Levei bom tempo para descobrir que sou um vendedor. Isso demorou porque nunca admiti que tinha aptidões para. Esqueci na verdade o fato de que, pequeno, ganhava das minhas tias Sofia e Guênia as sobras das verduras que tinham levado para vender nas feiras livres de Curitiba ou nas quitandas de seus contatos. Como não queriam levar de volta, deixavam comigo as verduras e eu, de carrinho, oferecia às vizinhas da rua Pará e Paranaguá. Num tapa as consultadas abasteciam suas casas de verduras frescas, sem qualquer agrotóxico. Tinha sempre um dinheiro acumulado, por horas, claro, fruto das minhas vendas.
Meu primeiro emprego foi um armazém de secos e molhados, ma rua Engenheiro Niepce da Silva, com o Arthur e Osny Feld. Menor de idade, carteira assinada, aprendi um pouco da arte de atender à freguesia, como servir cachaça em copinho pequeno para os habituês, medir/pesar mercadorias e entregar aos clientes.
Quando ingressei no jornalismo, aos 17 anos, tendo carteira assinada no dia 01 de dezembro de 1963 apenas, fiquei distanciado de vendas de um modo inconsciente, acho. Aprendia a redigir e enviar as matérias que eram publicadas na 'Última Hora', grande jornal da época, sem vincular seu conteúdo a qualquer sentido comercial, a não ser mesmo fidelizar leitores nos temas trabalhados. Ou seja, vendi ao jornal minha capacidade de trabalhar, vendi meu trabalho. Essa venda ficou apropriada primeiro por UH e depois pelo 'Diário do Paraná', Rádio Colombo, Rádio Cultura do Paraná, e por outros veículos mais, de modo oculto, sem que eu tenha sentido ter vendido o meu próprio trabalho.
Pois bem: a redescoberta de minha condição de vendedor pôde ser registrada com maior evidência e consciência quando fazia compras e vendas, tanto de casas e apartamentos quanto de veículos de minha propriedade. Uma após outra, essas vendas ocorriam sempre de modo satisfatório para ambos os lados, tanto para mim, que conseguia vender, quando para o comprador, que se satisfazia com o que adquirira. Lembro uma vez quando queria vender o meu SP 2 e o tinha exposto numa esquina ideal, na Coronel Dulcídio com Av. Batel: um casal simples, com uma criança no colo, extasiava-se com o veículo e queria porque queria comprar o produto. Eu tive dois ímpetos, um de que sempre dizia a verdade sobre o produto que estava vendendo, ou seja, os seus defeitos, se no motor, se na lataria, e outro porque estava com pena do casal candidato a comprar o veículo. O carro dera-me boas dores de cabeça e eu avaliei que aquele modesto casal teria mais problemas para manter e consertar o veículo quando de seu uso. Falei francamente dos defeitos por um tempo, após o que o sujeito me respondeu: "pelo jeito o sr. gosta muito do carro porque está colocando os defeitos para não vender". Não era verdade no todo, mas, pensei, já que o cara quer, que leve...
Tenho mesmo vendido muita coisa na vida, e todas sempre dizendo a verdade sobre o produto, mesmo que alguns negócios demorem para ser concretizados. Descobrir que somos vendedores é uma boa, desde que tenhamos em mente de que qualquer venda deve ser boa para os dois lados, para quem vende e para quem compra. Se descobrirmos com bastante antecedência de que temos inclinação para negócios, seguramente quando vendermos o nosso trabalho para uma empresa ou uma outra pessoa teremos uma melhor noção do nosso próprio valor...
Você já pensou nisso algum dia?
Este blog ousa querer aumentar o conhecimento, registrando pensamentos, experiências, vivências, trocas. Afinal, são quase 50 anos buscando errar menos, acertar mais, ajeitar formas para entender e ampliar horizontes, ocupar os espaços, ser útil, fazer acontecer. E ter em mente que os próximos segundos, minutos, horas e dias serão bem melhores. Aceita-se todo tipo de ajuda, desde que tenha e ofereça otimismo. É a nossa declaração de princípios.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Eleições e seus (normais!?) absurdos
Como sou da área de comunicação social e exerço, por vezes, em dever de ofício, funções de consultor, chega a ser ridícula a forma como grande parte dos candidatos a vereador e a prefeito se dirige aos eleitores através da rádio e da TV. Nesta, principalmente.
Vejam vocês que o despreparo é latente em todos os quadrantes da telinha, ou do ouvido. Candidatos que prometem programas de saúde, melhor atendimento público, estradas, asfaltamentos, melhor qualidade de vida aos cidadãos. Como se isso fosse atividade de vereador, que deveria fiscalizar as ações do prefeito e seus subordinados, sugerir projetos de obras para que o Executivo implante ou não, de acordo com o orçamento que ele - como legislador - deveria analisar e aprovar.
Parece que a pessoa entrou num partido para ganhar o paraíso. Alguns, na verdade, usam e abusam das benesses desse paraíso. É um paraíso, mesmo, no bolso dele, somente dele. E se busca apoio, aquele voto, aquele sagrado voto, para entrar e curtir o paraíso. Não se observa quais os deveres e responsabilidades como vereador, como representante do povo. Os candidatos a prefeito, então, prometem coisas que a gente sabe serem impossíveis de alcançar. Uns até propõem metrôs elevados, como se isso fosse possível em determinadas cidades.
A cada eleição, municipal principalmente, a incultura é ressaltada pelos palavrórios embrulhados em pacotes de espertezas: fazem trovas com seus nomes ou apelidos, é o Zé da cova, do suco, da farmácia, da pipoca, coisas que soam mal e tornam os programas eleitorais nos veículos de comunicação um comprovante real da existência de um povo inculto.
Seria o caos educacional ou o caos do conhecimento? Aquela frase "a voz do povo é a voz de Deus" chega a batucar no meu raciocínio sobre as eleições periódicas que acontecem à nossa volta. Claro, muita gente ganhou um emprego provisório, eventual, distribuindo folhetos e abanando flanelas pelas esquinas da vida; teve algum reconhecimento funcional pelos titulares das candidaturas, mas que é triste acompanhar esse quadro da véspera de eleições, isso é.
Onde estão aqueles sonhos de eleições distritais puras, onde a gente escolheria o meu vizinho, que tem ótimas condições de me representar, para legislar e executar melhorias que eu desejo e almejo para o meu ir e vir pelas estradas da vida? Se existissem eleições distritais, até os assessores dos eleitos seriam meus outros vizinhos, que saberiam incutir nos eleitos as providências mais adequadas para a vida de todos os cidadãos...
Sei que o retorno aos escritos neste blog pode ser sentido pelos leitores como um lamento de véspera de eleições. Mas o clima que vivenciamos atualmente nos impulsiona a extravasar esses sentimentos de tristeza e quase desesperanças. Não desejo estar certo, nessa análise. Mas estou com receio de estar bem perto de que estamos vivendo o caos da representatividade...
Vejam vocês que o despreparo é latente em todos os quadrantes da telinha, ou do ouvido. Candidatos que prometem programas de saúde, melhor atendimento público, estradas, asfaltamentos, melhor qualidade de vida aos cidadãos. Como se isso fosse atividade de vereador, que deveria fiscalizar as ações do prefeito e seus subordinados, sugerir projetos de obras para que o Executivo implante ou não, de acordo com o orçamento que ele - como legislador - deveria analisar e aprovar.
Parece que a pessoa entrou num partido para ganhar o paraíso. Alguns, na verdade, usam e abusam das benesses desse paraíso. É um paraíso, mesmo, no bolso dele, somente dele. E se busca apoio, aquele voto, aquele sagrado voto, para entrar e curtir o paraíso. Não se observa quais os deveres e responsabilidades como vereador, como representante do povo. Os candidatos a prefeito, então, prometem coisas que a gente sabe serem impossíveis de alcançar. Uns até propõem metrôs elevados, como se isso fosse possível em determinadas cidades.
A cada eleição, municipal principalmente, a incultura é ressaltada pelos palavrórios embrulhados em pacotes de espertezas: fazem trovas com seus nomes ou apelidos, é o Zé da cova, do suco, da farmácia, da pipoca, coisas que soam mal e tornam os programas eleitorais nos veículos de comunicação um comprovante real da existência de um povo inculto.
Seria o caos educacional ou o caos do conhecimento? Aquela frase "a voz do povo é a voz de Deus" chega a batucar no meu raciocínio sobre as eleições periódicas que acontecem à nossa volta. Claro, muita gente ganhou um emprego provisório, eventual, distribuindo folhetos e abanando flanelas pelas esquinas da vida; teve algum reconhecimento funcional pelos titulares das candidaturas, mas que é triste acompanhar esse quadro da véspera de eleições, isso é.
Onde estão aqueles sonhos de eleições distritais puras, onde a gente escolheria o meu vizinho, que tem ótimas condições de me representar, para legislar e executar melhorias que eu desejo e almejo para o meu ir e vir pelas estradas da vida? Se existissem eleições distritais, até os assessores dos eleitos seriam meus outros vizinhos, que saberiam incutir nos eleitos as providências mais adequadas para a vida de todos os cidadãos...
Sei que o retorno aos escritos neste blog pode ser sentido pelos leitores como um lamento de véspera de eleições. Mas o clima que vivenciamos atualmente nos impulsiona a extravasar esses sentimentos de tristeza e quase desesperanças. Não desejo estar certo, nessa análise. Mas estou com receio de estar bem perto de que estamos vivendo o caos da representatividade...
domingo, 3 de agosto de 2008
Aniversário
Lembro muito bem de um jornal de Francisco Beltrão, PR, nos tempos em que trabalhava como relações públicas regional da Companhia Paranaense de Energia, Copel, quando achei extranho que o título do mesmo era mais ou menos assim: Fulano de tal completaria tantos anos neste dia! Referia-se ao pai do editor/diretor, que, naquele dia, se estivesse vivo, completaria xis anos. Em minha memória, esse título ficou marcado como uma coisa mórbida, saudosa, sentimental e de amor filial.
Pois neste 3 de agosto de 2008 o meu progenitor, o ferreiro competente Francisco, estaria completando 98 anos. Posso estar enganado num ano, pois a diferença de idades entre ele e a mãe era de 11 anos.
Qual a lembrança que se poderia ter de um pai lutador, brigador, que escondia sentimentos por ser um europeu, e os europeus, principalmente os homens adultos, deveriam ser duros em tudo, até na dificuldade de acariciar o semblante de um filho, ou filha? Pois o ferreiro Chico era assim, criativo, curioso, orgulhoso dos seus feitos ao produzir arados para os clientes colonos primeiro em Contenda, com a família Szczypior, e depois nas áreas de Araucária, tanto no Galarda quanto no bairro hoje conhecido como Estação. Esteve também em Serrinha, Contenda, num bom tempo, até que nos mudamos para a Vila Guaíra, em Curitiba, na Rua Morretes, 88, cidade que lhe deu trabalho na fábrica de bondes e depois nas oficinas da Transparaná, na André de Barros. Montou uma ferraria/oficina em casa, já na esquina das ruas Pará e Paranaguá, onde viveu os seus últimos dias.
Desde criança, ouvíamos suas histórias por vezes assustadoras, descrevendo as visagens na estrada de Tomás Coelho, que vinha da Igreja de São Miguel até a fazenda do avô materno Józef Gembaroski. As descrições dele sobre sua infância, em Lipinki, na Polônia, perto da cidade de Tarnów, o riacho onde brincava. Cheguei a visitar o local polonês, na casa onde a avó Wiktoria viveu e ali morreu, de troncos, baixinha, acho que para o tamanho tanto dele como de sua mãe.
Lembranças que tenho de meu pai são muitas, mas na maioria era que ele sempre estava trabalhando, criando coisas. Até aqui em Roça Velha, onde possuo um sítio que dá vistas para a sede do terreno onde nasci, há histórias dele ainda marcadas na lembrança dos mais velhos moradores, sobre ferramentas que fazia, gerador de luz a partir de moinhos movidos à água.
Que este texto seja visto, peço licença, como um fato sentimental, amor filial e de saudosismo.
Pois neste 3 de agosto de 2008 o meu progenitor, o ferreiro competente Francisco, estaria completando 98 anos. Posso estar enganado num ano, pois a diferença de idades entre ele e a mãe era de 11 anos.
Qual a lembrança que se poderia ter de um pai lutador, brigador, que escondia sentimentos por ser um europeu, e os europeus, principalmente os homens adultos, deveriam ser duros em tudo, até na dificuldade de acariciar o semblante de um filho, ou filha? Pois o ferreiro Chico era assim, criativo, curioso, orgulhoso dos seus feitos ao produzir arados para os clientes colonos primeiro em Contenda, com a família Szczypior, e depois nas áreas de Araucária, tanto no Galarda quanto no bairro hoje conhecido como Estação. Esteve também em Serrinha, Contenda, num bom tempo, até que nos mudamos para a Vila Guaíra, em Curitiba, na Rua Morretes, 88, cidade que lhe deu trabalho na fábrica de bondes e depois nas oficinas da Transparaná, na André de Barros. Montou uma ferraria/oficina em casa, já na esquina das ruas Pará e Paranaguá, onde viveu os seus últimos dias.
Desde criança, ouvíamos suas histórias por vezes assustadoras, descrevendo as visagens na estrada de Tomás Coelho, que vinha da Igreja de São Miguel até a fazenda do avô materno Józef Gembaroski. As descrições dele sobre sua infância, em Lipinki, na Polônia, perto da cidade de Tarnów, o riacho onde brincava. Cheguei a visitar o local polonês, na casa onde a avó Wiktoria viveu e ali morreu, de troncos, baixinha, acho que para o tamanho tanto dele como de sua mãe.
Lembranças que tenho de meu pai são muitas, mas na maioria era que ele sempre estava trabalhando, criando coisas. Até aqui em Roça Velha, onde possuo um sítio que dá vistas para a sede do terreno onde nasci, há histórias dele ainda marcadas na lembrança dos mais velhos moradores, sobre ferramentas que fazia, gerador de luz a partir de moinhos movidos à água.
Que este texto seja visto, peço licença, como um fato sentimental, amor filial e de saudosismo.
Inhenho!
Edição de 31 de julho do Diário Catarinense, coluna de Maicon Tenfen. Todos os brasileiros deveriam ler e se sentir.
Inhenho
Você é um otário. Mais do que isso, aliás. É também um coió, um bestiola, um mané-coco, um pascácio, um toleirão, um papalvo, um babaquara, um apombocado, um bate-orelha, um molongó, um lapardeiro, um zé xexé. Pra resumir, você é um "inhenho", nem mais nem menos.E por quê?Simples: você não é um cidadão, quem disse essa besteira? Você é apenas um pagador de impostos, um idiota que trabalha o uno inteiro para financiar farras em Brasília. Como se isso fosse pouco, você, imbecil, estulto, pancrácio, ainda é a principal vítima de nossas leis hiperbólicas e autoritárias.A lei seca, por exemplo. Não pense que ela serve para prender o filhinho de papai que encheu a cara e atropelou uma família inteira. Serve para multar você, babaca, que costuma tomar um copo de vinho depois do almoço.E as leis de proteção ambiental? Nunca ouvi dizer que foram aplicadas contra os magnatas da madeira, os canalhas que devastam as florestas, mas sei que já caíram com toda a peçonha sobre uns pobretões aí que raspavam a casca das árvores para fazer chá.Isso aqui é Brasil, esqueceu? É um país de todos, menos meu, menos seu, menos ainda dessa piazada que cresce vendo espertalhões se dando bem e trouxas pagando a conta. É a terra do Daniel Dantas, do Naji Nahas, do Celso Pitta. Eles é que têm um sistema judiciário para protegê-los nas falcatruas. Você, não.Você é um zero-à-esquerda, um pobre diabo, uma lesma, uma ameba, um verme utilitário, você chega a dar nojo, só existe na hora da derrama, só vira gente diante do leão.Falar nisso, não sei se você sabe, nosso sistema de coleta do imposto de renda, principalmente quando ativado contra um pé-rapado da sua laia, é um modelo para o mun- do. Sim senhor, nisso o governo é bamba, não dá ponto sem nó. Mas diga lá, ô seu papa-bosta, você tem saúde pública de qualidade? Tem educação condizente para seus fi-lhos? Tem segurança onde mora?O mais triste é que de vez em quando aparece algum asno maior jque você e declama que "o imposto de renda é o mais justo dos tribu- tos". Só rindo. Por acaso o mais justo dos tributos ajudou a acelerar os trabalhos na parte sul da BR- 101? Ajudou a atender os apelos da comunidade para dar um jeito na matança que está a BR-470?Enquanto as pessoas morrem no asfalto, e isso só para citar um exemplo da negligência do estado com as vaquinhas de presépio aqui debaixo, continuamos pagando o mais justo dos tributos, e os mais injustos também, pois imposto é o que não falta no Brasil, digo, na Corruptolândia, na Mensalândia, na Prende-e-soltolândia.Mas o pior de tudo, ô panaca, é que você é manso. Sim, manso, frouxo, passivo, é isso mesmo que está escrito. Deixa os ladrões ba- fejarem no seu cangote e não faz nada, ou porque não pode, ou por- que já desistiu de lutar. Duvida? Então me diga o que vai fazer de- pois de ler estas linhas. Não sabe? Eu sei: você vai rir ou me xingar, tanto faz, e depois vai continuar pastando, pagando e votando no mesmo tipo de crápula em que votou até hoje.
Até a próxima, otário.
Inhenho
Você é um otário. Mais do que isso, aliás. É também um coió, um bestiola, um mané-coco, um pascácio, um toleirão, um papalvo, um babaquara, um apombocado, um bate-orelha, um molongó, um lapardeiro, um zé xexé. Pra resumir, você é um "inhenho", nem mais nem menos.E por quê?Simples: você não é um cidadão, quem disse essa besteira? Você é apenas um pagador de impostos, um idiota que trabalha o uno inteiro para financiar farras em Brasília. Como se isso fosse pouco, você, imbecil, estulto, pancrácio, ainda é a principal vítima de nossas leis hiperbólicas e autoritárias.A lei seca, por exemplo. Não pense que ela serve para prender o filhinho de papai que encheu a cara e atropelou uma família inteira. Serve para multar você, babaca, que costuma tomar um copo de vinho depois do almoço.E as leis de proteção ambiental? Nunca ouvi dizer que foram aplicadas contra os magnatas da madeira, os canalhas que devastam as florestas, mas sei que já caíram com toda a peçonha sobre uns pobretões aí que raspavam a casca das árvores para fazer chá.Isso aqui é Brasil, esqueceu? É um país de todos, menos meu, menos seu, menos ainda dessa piazada que cresce vendo espertalhões se dando bem e trouxas pagando a conta. É a terra do Daniel Dantas, do Naji Nahas, do Celso Pitta. Eles é que têm um sistema judiciário para protegê-los nas falcatruas. Você, não.Você é um zero-à-esquerda, um pobre diabo, uma lesma, uma ameba, um verme utilitário, você chega a dar nojo, só existe na hora da derrama, só vira gente diante do leão.Falar nisso, não sei se você sabe, nosso sistema de coleta do imposto de renda, principalmente quando ativado contra um pé-rapado da sua laia, é um modelo para o mun- do. Sim senhor, nisso o governo é bamba, não dá ponto sem nó. Mas diga lá, ô seu papa-bosta, você tem saúde pública de qualidade? Tem educação condizente para seus fi-lhos? Tem segurança onde mora?O mais triste é que de vez em quando aparece algum asno maior jque você e declama que "o imposto de renda é o mais justo dos tribu- tos". Só rindo. Por acaso o mais justo dos tributos ajudou a acelerar os trabalhos na parte sul da BR- 101? Ajudou a atender os apelos da comunidade para dar um jeito na matança que está a BR-470?Enquanto as pessoas morrem no asfalto, e isso só para citar um exemplo da negligência do estado com as vaquinhas de presépio aqui debaixo, continuamos pagando o mais justo dos tributos, e os mais injustos também, pois imposto é o que não falta no Brasil, digo, na Corruptolândia, na Mensalândia, na Prende-e-soltolândia.Mas o pior de tudo, ô panaca, é que você é manso. Sim, manso, frouxo, passivo, é isso mesmo que está escrito. Deixa os ladrões ba- fejarem no seu cangote e não faz nada, ou porque não pode, ou por- que já desistiu de lutar. Duvida? Então me diga o que vai fazer de- pois de ler estas linhas. Não sabe? Eu sei: você vai rir ou me xingar, tanto faz, e depois vai continuar pastando, pagando e votando no mesmo tipo de crápula em que votou até hoje.
Até a próxima, otário.
sábado, 26 de julho de 2008
Como conquistar/fidelizar leitores/ouvintes
Seria pretencioso demais definir regras sobre o comportamento humano, embora tenhamos milhares de publicações relacionadas e que, na maioria das vezes, atendem às expectativas de estudiosos e curiosos. Mas, qual seria a melhor dica para conquistarmos leitores/ouvintes nos nossos trabalhos de comunicadores?
É comum achar que, na hora de assistir a uma entrevista pela TV ou ouvir perguntas feitas na rádio, aquele entrevistador e/ou aquela entrevistadora são fracos, fazem perguntas muito fracas, muito burras. É nossa tendência errada de analisar pessoas e fatos sem se perguntar os motivos porque aqueles repórteres estão ali, diante da câmera ou diante do microfone.
Na realidade, a audiência é medida pelo nível das curiosidades natuarais do ser humano, no contexto em que ele vive, sente, pensa e espera satisfazer seu interior. Conheci(ço) muitos profissionais que se mantinham(ém) nos empregos apenas pelo fato de que nas entrevistas usa(va)m perguntas que determinada faixa de leitores apreciava, ou seja, os perguntadores se colocavam no lugar dos ouvintes ou expectadores. Perguntas empáticas, então.
No seu dia-a-dia, na condição de ouvinte, leitor ou expectador, você busca ler e ouvir coisas que satisfaçam sua curiosidade. Se você está ligado nos tempos atuais, há uma miscelânia de veículos que podem atendê-lo: TV, jornal, rádio, sites, alto-falantes. Você procura informações, ou mesmo entretenimento, escolhendo um desses veículos dependendo onde esteja, se no carro, em casa, no escritório ou mesmo numa ilha remota. Com os aparelhinhos disponíveis no chamado mundo moderno (palavra pouco usada nos últimos tempos!), você consegue satisfazer sua curiosidade. Na impossibilidade de ter algum desses instrumentos, uma revista ou um livro permitem que você se (in)forme.
Por último, quero dizer que somos mesmo usuários da informação, não importando qual é o nosso nível cultural. Recebemos, ou procuramos receber, coisas que nos satisfaçam no dia-a-dia. Alguns querem ficar no esporte ou na coluna social, outros na economia ou política, boa parte apenas para passar o tempo e viver mentalmente ocupado. O povão gosta de títulos policialescos e de acidentes, ou novelas chorosas e cheias e cenas com transas até em horários nada ideais, o intelectual busca ampliar seus horizontes e conhecimentos, e assim caminha a humanidade no seu interesse de dar continuidade ao que nos rodeia e permite.
Os melhores profissionais, não importa seu nível intelectual, trabalham para as faixas de consumidores, aumentando ou mantendo a clientela. E isso, mesmo, vem ocorrendo sempre.
É comum achar que, na hora de assistir a uma entrevista pela TV ou ouvir perguntas feitas na rádio, aquele entrevistador e/ou aquela entrevistadora são fracos, fazem perguntas muito fracas, muito burras. É nossa tendência errada de analisar pessoas e fatos sem se perguntar os motivos porque aqueles repórteres estão ali, diante da câmera ou diante do microfone.
Na realidade, a audiência é medida pelo nível das curiosidades natuarais do ser humano, no contexto em que ele vive, sente, pensa e espera satisfazer seu interior. Conheci(ço) muitos profissionais que se mantinham(ém) nos empregos apenas pelo fato de que nas entrevistas usa(va)m perguntas que determinada faixa de leitores apreciava, ou seja, os perguntadores se colocavam no lugar dos ouvintes ou expectadores. Perguntas empáticas, então.
No seu dia-a-dia, na condição de ouvinte, leitor ou expectador, você busca ler e ouvir coisas que satisfaçam sua curiosidade. Se você está ligado nos tempos atuais, há uma miscelânia de veículos que podem atendê-lo: TV, jornal, rádio, sites, alto-falantes. Você procura informações, ou mesmo entretenimento, escolhendo um desses veículos dependendo onde esteja, se no carro, em casa, no escritório ou mesmo numa ilha remota. Com os aparelhinhos disponíveis no chamado mundo moderno (palavra pouco usada nos últimos tempos!), você consegue satisfazer sua curiosidade. Na impossibilidade de ter algum desses instrumentos, uma revista ou um livro permitem que você se (in)forme.
Por último, quero dizer que somos mesmo usuários da informação, não importando qual é o nosso nível cultural. Recebemos, ou procuramos receber, coisas que nos satisfaçam no dia-a-dia. Alguns querem ficar no esporte ou na coluna social, outros na economia ou política, boa parte apenas para passar o tempo e viver mentalmente ocupado. O povão gosta de títulos policialescos e de acidentes, ou novelas chorosas e cheias e cenas com transas até em horários nada ideais, o intelectual busca ampliar seus horizontes e conhecimentos, e assim caminha a humanidade no seu interesse de dar continuidade ao que nos rodeia e permite.
Os melhores profissionais, não importa seu nível intelectual, trabalham para as faixas de consumidores, aumentando ou mantendo a clientela. E isso, mesmo, vem ocorrendo sempre.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Ser amigo
Alguém um dia perguntou o que significava a palavra amigo na vivência de um sexagenário. Busca aqui e acolá no tempo vivenciado, eis que surgem algumas definições seguramente experimentadas, curtidas, comemoradas.
Amigo mesmo é aquele sujeito, ou aquela sujeita, que convive com você sem buscar recompensas, ou trocas. Ele ou ela lembram-se de você, das suas coisas e seus familiares, festejam quando você conseguiu um feito que o realizou, alguma coisa que você conquistou e em momento algum dá demonstração de ciumeira, inveja.
Amigo é aquele em que palavras como arrogância, ódio, ironia, mesquinharia, entre outras, inexistem em seu vocabulário e pensamento.
Amigo é aquele mais do que irmão que se doaa, que está sempre pronto para o ajudar, participar com você das suas andanças, mesmo que estas sejam difíceis, íngrimes, suadas.
Amiga mesmo é aquela pessoa que basta um olhar para dizer se você está bem ou não tão bem.
Amigo é aquele ser que convive com você e, quando os olhos se encontram, um mundo melhor começa, ou recomeça, para ambos.
Afinal, alguma coisa preciosa existe nas pessoas que, sem somas ou cifrões, ou mesmo números, grandes ou pequenos, se tornam amigas.
Amigo é aquela pessoa que você deixou para trás, em suas caminhadas, mas quando você as encontra é como se elas estiveram com você ontem, ou anteontem. Parecem que elas nem estiveram longe, no tempo ou na geografia.
Amigo, mesmo, é você com os outros, ou são os outros, com você.
E, se estabelecem um dia, 20 de julho, como o Dia do Amigo, isso é bom e especial, mas os dias dos amigos são todos os dias de sua vida.
Amigo mesmo é aquele sujeito, ou aquela sujeita, que convive com você sem buscar recompensas, ou trocas. Ele ou ela lembram-se de você, das suas coisas e seus familiares, festejam quando você conseguiu um feito que o realizou, alguma coisa que você conquistou e em momento algum dá demonstração de ciumeira, inveja.
Amigo é aquele em que palavras como arrogância, ódio, ironia, mesquinharia, entre outras, inexistem em seu vocabulário e pensamento.
Amigo é aquele mais do que irmão que se doaa, que está sempre pronto para o ajudar, participar com você das suas andanças, mesmo que estas sejam difíceis, íngrimes, suadas.
Amiga mesmo é aquela pessoa que basta um olhar para dizer se você está bem ou não tão bem.
Amigo é aquele ser que convive com você e, quando os olhos se encontram, um mundo melhor começa, ou recomeça, para ambos.
Afinal, alguma coisa preciosa existe nas pessoas que, sem somas ou cifrões, ou mesmo números, grandes ou pequenos, se tornam amigas.
Amigo é aquela pessoa que você deixou para trás, em suas caminhadas, mas quando você as encontra é como se elas estiveram com você ontem, ou anteontem. Parecem que elas nem estiveram longe, no tempo ou na geografia.
Amigo, mesmo, é você com os outros, ou são os outros, com você.
E, se estabelecem um dia, 20 de julho, como o Dia do Amigo, isso é bom e especial, mas os dias dos amigos são todos os dias de sua vida.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Ilações nada gratuitas
Vamos falar a verdade, sobre expansão e desenvolvimento do Rotary, a nossa organização internacional? Temos, infelizmente, diminuído a qualidade dos nossos associados, com alguns ingressos de profissionais que não são tão profissionais como desejaríamos. Motivo disso: somos pressionados pelos líderes maiores a que não percamos sócios e procuremos superar as metas propostas. Alguns dirigentes de clubes, para não ter que se explicar ao governador e ao coordenador de desenvolvimento social, aceitam qualquer proposta, de amigos dos amigos, de vizinhos, de parentes e do próprio cônjuge, sem se preocupar se eles são ou foram líderes de algum negócio ou alguma profissão...
Vamos ser justos para todos os interessados? São muitas as ongs no Brasil, milhares, todas com alguém idealizando atividades e ações pelo bem comum (a maioria tem essas intenções, acredito). Provavelmente são profissionais lideres que conjugam a famosa frase da música de Geraldo Vandré: 'quem sabe faz a hora, não espera acontecer'... Não poderíamos chamar essas pessoas tão interessadas pela coletividade para fazerem parte dos nossos quadros? Claro, teríamos que readequar os nossos programas para efetivar gente que quer fazer a diferença. Seríamos justos com eles, e conosco.
Criaríamos boa vontade e melhores amizades se acertássemos um esquema que propicie um melhor relacionamento entre sócios, visitantes, palestrantes, convidados e familiares. Quantos clubes padecem e não crescem, e pouco realizam, pelo simples fato de que seus dirigentes se esquecem que existem comissões de companheirismo, recepção aos visitantes, mentores? É comum recepcionar levemente um recuperante ou mesmo um visitante e deixá-lo numa mesa, quase que isolado, sem que ninguém converse com ele, que fale sobre o nosso Rotary e os nossos inspiradores programas do servir.
Seriam benéficos para todos os interessados se todos os nossos programas fossem realizáveis a curto e a médio prazos. Se eles representassem o interesse de toda a coletividade, ou mesmo a maioria dos sócios. Quantos clubes nada gastam com programas de visitas a doentes e órfãos, aqueles em que se entoam canções para os debilitados e sem esperanças? Investe-se apenas o tempo de cada um que é valiosíssimo se doado a quem precisa.
Estas ilações estão sendo escritas para quem se interessar em conjugar esforços para realizarmos sonhos na gestão que começa nesta data. Usem e abusem, pois servir nada custa, apenas o nosso rico tempo de seres humanos preocupados com o mundo cada vez mais impessoal que nos cerca.
Vamos ser justos para todos os interessados? São muitas as ongs no Brasil, milhares, todas com alguém idealizando atividades e ações pelo bem comum (a maioria tem essas intenções, acredito). Provavelmente são profissionais lideres que conjugam a famosa frase da música de Geraldo Vandré: 'quem sabe faz a hora, não espera acontecer'... Não poderíamos chamar essas pessoas tão interessadas pela coletividade para fazerem parte dos nossos quadros? Claro, teríamos que readequar os nossos programas para efetivar gente que quer fazer a diferença. Seríamos justos com eles, e conosco.
Criaríamos boa vontade e melhores amizades se acertássemos um esquema que propicie um melhor relacionamento entre sócios, visitantes, palestrantes, convidados e familiares. Quantos clubes padecem e não crescem, e pouco realizam, pelo simples fato de que seus dirigentes se esquecem que existem comissões de companheirismo, recepção aos visitantes, mentores? É comum recepcionar levemente um recuperante ou mesmo um visitante e deixá-lo numa mesa, quase que isolado, sem que ninguém converse com ele, que fale sobre o nosso Rotary e os nossos inspiradores programas do servir.
Seriam benéficos para todos os interessados se todos os nossos programas fossem realizáveis a curto e a médio prazos. Se eles representassem o interesse de toda a coletividade, ou mesmo a maioria dos sócios. Quantos clubes nada gastam com programas de visitas a doentes e órfãos, aqueles em que se entoam canções para os debilitados e sem esperanças? Investe-se apenas o tempo de cada um que é valiosíssimo se doado a quem precisa.
Estas ilações estão sendo escritas para quem se interessar em conjugar esforços para realizarmos sonhos na gestão que começa nesta data. Usem e abusem, pois servir nada custa, apenas o nosso rico tempo de seres humanos preocupados com o mundo cada vez mais impessoal que nos cerca.
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