Seria pretencioso demais definir regras sobre o comportamento humano, embora tenhamos milhares de publicações relacionadas e que, na maioria das vezes, atendem às expectativas de estudiosos e curiosos. Mas, qual seria a melhor dica para conquistarmos leitores/ouvintes nos nossos trabalhos de comunicadores?
É comum achar que, na hora de assistir a uma entrevista pela TV ou ouvir perguntas feitas na rádio, aquele entrevistador e/ou aquela entrevistadora são fracos, fazem perguntas muito fracas, muito burras. É nossa tendência errada de analisar pessoas e fatos sem se perguntar os motivos porque aqueles repórteres estão ali, diante da câmera ou diante do microfone.
Na realidade, a audiência é medida pelo nível das curiosidades natuarais do ser humano, no contexto em que ele vive, sente, pensa e espera satisfazer seu interior. Conheci(ço) muitos profissionais que se mantinham(ém) nos empregos apenas pelo fato de que nas entrevistas usa(va)m perguntas que determinada faixa de leitores apreciava, ou seja, os perguntadores se colocavam no lugar dos ouvintes ou expectadores. Perguntas empáticas, então.
No seu dia-a-dia, na condição de ouvinte, leitor ou expectador, você busca ler e ouvir coisas que satisfaçam sua curiosidade. Se você está ligado nos tempos atuais, há uma miscelânia de veículos que podem atendê-lo: TV, jornal, rádio, sites, alto-falantes. Você procura informações, ou mesmo entretenimento, escolhendo um desses veículos dependendo onde esteja, se no carro, em casa, no escritório ou mesmo numa ilha remota. Com os aparelhinhos disponíveis no chamado mundo moderno (palavra pouco usada nos últimos tempos!), você consegue satisfazer sua curiosidade. Na impossibilidade de ter algum desses instrumentos, uma revista ou um livro permitem que você se (in)forme.
Por último, quero dizer que somos mesmo usuários da informação, não importando qual é o nosso nível cultural. Recebemos, ou procuramos receber, coisas que nos satisfaçam no dia-a-dia. Alguns querem ficar no esporte ou na coluna social, outros na economia ou política, boa parte apenas para passar o tempo e viver mentalmente ocupado. O povão gosta de títulos policialescos e de acidentes, ou novelas chorosas e cheias e cenas com transas até em horários nada ideais, o intelectual busca ampliar seus horizontes e conhecimentos, e assim caminha a humanidade no seu interesse de dar continuidade ao que nos rodeia e permite.
Os melhores profissionais, não importa seu nível intelectual, trabalham para as faixas de consumidores, aumentando ou mantendo a clientela. E isso, mesmo, vem ocorrendo sempre.
Este blog ousa querer aumentar o conhecimento, registrando pensamentos, experiências, vivências, trocas. Afinal, são quase 50 anos buscando errar menos, acertar mais, ajeitar formas para entender e ampliar horizontes, ocupar os espaços, ser útil, fazer acontecer. E ter em mente que os próximos segundos, minutos, horas e dias serão bem melhores. Aceita-se todo tipo de ajuda, desde que tenha e ofereça otimismo. É a nossa declaração de princípios.
sábado, 26 de julho de 2008
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Ser amigo
Alguém um dia perguntou o que significava a palavra amigo na vivência de um sexagenário. Busca aqui e acolá no tempo vivenciado, eis que surgem algumas definições seguramente experimentadas, curtidas, comemoradas.
Amigo mesmo é aquele sujeito, ou aquela sujeita, que convive com você sem buscar recompensas, ou trocas. Ele ou ela lembram-se de você, das suas coisas e seus familiares, festejam quando você conseguiu um feito que o realizou, alguma coisa que você conquistou e em momento algum dá demonstração de ciumeira, inveja.
Amigo é aquele em que palavras como arrogância, ódio, ironia, mesquinharia, entre outras, inexistem em seu vocabulário e pensamento.
Amigo é aquele mais do que irmão que se doaa, que está sempre pronto para o ajudar, participar com você das suas andanças, mesmo que estas sejam difíceis, íngrimes, suadas.
Amiga mesmo é aquela pessoa que basta um olhar para dizer se você está bem ou não tão bem.
Amigo é aquele ser que convive com você e, quando os olhos se encontram, um mundo melhor começa, ou recomeça, para ambos.
Afinal, alguma coisa preciosa existe nas pessoas que, sem somas ou cifrões, ou mesmo números, grandes ou pequenos, se tornam amigas.
Amigo é aquela pessoa que você deixou para trás, em suas caminhadas, mas quando você as encontra é como se elas estiveram com você ontem, ou anteontem. Parecem que elas nem estiveram longe, no tempo ou na geografia.
Amigo, mesmo, é você com os outros, ou são os outros, com você.
E, se estabelecem um dia, 20 de julho, como o Dia do Amigo, isso é bom e especial, mas os dias dos amigos são todos os dias de sua vida.
Amigo mesmo é aquele sujeito, ou aquela sujeita, que convive com você sem buscar recompensas, ou trocas. Ele ou ela lembram-se de você, das suas coisas e seus familiares, festejam quando você conseguiu um feito que o realizou, alguma coisa que você conquistou e em momento algum dá demonstração de ciumeira, inveja.
Amigo é aquele em que palavras como arrogância, ódio, ironia, mesquinharia, entre outras, inexistem em seu vocabulário e pensamento.
Amigo é aquele mais do que irmão que se doaa, que está sempre pronto para o ajudar, participar com você das suas andanças, mesmo que estas sejam difíceis, íngrimes, suadas.
Amiga mesmo é aquela pessoa que basta um olhar para dizer se você está bem ou não tão bem.
Amigo é aquele ser que convive com você e, quando os olhos se encontram, um mundo melhor começa, ou recomeça, para ambos.
Afinal, alguma coisa preciosa existe nas pessoas que, sem somas ou cifrões, ou mesmo números, grandes ou pequenos, se tornam amigas.
Amigo é aquela pessoa que você deixou para trás, em suas caminhadas, mas quando você as encontra é como se elas estiveram com você ontem, ou anteontem. Parecem que elas nem estiveram longe, no tempo ou na geografia.
Amigo, mesmo, é você com os outros, ou são os outros, com você.
E, se estabelecem um dia, 20 de julho, como o Dia do Amigo, isso é bom e especial, mas os dias dos amigos são todos os dias de sua vida.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Ilações nada gratuitas
Vamos falar a verdade, sobre expansão e desenvolvimento do Rotary, a nossa organização internacional? Temos, infelizmente, diminuído a qualidade dos nossos associados, com alguns ingressos de profissionais que não são tão profissionais como desejaríamos. Motivo disso: somos pressionados pelos líderes maiores a que não percamos sócios e procuremos superar as metas propostas. Alguns dirigentes de clubes, para não ter que se explicar ao governador e ao coordenador de desenvolvimento social, aceitam qualquer proposta, de amigos dos amigos, de vizinhos, de parentes e do próprio cônjuge, sem se preocupar se eles são ou foram líderes de algum negócio ou alguma profissão...
Vamos ser justos para todos os interessados? São muitas as ongs no Brasil, milhares, todas com alguém idealizando atividades e ações pelo bem comum (a maioria tem essas intenções, acredito). Provavelmente são profissionais lideres que conjugam a famosa frase da música de Geraldo Vandré: 'quem sabe faz a hora, não espera acontecer'... Não poderíamos chamar essas pessoas tão interessadas pela coletividade para fazerem parte dos nossos quadros? Claro, teríamos que readequar os nossos programas para efetivar gente que quer fazer a diferença. Seríamos justos com eles, e conosco.
Criaríamos boa vontade e melhores amizades se acertássemos um esquema que propicie um melhor relacionamento entre sócios, visitantes, palestrantes, convidados e familiares. Quantos clubes padecem e não crescem, e pouco realizam, pelo simples fato de que seus dirigentes se esquecem que existem comissões de companheirismo, recepção aos visitantes, mentores? É comum recepcionar levemente um recuperante ou mesmo um visitante e deixá-lo numa mesa, quase que isolado, sem que ninguém converse com ele, que fale sobre o nosso Rotary e os nossos inspiradores programas do servir.
Seriam benéficos para todos os interessados se todos os nossos programas fossem realizáveis a curto e a médio prazos. Se eles representassem o interesse de toda a coletividade, ou mesmo a maioria dos sócios. Quantos clubes nada gastam com programas de visitas a doentes e órfãos, aqueles em que se entoam canções para os debilitados e sem esperanças? Investe-se apenas o tempo de cada um que é valiosíssimo se doado a quem precisa.
Estas ilações estão sendo escritas para quem se interessar em conjugar esforços para realizarmos sonhos na gestão que começa nesta data. Usem e abusem, pois servir nada custa, apenas o nosso rico tempo de seres humanos preocupados com o mundo cada vez mais impessoal que nos cerca.
Vamos ser justos para todos os interessados? São muitas as ongs no Brasil, milhares, todas com alguém idealizando atividades e ações pelo bem comum (a maioria tem essas intenções, acredito). Provavelmente são profissionais lideres que conjugam a famosa frase da música de Geraldo Vandré: 'quem sabe faz a hora, não espera acontecer'... Não poderíamos chamar essas pessoas tão interessadas pela coletividade para fazerem parte dos nossos quadros? Claro, teríamos que readequar os nossos programas para efetivar gente que quer fazer a diferença. Seríamos justos com eles, e conosco.
Criaríamos boa vontade e melhores amizades se acertássemos um esquema que propicie um melhor relacionamento entre sócios, visitantes, palestrantes, convidados e familiares. Quantos clubes padecem e não crescem, e pouco realizam, pelo simples fato de que seus dirigentes se esquecem que existem comissões de companheirismo, recepção aos visitantes, mentores? É comum recepcionar levemente um recuperante ou mesmo um visitante e deixá-lo numa mesa, quase que isolado, sem que ninguém converse com ele, que fale sobre o nosso Rotary e os nossos inspiradores programas do servir.
Seriam benéficos para todos os interessados se todos os nossos programas fossem realizáveis a curto e a médio prazos. Se eles representassem o interesse de toda a coletividade, ou mesmo a maioria dos sócios. Quantos clubes nada gastam com programas de visitas a doentes e órfãos, aqueles em que se entoam canções para os debilitados e sem esperanças? Investe-se apenas o tempo de cada um que é valiosíssimo se doado a quem precisa.
Estas ilações estão sendo escritas para quem se interessar em conjugar esforços para realizarmos sonhos na gestão que começa nesta data. Usem e abusem, pois servir nada custa, apenas o nosso rico tempo de seres humanos preocupados com o mundo cada vez mais impessoal que nos cerca.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Fumante é o bandido
Li estes dias um articulista do Diário Catarinense falando que o fumante foi escolhido, nos últimos tempos, como o vilão do meio ambiente ou, ops, dos ambientes . Ele é um excluído em todos os ambientes pois age como um predador dos pulmões alheios. Ironias e verdades à parte, o fumo, mesmo, faz mal à saúde, poderíamos fazer algumas ilações nada gratuítas, tais como:
- os tomadores de bebidas, todas e principalmente as alcoólicas, esses não são tão bandidos, mesmo que tomem e virem verdadeiros assassinos quando nos volantes, nas ruas e estradas da vida. Quantos acidentes e quantas mortes ocorrem a cada minuto porque um motorista dirige alcoolizado? Os hospitais que o digam e o povo é quem paga pelo prejuízo. Ninguém faz campanha contra os tomadores das biritas.
- os usuários de drogas que misturam o pó e otras cositas más nas bebidas alcoólicas, fazem badernas nas estações-tubos e ônibus, arrancam placas e pedras das vias públicas, ah, mas não são considerados tão bandidos quanto os fumantes... No máximo, nos estádios, não se apanha nenhum drogado, mas se proibe a venda da cervejinha...
Acredito, mesmo, que as coisas poderiam ser estirpadas pelo Governo e pelo Congresso: bastaria que fosse proibido plantar fumo e fabricar cigarros e distribuir essa erva maldita que tantas mortes causa na população pré-cancerosa. Já que a bebida alcoólica prejudica a saúde e causa tantos transtornos no mundo, que tal uma total proivbição de sua fabricação e sua venda nos botecos do nosso querido Brasil!? Acabar-se-iam os problemas, os hospitais não teriam tantas despesas com os tratamentos médicos. E o meio ambiente estaria livre desses bandidos que tanto mal causam no nosso dia-a-dia.
Problema é que, proibido o fabrico de cigarros e das bebidas, logo logo algum ladino membro da bancada governista proporia um novo tributo para substituir as perdas com a arrecadação dos cigarros e das bebidas alcoólicas. Correremos esse grave e sempre imimente risco... Mas, agradecidos, estaremos livres desses nefastos predadores.
- os tomadores de bebidas, todas e principalmente as alcoólicas, esses não são tão bandidos, mesmo que tomem e virem verdadeiros assassinos quando nos volantes, nas ruas e estradas da vida. Quantos acidentes e quantas mortes ocorrem a cada minuto porque um motorista dirige alcoolizado? Os hospitais que o digam e o povo é quem paga pelo prejuízo. Ninguém faz campanha contra os tomadores das biritas.
- os usuários de drogas que misturam o pó e otras cositas más nas bebidas alcoólicas, fazem badernas nas estações-tubos e ônibus, arrancam placas e pedras das vias públicas, ah, mas não são considerados tão bandidos quanto os fumantes... No máximo, nos estádios, não se apanha nenhum drogado, mas se proibe a venda da cervejinha...
Acredito, mesmo, que as coisas poderiam ser estirpadas pelo Governo e pelo Congresso: bastaria que fosse proibido plantar fumo e fabricar cigarros e distribuir essa erva maldita que tantas mortes causa na população pré-cancerosa. Já que a bebida alcoólica prejudica a saúde e causa tantos transtornos no mundo, que tal uma total proivbição de sua fabricação e sua venda nos botecos do nosso querido Brasil!? Acabar-se-iam os problemas, os hospitais não teriam tantas despesas com os tratamentos médicos. E o meio ambiente estaria livre desses bandidos que tanto mal causam no nosso dia-a-dia.
Problema é que, proibido o fabrico de cigarros e das bebidas, logo logo algum ladino membro da bancada governista proporia um novo tributo para substituir as perdas com a arrecadação dos cigarros e das bebidas alcoólicas. Correremos esse grave e sempre imimente risco... Mas, agradecidos, estaremos livres desses nefastos predadores.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Cidadania aos índios já!
Parece que não estamos vivendo num mundo correto quando se olha e se sabe o que acontece com os índios no Brasil. Vejamos:
- nos noticiários recentes, internacionais principalmente, com reflexo rápido em nosso rincão, eis que se sabe que há tribos de índios estabelecidas em suas 'reservas' (reservas de quem mesmo, cara pálida?) funcionando com laptops moderníssimos, ligados a sinais de satélites certamente em contatos com seus mestres que querem que a Amazônia, por exemplo, seja território internacional. Uma reserva mundial, o pulmão para o mundo 'civilizado'!!!!
- quantos de nós já vimos ou convivemos, mesmo que de passagem, com nossos indígenas? A gente percebeu que a maioria é simplória, olhares sem esperanças diante do porvir, aqueles olhos pedintes, na maioria, submissos, como que conformados com o domínio dos caras pálidas, sem aspas.
- ora, se grande parte de líderes indígenas já está usando computadores, celulares, equipamentos de segurança, armas inclusive (não temos provas disso, ainda), por quais motivos os nossos 'líderes do povo' não aprovam uma lei tornando-os cidadãos de primeira ou de segunda classe? Sabem todos que índio não vai preso por atirar uma seta ou cortar orelhas de quem quer que seja em nosso civilizado país!.. Eles nem são cidadãos perante a nossa constituição, são vistos e tratados apenas como um rebanho de pessoas que devem ser atendidas em suas reservas que na verdade não pertencem a eles. Pertencem a quem os patrocina de lá de fora somente para conseguir retirar as principais riquezas que ainda (será que ainda?) se encontram em terras nacionais.
- que coincidência que, numa larga área territorial, a chamada Amazônia (pegando Brasil, Venezuela, Colômbia, etc), vem surgindo no noticiário a idéia de que as 'nações indígenas amazônicas' devem ser reconhecidas, transformadas numa espécie de país. E, claro, esse tese é defendida no exterior, principalmente formulada por ONGs certamente ligadas aos exploradores que continuam, há mais de quinhentos anos, achando que isso aqui é e continua sendo a sua colônia...
- é bom achar, desde já, que índio é gente, é brasileiro, ou venezuelano, ou colombiano, como qualquer morador nessas paragens. Na verdade, o dono desta terra abençoada e explorada, há milênios. Ele poderia votar, ter carteira de identidade, receber bolsa família e não os minguados centavos que lhe chegam, quando chegam, em suas reservas, aposentar-se depois de 65 anos com o dinheiro coletivo dos caras pálidas que confiam na honestidade dos governantes, ter assistência médica e medicamentos confiáveis para suas dores e clamores. Enfim, índio deveria mesmo ter a cidadania plena, como todos nós.
- alguém topa criar e fazer barulho como uma ONG chamada 'Cidadania aos Índios Já'? Receberemos recursos a fundo perdido do governo, ou dos governos, abriremos uma conta corrente nos maiores bancos estrangeiros principalmente para recebermos polpudas doações a uma nobre causa, a causa de devolver um pouco àqueles que saudaram a chegada desses maravilhosos caras pálidas do mundo civilizado, há mais de quinhentos anos. Seria, mesmo, dar melhor sentido ao mundo em que vivemos...
- nos noticiários recentes, internacionais principalmente, com reflexo rápido em nosso rincão, eis que se sabe que há tribos de índios estabelecidas em suas 'reservas' (reservas de quem mesmo, cara pálida?) funcionando com laptops moderníssimos, ligados a sinais de satélites certamente em contatos com seus mestres que querem que a Amazônia, por exemplo, seja território internacional. Uma reserva mundial, o pulmão para o mundo 'civilizado'!!!!
- quantos de nós já vimos ou convivemos, mesmo que de passagem, com nossos indígenas? A gente percebeu que a maioria é simplória, olhares sem esperanças diante do porvir, aqueles olhos pedintes, na maioria, submissos, como que conformados com o domínio dos caras pálidas, sem aspas.
- ora, se grande parte de líderes indígenas já está usando computadores, celulares, equipamentos de segurança, armas inclusive (não temos provas disso, ainda), por quais motivos os nossos 'líderes do povo' não aprovam uma lei tornando-os cidadãos de primeira ou de segunda classe? Sabem todos que índio não vai preso por atirar uma seta ou cortar orelhas de quem quer que seja em nosso civilizado país!.. Eles nem são cidadãos perante a nossa constituição, são vistos e tratados apenas como um rebanho de pessoas que devem ser atendidas em suas reservas que na verdade não pertencem a eles. Pertencem a quem os patrocina de lá de fora somente para conseguir retirar as principais riquezas que ainda (será que ainda?) se encontram em terras nacionais.
- que coincidência que, numa larga área territorial, a chamada Amazônia (pegando Brasil, Venezuela, Colômbia, etc), vem surgindo no noticiário a idéia de que as 'nações indígenas amazônicas' devem ser reconhecidas, transformadas numa espécie de país. E, claro, esse tese é defendida no exterior, principalmente formulada por ONGs certamente ligadas aos exploradores que continuam, há mais de quinhentos anos, achando que isso aqui é e continua sendo a sua colônia...
- é bom achar, desde já, que índio é gente, é brasileiro, ou venezuelano, ou colombiano, como qualquer morador nessas paragens. Na verdade, o dono desta terra abençoada e explorada, há milênios. Ele poderia votar, ter carteira de identidade, receber bolsa família e não os minguados centavos que lhe chegam, quando chegam, em suas reservas, aposentar-se depois de 65 anos com o dinheiro coletivo dos caras pálidas que confiam na honestidade dos governantes, ter assistência médica e medicamentos confiáveis para suas dores e clamores. Enfim, índio deveria mesmo ter a cidadania plena, como todos nós.
- alguém topa criar e fazer barulho como uma ONG chamada 'Cidadania aos Índios Já'? Receberemos recursos a fundo perdido do governo, ou dos governos, abriremos uma conta corrente nos maiores bancos estrangeiros principalmente para recebermos polpudas doações a uma nobre causa, a causa de devolver um pouco àqueles que saudaram a chegada desses maravilhosos caras pálidas do mundo civilizado, há mais de quinhentos anos. Seria, mesmo, dar melhor sentido ao mundo em que vivemos...
terça-feira, 3 de junho de 2008
Então, tá (IV)
Eis que adentra na nossa sala de trabalho, em Vidal Ramos, SC, um sujeito vestido como investigador portando no peito um círculo com as letras grandes FBI. Não pediu licença, não saudou e foi perguntando pela chefia, sem citar nome. No susto, tanto as funcionárias quanto eu, com caras de sonsos, balbuciamos alguma coisa e perguntamos se ele tinha marcado alguma visita e com quem mesmo ele queria falar. Abruptamente, tal como entrou, disse que queria falar com o chefe.
Uma das meninas abriu a porta da chefia e esta mandou entrar. Nós, ali na frente da sala da chefia, ficamos apreensivos, pois não tínhamos nem pego o nome do cara do FBI. Minutos depois, eis que ele sai da sala e diz até logo. Foi quando vimos que no círculo onde havia as letras FBI estava escrito Federação Brasileira de Investigações. Era simplesmente um sujeito que foi oferecer serviços de vigilância para a empresa, inclusive tendo pedido desculpas para a chefia porque eles até estavam com um funcionário preso por uso de armas mas que era uma firma de que poderia fazer grampos, câmeras mil, etc.
Então, tá.
Uma das meninas abriu a porta da chefia e esta mandou entrar. Nós, ali na frente da sala da chefia, ficamos apreensivos, pois não tínhamos nem pego o nome do cara do FBI. Minutos depois, eis que ele sai da sala e diz até logo. Foi quando vimos que no círculo onde havia as letras FBI estava escrito Federação Brasileira de Investigações. Era simplesmente um sujeito que foi oferecer serviços de vigilância para a empresa, inclusive tendo pedido desculpas para a chefia porque eles até estavam com um funcionário preso por uso de armas mas que era uma firma de que poderia fazer grampos, câmeras mil, etc.
Então, tá.
Meio ambiente ou ambiente como meio?
Longe de mim querer ter razão em tudo, ou na maioria das coisas, mas a gente precisa entender o que é mesmo defender o meio ambiente nos dias quase turbulentos como os de hoje. Muito se lê e se vê sobre ambientalismo, aquecimento global como conseqüência do nada sustentado desmatamento, lutas armadas até, como foices sem martelos, em torno do assunto. O problema que vejo é até falta de educação ambiental: poucos se preocupam com os esgotos que saem de suas casas, dos sofisticados edifícios que se erguem sem qualquer compromisso com o meio ambiente urbano. Todos sabemos para onde vai o esgoto, claro, para o ralo da natureza, os lençóis, dos rios e riachos, quando não se concentra em áreas abertas que exalam cheiros realmente poluidores, num desconforto danado para todos. Não se vê, nos estudos e nas aplicações das regras das leis e das normas urbanísticas e urbanizadoras qualquer item sobre aumento das redes de esgotos. Não se precisa dizer que muitas das doenças que assolam o mundo que nos cerca saem exatamente da falta de um programa e um sistema de saneamento básico.
Agora, algumas perguntas: vocês conhecem alguma ONG que trate desse assunto com a mesma intensidade como que lutam contra o tal do aquecimento global? Alguém poderia dizer o que acha dos baixíssimos índices de saneamento básico nas cidades como Florianópolis, Curitiba, São Paulo e outras de maior porte? E as de menor porte, possuem redes de esgotos adequadas à demanda dos seus moradores? Alguém sabe se os órgãos ambientais atuam na proibição de florestamento com árvores exóticas como pinus e eucaliptos, somente paa falar de duas espécies, junto aos leitos dos rios, aos vales das águas? Claro que isso parece não afetar as responsabilidades dos ditos órgãos. Parece não ser responsabilidade funcional deles.
O que importa mesmo é criar ONGs, comitês e organizações que possam receber recursos a fundo perdido sem aplicar em programa algum. Ou, quando se pede prestações de contas pelas verbas recebidas, ou desaparecem as entidades ou desaparecem os seus responsáveis. E o dinheiro do povo foi para o ralo, assim como vão os esgotos sem devido tratamento.
Se existissem realmente pessoas preocupadas com o meio ambiente, teríamos um mundo melhor e menos poluído. O que se vê, com pesar, é que muitos usam o ambiente como meio de ganhar uns. O resto é falta de real consciência ambientalista... Uma pena.
Agora, algumas perguntas: vocês conhecem alguma ONG que trate desse assunto com a mesma intensidade como que lutam contra o tal do aquecimento global? Alguém poderia dizer o que acha dos baixíssimos índices de saneamento básico nas cidades como Florianópolis, Curitiba, São Paulo e outras de maior porte? E as de menor porte, possuem redes de esgotos adequadas à demanda dos seus moradores? Alguém sabe se os órgãos ambientais atuam na proibição de florestamento com árvores exóticas como pinus e eucaliptos, somente paa falar de duas espécies, junto aos leitos dos rios, aos vales das águas? Claro que isso parece não afetar as responsabilidades dos ditos órgãos. Parece não ser responsabilidade funcional deles.
O que importa mesmo é criar ONGs, comitês e organizações que possam receber recursos a fundo perdido sem aplicar em programa algum. Ou, quando se pede prestações de contas pelas verbas recebidas, ou desaparecem as entidades ou desaparecem os seus responsáveis. E o dinheiro do povo foi para o ralo, assim como vão os esgotos sem devido tratamento.
Se existissem realmente pessoas preocupadas com o meio ambiente, teríamos um mundo melhor e menos poluído. O que se vê, com pesar, é que muitos usam o ambiente como meio de ganhar uns. O resto é falta de real consciência ambientalista... Uma pena.
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