Eis que adentra na nossa sala de trabalho, em Vidal Ramos, SC, um sujeito vestido como investigador portando no peito um círculo com as letras grandes FBI. Não pediu licença, não saudou e foi perguntando pela chefia, sem citar nome. No susto, tanto as funcionárias quanto eu, com caras de sonsos, balbuciamos alguma coisa e perguntamos se ele tinha marcado alguma visita e com quem mesmo ele queria falar. Abruptamente, tal como entrou, disse que queria falar com o chefe.
Uma das meninas abriu a porta da chefia e esta mandou entrar. Nós, ali na frente da sala da chefia, ficamos apreensivos, pois não tínhamos nem pego o nome do cara do FBI. Minutos depois, eis que ele sai da sala e diz até logo. Foi quando vimos que no círculo onde havia as letras FBI estava escrito Federação Brasileira de Investigações. Era simplesmente um sujeito que foi oferecer serviços de vigilância para a empresa, inclusive tendo pedido desculpas para a chefia porque eles até estavam com um funcionário preso por uso de armas mas que era uma firma de que poderia fazer grampos, câmeras mil, etc.
Então, tá.
Este blog ousa querer aumentar o conhecimento, registrando pensamentos, experiências, vivências, trocas. Afinal, são quase 50 anos buscando errar menos, acertar mais, ajeitar formas para entender e ampliar horizontes, ocupar os espaços, ser útil, fazer acontecer. E ter em mente que os próximos segundos, minutos, horas e dias serão bem melhores. Aceita-se todo tipo de ajuda, desde que tenha e ofereça otimismo. É a nossa declaração de princípios.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Meio ambiente ou ambiente como meio?
Longe de mim querer ter razão em tudo, ou na maioria das coisas, mas a gente precisa entender o que é mesmo defender o meio ambiente nos dias quase turbulentos como os de hoje. Muito se lê e se vê sobre ambientalismo, aquecimento global como conseqüência do nada sustentado desmatamento, lutas armadas até, como foices sem martelos, em torno do assunto. O problema que vejo é até falta de educação ambiental: poucos se preocupam com os esgotos que saem de suas casas, dos sofisticados edifícios que se erguem sem qualquer compromisso com o meio ambiente urbano. Todos sabemos para onde vai o esgoto, claro, para o ralo da natureza, os lençóis, dos rios e riachos, quando não se concentra em áreas abertas que exalam cheiros realmente poluidores, num desconforto danado para todos. Não se vê, nos estudos e nas aplicações das regras das leis e das normas urbanísticas e urbanizadoras qualquer item sobre aumento das redes de esgotos. Não se precisa dizer que muitas das doenças que assolam o mundo que nos cerca saem exatamente da falta de um programa e um sistema de saneamento básico.
Agora, algumas perguntas: vocês conhecem alguma ONG que trate desse assunto com a mesma intensidade como que lutam contra o tal do aquecimento global? Alguém poderia dizer o que acha dos baixíssimos índices de saneamento básico nas cidades como Florianópolis, Curitiba, São Paulo e outras de maior porte? E as de menor porte, possuem redes de esgotos adequadas à demanda dos seus moradores? Alguém sabe se os órgãos ambientais atuam na proibição de florestamento com árvores exóticas como pinus e eucaliptos, somente paa falar de duas espécies, junto aos leitos dos rios, aos vales das águas? Claro que isso parece não afetar as responsabilidades dos ditos órgãos. Parece não ser responsabilidade funcional deles.
O que importa mesmo é criar ONGs, comitês e organizações que possam receber recursos a fundo perdido sem aplicar em programa algum. Ou, quando se pede prestações de contas pelas verbas recebidas, ou desaparecem as entidades ou desaparecem os seus responsáveis. E o dinheiro do povo foi para o ralo, assim como vão os esgotos sem devido tratamento.
Se existissem realmente pessoas preocupadas com o meio ambiente, teríamos um mundo melhor e menos poluído. O que se vê, com pesar, é que muitos usam o ambiente como meio de ganhar uns. O resto é falta de real consciência ambientalista... Uma pena.
Agora, algumas perguntas: vocês conhecem alguma ONG que trate desse assunto com a mesma intensidade como que lutam contra o tal do aquecimento global? Alguém poderia dizer o que acha dos baixíssimos índices de saneamento básico nas cidades como Florianópolis, Curitiba, São Paulo e outras de maior porte? E as de menor porte, possuem redes de esgotos adequadas à demanda dos seus moradores? Alguém sabe se os órgãos ambientais atuam na proibição de florestamento com árvores exóticas como pinus e eucaliptos, somente paa falar de duas espécies, junto aos leitos dos rios, aos vales das águas? Claro que isso parece não afetar as responsabilidades dos ditos órgãos. Parece não ser responsabilidade funcional deles.
O que importa mesmo é criar ONGs, comitês e organizações que possam receber recursos a fundo perdido sem aplicar em programa algum. Ou, quando se pede prestações de contas pelas verbas recebidas, ou desaparecem as entidades ou desaparecem os seus responsáveis. E o dinheiro do povo foi para o ralo, assim como vão os esgotos sem devido tratamento.
Se existissem realmente pessoas preocupadas com o meio ambiente, teríamos um mundo melhor e menos poluído. O que se vê, com pesar, é que muitos usam o ambiente como meio de ganhar uns. O resto é falta de real consciência ambientalista... Uma pena.
domingo, 27 de abril de 2008
Eu só queria entender (I)
Recebi esclarecimentos sobre procedimentos do Diretran, da URBS, via vereador amigo Zé Maria, que ao ser multado por qualquer problema no preenchimento do talão de estacionamento, você paga um talão, de R$ 10,00, e recebe 9 folhas; bom, está esclarecido o problema por falta absoluta de informações no talão da infração.
Como aprendi no dia-a-dia do jornalismo e da comunicação, é bom revisar o que foi escrito erroneamente. É o que estou fazendo nesta data, agradecido ao representante do povo na Câmara Municipal de Curitiba, Zé Maria.
Como aprendi no dia-a-dia do jornalismo e da comunicação, é bom revisar o que foi escrito erroneamente. É o que estou fazendo nesta data, agradecido ao representante do povo na Câmara Municipal de Curitiba, Zé Maria.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Queria apenas entender...
Primeiro, jeito é não deixar abril terminar sem postar algum artigo. O de hoje pode ser visto como um desabafo de um quase estressado brasileiro, morador de Curitiba e Araucária e hoje curtindo as belezas de uma pequena cidade catarinense, Vidal Ramos, com seus 5.800 habitantes, metade na área rural.
Queria entender como é aplicada a multa pela Prefeitura de Curitiba, no seu chamado Estar. O título deve ser entendido como estar multado, estar sempre pagando taxas e mais taxas. No sistema de Curitiba, não se pode entender as taxas quando você erra no talão do estacionamento. Hoje imprimiram um talão para raspar os números, ano, dia, hora e minutos, super caro, e claro pago por nós, pobres usuários das áreas apropriadas que deveriam ter uma fiscalização contra roubos, assaltos, etc.
Pois bem: se você erra, ou deixa de raspar um dos itens dali, recebe logo uma multa. A folhinha do talão custa 1 real e você deve procurar o guardinha em qualquer esquina curitibana em cinco dias, pagando - pasmem! - 10 vezes mais o valor da folha! Se você deixar passar, eis que vem uma multinha de - continuem pasmos - 53 vezes mais! O justo e correto, nesses casos, seria apenas cobrar uma nova folha, que seria uma multa de 100%.
Queria entender a cabeça de alguns vizinhos meus, da Travessa Lange, em Curitiba, que costumam entrar em suas garagens sempre contra-mão. E, claro, ninguém do policiamento municipal de trânsito para corrigir essas pessoas que colocam em risco a sua e a vida dos outros. Ah, sim, e são mal-educadas quando você as aborda, reclamando.
Queria entender o que vai na cabeça de muitos donos de veículos com placas de Blumenau, SC, que fazem da BR 470 uma verdadeira pista de corrida, ultrapassando em faixas contínuas, entrando na sua frente como se fossem donos do mundo. Que mundo esses caras devem ter e como devem ser poderosos em suas casas, no seu dia-a-dia!
Queria entender qual o critério que pessoas (ir)responsáveis dos Governos usaram para decretar cobranças de pedágio em estradas federais que não possuem condição alguma para serem pedagiadas. Não têm pistas adicionais nas subidas e descidas, as pontes são de apenas duas pistas, os acostamentos inexistem. Continuam cobrando IPVA e outras taxas dos proprietários de veículos apenas para pagar a sua manutenção, ou seja, dos seus salários; arrumar as rodovias, oferecendo segurança aos seus mantenedores, nada...
Queria entender os motivos porque se briga tanto na questão de construção de usinas hidrelétricas em nosso país, quando se deveria lutar contra a poluição que os veículos causam nas cidades e nas estradas, usando combustível poluidor que realmente aquece o planeta. Ninguém briga contra a transnacional Petrobrás que joga combustível poluidor nos nossos narizes.
Queria entender o porque de cidadãos pagarem obras e mais obras, na maioria superfaturadas, sem que pudesse participar de audiência pública que definisse a sua necessidade. Os legislativos estão comprometidos com o Executivo e uma constante e evidente complacência do judiciário e defensoria pública. Ou seja, o cidadão é sempre o pagador pelas coisas executadas sem que ele pudesse pelo menos opinar.
Queria entender os motivos porque o Governo dá um aumento maior para os aposentados que ganham até 1 mil reais e bem menos, a cada ano, aos que ganham mais do que isso. Os que pagaram menos previdência social são beneficiados e aqueles que descontaram mais sobre seus salários maiores cada vez ficam com poder aquisitivo diminuído. A Constituição Federal é pisoteada e ninguém dos 'dignos representantes do Povo' no Legislativo se lembra de que o justo deveria prevalecer no nosso dia-a-dia. Ou seja, a nossa Carta Magna é Mínima...
Enfim, são ilações de um quase estressado brasileiro.
Queria entender como é aplicada a multa pela Prefeitura de Curitiba, no seu chamado Estar. O título deve ser entendido como estar multado, estar sempre pagando taxas e mais taxas. No sistema de Curitiba, não se pode entender as taxas quando você erra no talão do estacionamento. Hoje imprimiram um talão para raspar os números, ano, dia, hora e minutos, super caro, e claro pago por nós, pobres usuários das áreas apropriadas que deveriam ter uma fiscalização contra roubos, assaltos, etc.
Pois bem: se você erra, ou deixa de raspar um dos itens dali, recebe logo uma multa. A folhinha do talão custa 1 real e você deve procurar o guardinha em qualquer esquina curitibana em cinco dias, pagando - pasmem! - 10 vezes mais o valor da folha! Se você deixar passar, eis que vem uma multinha de - continuem pasmos - 53 vezes mais! O justo e correto, nesses casos, seria apenas cobrar uma nova folha, que seria uma multa de 100%.
Queria entender a cabeça de alguns vizinhos meus, da Travessa Lange, em Curitiba, que costumam entrar em suas garagens sempre contra-mão. E, claro, ninguém do policiamento municipal de trânsito para corrigir essas pessoas que colocam em risco a sua e a vida dos outros. Ah, sim, e são mal-educadas quando você as aborda, reclamando.
Queria entender o que vai na cabeça de muitos donos de veículos com placas de Blumenau, SC, que fazem da BR 470 uma verdadeira pista de corrida, ultrapassando em faixas contínuas, entrando na sua frente como se fossem donos do mundo. Que mundo esses caras devem ter e como devem ser poderosos em suas casas, no seu dia-a-dia!
Queria entender qual o critério que pessoas (ir)responsáveis dos Governos usaram para decretar cobranças de pedágio em estradas federais que não possuem condição alguma para serem pedagiadas. Não têm pistas adicionais nas subidas e descidas, as pontes são de apenas duas pistas, os acostamentos inexistem. Continuam cobrando IPVA e outras taxas dos proprietários de veículos apenas para pagar a sua manutenção, ou seja, dos seus salários; arrumar as rodovias, oferecendo segurança aos seus mantenedores, nada...
Queria entender os motivos porque se briga tanto na questão de construção de usinas hidrelétricas em nosso país, quando se deveria lutar contra a poluição que os veículos causam nas cidades e nas estradas, usando combustível poluidor que realmente aquece o planeta. Ninguém briga contra a transnacional Petrobrás que joga combustível poluidor nos nossos narizes.
Queria entender o porque de cidadãos pagarem obras e mais obras, na maioria superfaturadas, sem que pudesse participar de audiência pública que definisse a sua necessidade. Os legislativos estão comprometidos com o Executivo e uma constante e evidente complacência do judiciário e defensoria pública. Ou seja, o cidadão é sempre o pagador pelas coisas executadas sem que ele pudesse pelo menos opinar.
Queria entender os motivos porque o Governo dá um aumento maior para os aposentados que ganham até 1 mil reais e bem menos, a cada ano, aos que ganham mais do que isso. Os que pagaram menos previdência social são beneficiados e aqueles que descontaram mais sobre seus salários maiores cada vez ficam com poder aquisitivo diminuído. A Constituição Federal é pisoteada e ninguém dos 'dignos representantes do Povo' no Legislativo se lembra de que o justo deveria prevalecer no nosso dia-a-dia. Ou seja, a nossa Carta Magna é Mínima...
Enfim, são ilações de um quase estressado brasileiro.
domingo, 30 de março de 2008
Como não se criar/manter um clube rotário
* Nos meus quase bem vividos tempos de associado de clube de uma grande organização não-governamental, o Rotary International, tive muitas oportunidades de trabalhar em conjunto com outros líderes para a criação e manutenção de entidades de profissionais e líderes em negócios. Confesso que na extensa lista de situações vividas e por vivenciar para o surgimento e funcionamento de um perfeito clube de serviços, surgem e surgirão fatos positivos e negativos. Isso é evidente aos olhos de quem se interessa, sem outras intenções (tais como fazer carreira na organização, mostrar-se aos companheiros e à comunidade, buscar projeção para galgar cargos públicos ou mesmo tentar se eleger com votos dos constantes crédulos em promessas eleitorais), pelo bem-estar dos cidadãos que fazem uma cidade/localidade/bairro crescer
* Digo que é mais fácil falar das coisas que não deram certo, aquelas passadas na busca de formar e funcionar um clube de serviços, contrastando com as milhares de formas e fórmulas exaustivamente difundidas pelos nossos líderes. Ensinam-nos que, para formar um novo clube de Rotary, busquemos primeiro quatro atividades distintas na localidade e se procure quem são os seus melhores e maiores líderes. Faça-se uma reunião com eles, explique-se o que é Rotary e as suas potencialidade de servir numa comunidade
Se você não fizer isso, reunir quatro líderes profissionais no início, descobre que esta será uma das coisas que não vai dar certo para o perfeito funcionamento do novo clube...
*Ensinaram-nos que, formando um novo clube com pessoas que se conhecem muito, que já têm um relacionamento pessoal ou de negócios, os caminhos para o sucesso - através do companheirismo e da amizade - apresentam boas perspectivas. Claro, quando se reúne um grupo de amigos, o companheirismo se ressalta, os planos e programas têm tudo para darem certo. Mas a tendência, na maioria das vezes, é que, quando algum desses companheiros quer ousar mais, atender aos ditames e às regras sugeridas pelas lideranças regionais e internacionais, como contribuir para a Fundação Rotária e seus internacionais objetivos de minorar as dificuldades de quem precisa, eis que começam a surgir fissuras no relacionamento grupal, contrariando aqueles que vieram ao novo clube apenas pelo companheirismo e pela amizade.
O companheirismo e a amizade são peças de comportamento fundamentais, desde que todos - todos, sem exceção - olhem além de si mesmos...
* O governador do Distrito recebe instruções na assembléia internacional principalmente para motivar os seus clubes no sentido de atender aos planos e metas de Rotary International. Cada presidente de RI têm suas ênfases, modificadas com base em óticas de crescimento e expansão dos seus planos e metas para o ano em que comandará, pelo entusiasmo, pelo carisma, pelo vislumbre de transformar a organização cada vez maior e melhor. Uma delas é manter e dar qualidade aos quadros sociais atuais, não perdendo um sócio sequer no ano. A outra é dar oportunidades de profissionais de localidades a ter uma nova entidade de prestação de serviços. Muitos dos governadores atendem essas duas metas - manutenção/qualificação e expansão - paralelamente, ou seja, tocam firmemente os dois programas. Mas, há alguns que escolhem um deles. O plano relegado a segundo plano demora várias gestões para retornar a ritmos esperados, positivos.
Se um dirigente esquece um desses dois programas de Rotary International, eis mais uma coisa que não vai certo na nossa organização...
* Mais um fato que muitos dos nossos antigos, atuais e novos dirigentes, governadores principalmente, vivenciam, sabem das situações e se mostraram, ou se mostram, impotentes de resolver: a entrada e saída de rotarianos de um ano para outro. É comum observar, com tristeza, quão expressivo é o número de novos rotarianos presentes em nossos treinamentos, em nossas assembléias e conferências. Vêm, participam, dão a sua contribuição, quando lhes dão espaços, e não retornam mais aos encontros, quando muito nem ficam mais na organização. Onde estariam os nossos erros? Seriam as longas palestras sobre deveres e obrigações dos membros, dos presidentes, diretores e responsáveis pelas áreas diretivas dos clubes? Seria pelo fato de que são sempre os mesmos a palestrar, a comandar os seminários e as forças-tarefas? Seria porque o item reconhecimento pelas coisas acontecidas inexistem e, quando existem, são apresentadas apenas como premiação e não como exemplos a serem seguidos pelos demais?
Reuniões prolongadas, palestras globalizadas ou globalizantes, temas distantes das realidades de cada clube e cada localidade afugentam os novos/recentes sócios e desestimulam sua permanência na organização...
* Vou parar por aqui, pois estou cometendo um dos pecados de comunicação bastante constantes em nosso meio rotário: textos longos, verdadeiros tratados às vezes ricos em comparações e conhecimento, são os que afugentam também qualquer cidadão, profissional principalmente, pelo tempo que tomam no seu dia-a-dia. Quando alguém envia um texto curto para nossas revistas oficiais e para-oficiais, ele é recebido de bom grado, a gente lê rapidamente e absorve seu conteúdo. Os longos exigem mais de quem quer acrescentar conhecimentos. São válidos, mas nos últimos tempos são os que mais constato. Leio-os e acompanho-os mais pelo meu hábito diário profissional.
Temos que lembrar que o tempo das pessoas para ler e aumentar o conhecimento está cada vez menor. O turbilhão de notícias que absorvemos, ou apenas ouvimos de passagem, pode ser também um dos motivos que diminui o nosso modo de servir à comunidade...
* Se você concorda com pelo menos uma dessas colocações, ouso sugerir que leve ao seu conselho diretor, ou ao seu clube, numa reunião forçada no tema, e debata qual ou quais seriam as melhores saídas para melhorarmos a nossa vocação de voluntários, dando de si antes de pensar em si...
* Digo que é mais fácil falar das coisas que não deram certo, aquelas passadas na busca de formar e funcionar um clube de serviços, contrastando com as milhares de formas e fórmulas exaustivamente difundidas pelos nossos líderes. Ensinam-nos que, para formar um novo clube de Rotary, busquemos primeiro quatro atividades distintas na localidade e se procure quem são os seus melhores e maiores líderes. Faça-se uma reunião com eles, explique-se o que é Rotary e as suas potencialidade de servir numa comunidade
Se você não fizer isso, reunir quatro líderes profissionais no início, descobre que esta será uma das coisas que não vai dar certo para o perfeito funcionamento do novo clube...
*Ensinaram-nos que, formando um novo clube com pessoas que se conhecem muito, que já têm um relacionamento pessoal ou de negócios, os caminhos para o sucesso - através do companheirismo e da amizade - apresentam boas perspectivas. Claro, quando se reúne um grupo de amigos, o companheirismo se ressalta, os planos e programas têm tudo para darem certo. Mas a tendência, na maioria das vezes, é que, quando algum desses companheiros quer ousar mais, atender aos ditames e às regras sugeridas pelas lideranças regionais e internacionais, como contribuir para a Fundação Rotária e seus internacionais objetivos de minorar as dificuldades de quem precisa, eis que começam a surgir fissuras no relacionamento grupal, contrariando aqueles que vieram ao novo clube apenas pelo companheirismo e pela amizade.
O companheirismo e a amizade são peças de comportamento fundamentais, desde que todos - todos, sem exceção - olhem além de si mesmos...
* O governador do Distrito recebe instruções na assembléia internacional principalmente para motivar os seus clubes no sentido de atender aos planos e metas de Rotary International. Cada presidente de RI têm suas ênfases, modificadas com base em óticas de crescimento e expansão dos seus planos e metas para o ano em que comandará, pelo entusiasmo, pelo carisma, pelo vislumbre de transformar a organização cada vez maior e melhor. Uma delas é manter e dar qualidade aos quadros sociais atuais, não perdendo um sócio sequer no ano. A outra é dar oportunidades de profissionais de localidades a ter uma nova entidade de prestação de serviços. Muitos dos governadores atendem essas duas metas - manutenção/qualificação e expansão - paralelamente, ou seja, tocam firmemente os dois programas. Mas, há alguns que escolhem um deles. O plano relegado a segundo plano demora várias gestões para retornar a ritmos esperados, positivos.
Se um dirigente esquece um desses dois programas de Rotary International, eis mais uma coisa que não vai certo na nossa organização...
* Mais um fato que muitos dos nossos antigos, atuais e novos dirigentes, governadores principalmente, vivenciam, sabem das situações e se mostraram, ou se mostram, impotentes de resolver: a entrada e saída de rotarianos de um ano para outro. É comum observar, com tristeza, quão expressivo é o número de novos rotarianos presentes em nossos treinamentos, em nossas assembléias e conferências. Vêm, participam, dão a sua contribuição, quando lhes dão espaços, e não retornam mais aos encontros, quando muito nem ficam mais na organização. Onde estariam os nossos erros? Seriam as longas palestras sobre deveres e obrigações dos membros, dos presidentes, diretores e responsáveis pelas áreas diretivas dos clubes? Seria pelo fato de que são sempre os mesmos a palestrar, a comandar os seminários e as forças-tarefas? Seria porque o item reconhecimento pelas coisas acontecidas inexistem e, quando existem, são apresentadas apenas como premiação e não como exemplos a serem seguidos pelos demais?
Reuniões prolongadas, palestras globalizadas ou globalizantes, temas distantes das realidades de cada clube e cada localidade afugentam os novos/recentes sócios e desestimulam sua permanência na organização...
* Vou parar por aqui, pois estou cometendo um dos pecados de comunicação bastante constantes em nosso meio rotário: textos longos, verdadeiros tratados às vezes ricos em comparações e conhecimento, são os que afugentam também qualquer cidadão, profissional principalmente, pelo tempo que tomam no seu dia-a-dia. Quando alguém envia um texto curto para nossas revistas oficiais e para-oficiais, ele é recebido de bom grado, a gente lê rapidamente e absorve seu conteúdo. Os longos exigem mais de quem quer acrescentar conhecimentos. São válidos, mas nos últimos tempos são os que mais constato. Leio-os e acompanho-os mais pelo meu hábito diário profissional.
Temos que lembrar que o tempo das pessoas para ler e aumentar o conhecimento está cada vez menor. O turbilhão de notícias que absorvemos, ou apenas ouvimos de passagem, pode ser também um dos motivos que diminui o nosso modo de servir à comunidade...
* Se você concorda com pelo menos uma dessas colocações, ouso sugerir que leve ao seu conselho diretor, ou ao seu clube, numa reunião forçada no tema, e debata qual ou quais seriam as melhores saídas para melhorarmos a nossa vocação de voluntários, dando de si antes de pensar em si...
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Sueltos
Nada como retornar ao trabalho e observar que o Brasil começa a funcionar, de fato, depois do Carnaval. Algumas curiosidades que não devem ser deixadas de lado:
- A gente tem que trabalhar e pagar tributos e constata que os parlamentares brasileiros, federais principalmente, têm uma verbinha de 15 mil reais para seus gastos funcionais. Disse funcionais sem aspas? Poxa, estou sonolento, de ressaca carnavalesca... Em janeiro, tempo de recesso, nada menos que 70% dos parlamentares usaram a verbinha!!!
- Um estrangeiro, visitando o nosso amado e belíssimo país, deve ficar intrigado com as luzes e cores apresentadas pelas TVs, durante os festejos momescos (que termo ultrapassado no nosso português!). Pode pensar que nossa terrinha vive alegre pela vida que tem e que oferece aos seus satisfeitos habitantes. E até um regente de orquestra de Boston anunciou aos quatro ventos, em Davos, que as mulheres brasileiras sobem as saias e mostram tudo...
- Pois não é que a Prefeitura de Pontal do Paraná, que tem potenciais de turismo e de lazer muito expressivos, resolveu neste último ano de gestão do prefeito médico instalar em mais de quarenta pontos uns totens de concreto, na cor amarela, dando nomes aos balneários e fazendo propaganda da gestão 2005-2008. De gosto nada interessante e nem visual, informa nuns o slogan Bela e Justa (!), os totens apenas atrapalham a tal propalada beleza do município. Enquanto isso, lagoas, poluição visual e sonora e buracos nas ruas atormentam os já impacientes contribuintes...
Bem, estes são apenas alguns sueltos naturalmente justificados pelo período pós-Momo...
- A gente tem que trabalhar e pagar tributos e constata que os parlamentares brasileiros, federais principalmente, têm uma verbinha de 15 mil reais para seus gastos funcionais. Disse funcionais sem aspas? Poxa, estou sonolento, de ressaca carnavalesca... Em janeiro, tempo de recesso, nada menos que 70% dos parlamentares usaram a verbinha!!!
- Um estrangeiro, visitando o nosso amado e belíssimo país, deve ficar intrigado com as luzes e cores apresentadas pelas TVs, durante os festejos momescos (que termo ultrapassado no nosso português!). Pode pensar que nossa terrinha vive alegre pela vida que tem e que oferece aos seus satisfeitos habitantes. E até um regente de orquestra de Boston anunciou aos quatro ventos, em Davos, que as mulheres brasileiras sobem as saias e mostram tudo...
- Pois não é que a Prefeitura de Pontal do Paraná, que tem potenciais de turismo e de lazer muito expressivos, resolveu neste último ano de gestão do prefeito médico instalar em mais de quarenta pontos uns totens de concreto, na cor amarela, dando nomes aos balneários e fazendo propaganda da gestão 2005-2008. De gosto nada interessante e nem visual, informa nuns o slogan Bela e Justa (!), os totens apenas atrapalham a tal propalada beleza do município. Enquanto isso, lagoas, poluição visual e sonora e buracos nas ruas atormentam os já impacientes contribuintes...
Bem, estes são apenas alguns sueltos naturalmente justificados pelo período pós-Momo...
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Ao negar, as coisas se fixam como sim...
Gozado como pessoas espertas se aproveitam dos efeitos da comunicação. Vocês se lembram muito bem quando o sindicalista Lula negava, todo dia, toda hora, que era candidato à reeleição, processo que abominava quando estava querendo ser candidato a presidente da nossa combalida República. Todas as vezes, condenava FHC por liderar reforma da constituição para introduzir o sistema de reeleição. Aliás, FHC ficou apenas um ano tomando medidas para exercer a Presidência e depois abandonou o país e usou os três anos seguintes para reformar a constituição, chovendo concessões e liberando emendas absurdas apenas para cooptar votos favoráveis no Congresso.
Pois bem. A cada entrevista, Lula negava que tinha decidido ser candidato à reeleição. Era absurdo ouvir o presidente que nada dizia ou, se dizia, acrescentava que não tinha decidido ser candidato à reeleição. Agora, está acontecendo a mesma coisa: nega porque nega que não quer e nem aprova o terceiro mandato, fato qaue exigirá nova reforma de constituição. Mas essa ridícula idéia saiu de uma convenção do PT e o ´líder´do encaminhamento do assunto é exatamente um deputado federal que conviveu, e convive, com Lula desde os primários tempos do sindicalismo no ABC paulista!
Como aconteceu dias atrás na Venezuela, o povo pode ser omisso, desmemoriado ou mesmo emburrecido pelas lábias das raposas políticas que aí estão, é iludido por promessas e colocações das aves de rapina de plantão, mas reage nos momentos que menos se espera. Uma pesquisa diz que 65% da população desaprova qualquer gesto por terceiro mandato. Problema maior é que os partidos são paradoxalmente partidos, no sentido exato da palavra, repletos de falta de representatividade. Somemos os votos de todos os deputados, federais, estaduais e dos vereadores e veremos que o montante dos votos é inferior a 60% de todos os votantes nas últimas eleições. Ou seja, o que temos aí é uma minoria nos comandando. Não há legitimidade representativa da vontade dos cidadãos nas nossas Casas de Leis. E, como as leis são feitas e refeitas, e remendadas, cabe aos juízes, que não são eleitos pela população, aclarear as emaranhadas normas que deveriam ser justas, benéficas e úteis para o povo viver mais feliz e ter um Brasil mais perfeito.
Mas, como somos latinos e, nesta condição, sonhamos com tempos melhores. Sonhando sempre, deveríamos repetir todo dia e toda hora que não podemos esquecer de escolher gente ideal que nos represente. Mesmo em sonhos, talvez consigamos, um dia, isso. Vamos negar todo dia que somos enganados, repetindo isso a cada hora, a cada minuto, a cada segundo. Talvez revertamos a caótica situação que vivemos em que as raposas estão no galinheiro e ninguém protege as galinhas dos ovos de ouro (o tesouro nacional)...
Pois bem. A cada entrevista, Lula negava que tinha decidido ser candidato à reeleição. Era absurdo ouvir o presidente que nada dizia ou, se dizia, acrescentava que não tinha decidido ser candidato à reeleição. Agora, está acontecendo a mesma coisa: nega porque nega que não quer e nem aprova o terceiro mandato, fato qaue exigirá nova reforma de constituição. Mas essa ridícula idéia saiu de uma convenção do PT e o ´líder´do encaminhamento do assunto é exatamente um deputado federal que conviveu, e convive, com Lula desde os primários tempos do sindicalismo no ABC paulista!
Como aconteceu dias atrás na Venezuela, o povo pode ser omisso, desmemoriado ou mesmo emburrecido pelas lábias das raposas políticas que aí estão, é iludido por promessas e colocações das aves de rapina de plantão, mas reage nos momentos que menos se espera. Uma pesquisa diz que 65% da população desaprova qualquer gesto por terceiro mandato. Problema maior é que os partidos são paradoxalmente partidos, no sentido exato da palavra, repletos de falta de representatividade. Somemos os votos de todos os deputados, federais, estaduais e dos vereadores e veremos que o montante dos votos é inferior a 60% de todos os votantes nas últimas eleições. Ou seja, o que temos aí é uma minoria nos comandando. Não há legitimidade representativa da vontade dos cidadãos nas nossas Casas de Leis. E, como as leis são feitas e refeitas, e remendadas, cabe aos juízes, que não são eleitos pela população, aclarear as emaranhadas normas que deveriam ser justas, benéficas e úteis para o povo viver mais feliz e ter um Brasil mais perfeito.
Mas, como somos latinos e, nesta condição, sonhamos com tempos melhores. Sonhando sempre, deveríamos repetir todo dia e toda hora que não podemos esquecer de escolher gente ideal que nos represente. Mesmo em sonhos, talvez consigamos, um dia, isso. Vamos negar todo dia que somos enganados, repetindo isso a cada hora, a cada minuto, a cada segundo. Talvez revertamos a caótica situação que vivemos em que as raposas estão no galinheiro e ninguém protege as galinhas dos ovos de ouro (o tesouro nacional)...
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