revistas, nem todo anúncio representa a vontade do editor. Assim acontece neste blog, pois aceitamos incluir anúncios em função de acordo comercial com a Google.

Como todo ser pensante, tenho meu lado religioso e não faço propaganda dele. Mas considero que professar uma religião, não interessa de que tendência bíblica for, é ser útil para o semelhante. É ser útil para si mesmo e para sua família. Sem se fanatizar, claro.

Quantas e quantas comunidades são carentes de uma direção religiosa!? Conheço muitas. E as que possuem algum tipo de atividade religiosa, na maioria das vezes observei que elas têm uma vida melhor, são mais solidárias, mais humanas, mais gente.

Passei diversos momentos na vida e sempre acreditei que Deus me ajudou e continua me ajudando. E acho que crer, ter fé em Deus, em Cristo, ameniza muitos dos sofrimentos pelos quais uma pessoa passa, ou tem que enfrentar.

Assim, quando vocês acompanharem este blog e verificarem que há até propaganda para que interessados sejam pastores, não estranhem. Embora eu seja de outra igreja, vejo no anúncio algo bom para as pessoas que aceitem trabalham a fé dos seus semelhantes.

Tenha fé, caro irmão.

Quando se vaia um presidente

Quando o presidente Lula vai a um estádio para abrir os Jogos Pan-Americanos e leva uma vaia de vários minutos, os costumeiros aduladores tentam dizer que isso foi uma coisa orquestrada, um plano da oposição para constranger e uma coisa que até ou principalmente Nelson Rodrigues explica, que no Maracanã até minuto de silêncio leva vaia. Ninguém leu direito a cartilha da vontade popular: quando não está gostando de alguma coisa, vaia.

E provavelmente o povo estava vaiando a figura do responsável pelo governo que tem atualmente, omisso, corrupto, conivente com falcatruas, incentivador de movimentos sociais desastrosos para o meio ambiente e pouco patriótico perante as demais nações, sul-americanas principalmente.

Tomara que tenhamos no futuro presidentes que não temam as demonstrações puras da população.

Procura-se um estadista paranaense

Quando lemos e tentamos acompanhar os acontecimentos em nossa cidade, nosso Estado ou em nosso Brasil, dirigimos os nossos pensamentos para épocas outras em que havia personalidades conhecidas por todos e colocadas na posição de estadistas. Ou seja, pessoas que iam além de seus limites ou posições pessoais quando se tratava de coisa e causa públicas.

Claro está que minha memória vai falhar com respeito a alguns nomes, mas se pusermos nossa lembrança a funcionar um pouco vamos encontrar líderes paranaenses como Bento Munhoz da Rocha Netto, Pedro Viriato Parigot de Souza, Francisco Accioly Filho, Ney Aminthas de Barros Braga, José Richa, Othon Maeder, entre outros, que seguramente poderiam figurar como estadistas brasileiros.

Das personalidades ainda vivas, ouso mencionar alguns nomes que poderiam figurar como verdadeiros estadistas atuais, embora estejam presos, acuados e inutizados dentro do caótico sistema político-partidiário, manipulado pelo poder econômico: Euclides Scalco, Osmar Serraglio, Rubens Bueno, Alceni Guerra, Gustavo Fruet. Tenho esperanças de que eles, e mais alguns outros, possam entrar na galeria de estadistas que o Paraná merece ter, se conseguirem sair das amarras partidárias em que se encontram.

Não estranhem que não incluí os senadores atuais, os últimos governadores, alguns prefeitos de cidades maiores ou menores na minha lista; calculo que eles tiveram inúmeras oportunidades de serem vistos como estadistas mas resolveram tratar dos seus sonhos apenas pessoais, poucas vezes em nome da comunidade paranaense. Infelizmente.

No resto, nossa esperança é de que possamos um dia, não muito distante, espero, descobrir que temos, finalmente, gente nos honrando e se situando como estadista...