A gente assiste a comerciais de bancos, oficiais, principalmente, lindas imagens, atendimento personalizado do gerente, etc, mas se você vai a uma de suas agências apenas vai ver filas, gente que não opera equipamentos eletrônicos, filas e mais filas para atendimento nos caixas ou com as pessoas encarregadas, funcionários que abandonam caixas e mesas para almoçar... A propaganda poderia ser a alma dos negócios bancários, mas é totalmente enganosa. Tem jeito de se mudar isso?
Acompanhemos o noticiário sobre o preço da gasolina misturada com álcool, que é trinta por cento mais cara aqui, comparativamente com a gasolina pura servida nos Estados Unidos, e o presidente da Petrobrás, com a panca de versado em economia popular e comércio exterior dos combustíveis, anuncia que logo logo o nosso derivado de petróleo vai ter que subir, acompanhando o preço do barril internacionalmente. Quando foi aumentado aqui, porque o preço lá estava alto, o nosso combustível subiu proporcionalmente; quando o preço lá despencou para um terço, eis que a regra não foi proporcional, ou seja, continuou alta aqui e ainda querem aumentar mais ainda!... Temos algum modo de reagir diante dessa grande injustiça? E onde estariam os anunciados ´defensores do povo´?
Podemos entender o gesto dos governos em diminuir o repasse dos recursos federais para o bom funcionamento dos municípios brasileiros, diante dos problemas da crise iniciada ano passado e que está sendo camuflada pelas autoridades que mexem com as finanças brasileiras? Claro que é difícil diminuir/cortar as mordomias, os desvios, os cargos crecentemente remunerados a bel prazer nos gabinetes e até nas garagens dos palácios dos governantes. Enquanto isso, hospitais, prontos socorros, transporte escolar, educação, etc. vem acumulando despesas e aumentando atendimentos com mínimos recursos, financeiros e humanos, que deveriam estar disponíveis para o bem estar da população. Poderíamos algum dia sonhar que isso seria resolvido?
Indignar-se todos os dias, todas as horas e todos os minutos deveria ser uma bandeira de cada cidadão, mas certamente ele não poderia viver e usufruir do pouco que ainda resta para uma vida comunitária mais alegre, mais feliz.
Este blog ousa querer aumentar o conhecimento, registrando pensamentos, experiências, vivências, trocas. Afinal, são quase 50 anos buscando errar menos, acertar mais, ajeitar formas para entender e ampliar horizontes, ocupar os espaços, ser útil, fazer acontecer. E ter em mente que os próximos segundos, minutos, horas e dias serão bem melhores. Aceita-se todo tipo de ajuda, desde que tenha e ofereça otimismo. É a nossa declaração de princípios.
quarta-feira, 25 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
Opa, o Ibope me telefonou!
Em pleno sábado, de manhã, recebo um telefonema em minha casa, no fixo, e ouço do outro lado uma pessoa se apresentando como funcionário do Ibope e gostaria de conhecer que rádios a gente costumava sintonizar, em Curitiba. Não perguntou nada mais naquele momento, nem em que faixa etária estou eu. Respondi de pronto qual a minha emissora preferida. Daí ele perguntou qual a minha idade. Quando soube, pediu desculpas dizendo que queria respostas de pessoas com até 39 anos. Disse-lhe achar que a pesquisa era conduzida para pessoas mais jovens, coisa que negou, e que o que ele estava fazendo era apenas cumprindo um determinado contrato com determinada emissora, que desejaria saber em que posição estava nessa faixa etária.
Então, amigos, o Ibope é nada mais nada menos que uma prestadora de serviços comerciais, não necessariamente para beneficiar a comunidade. Desliguei intrigado naquele instante, mas retomando minha consciencia em seguida por entender que a maioria das atividades desses institutos dirige-se para atender a esquemas meramente comerciais, buscando mais contratos junto a investidores na midia.
Então, amigos, o Ibope é nada mais nada menos que uma prestadora de serviços comerciais, não necessariamente para beneficiar a comunidade. Desliguei intrigado naquele instante, mas retomando minha consciencia em seguida por entender que a maioria das atividades desses institutos dirige-se para atender a esquemas meramente comerciais, buscando mais contratos junto a investidores na midia.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Estórias da vida
Um cidadão comum, como a gente, poderia imaginar o que acontece nos bastidores e nos esquemas internos das casas legislativas deste nosso rincão brasileiro? Difícil, sim, aceitar muitas coisas que os nossos ´representantes´ fazem quando no exercício da confiança que depositamos neles. No caso do Senado Federal, estamos vendo o que ocorre quando um diretor geral é afastado das funções e continua na casa, percebendo seu rico provento mensal e sem ter que explicar como conseguiu amealhar tantos recursos para possuir um palacete em pleno lago da Ilha da Fantasia que é a nossa Brasília, a famosa capital federal. Na sequência, 146 cargos comissionados de diretores, assessores e etc. foram defenestrados por serem imorais e ilegais, no mínimo poderíamos chamar de mordomias adicionais às custas do erário público... Mas seus empregos continuam lá, sob as bençãos dos srs. senadores, nossos ´representantes´.
Se lá no Senado acontece isso, imaginemos o que ocorre na Câmara Federal, nas Assembléias Legislativas dos Estados e nas mais de 5500 Câmaras Municipais brasileiras. Para não ir tão longe, apenas ficando nas nossas proximidades, quero lembrar uma vivência minha num município do Litoral do nosso Estado, o Paraná. Conheço vários vereadores dali, e um deles, um dia, quando estava em sua loja de material de construção, ofereceu-me abertamente o uso de seu computador, do sinal de sua internet, que eram pagos pela Câmara Municipal. Em sua casa, sim! Ele tinha também um celular, doado pela sua Câmara Municipal, sem ter que pagar nada pelo seu uso. Toda a despesa era coberta pelo Legislativo ou, na verdade, pela população, por nós mesmos, os bobos que acreditam que as funções a eles delegadas seriam exercidas com comportamento justo, ético, moral. E tinha também uma Kombi para fazer os trabalhos assistenciais junto aos seus eleitores, com manutenção e combustível bancados pelo erário, pelo bolso dos habitantes.
Vamos lá que generalizar seria injusto com algumas Câmaras que tem mesas diretoras corretas e normais, diante do comportamento ético representativo ideal. Mas, se 5 mil Legislativos, com uma média de 9 a 12 vereadores, oferecem esse tipo de mordomias, podemos aquilatar o volume de recursos públicos malversados e postos pelo ´ladrão´, sem que isso represente melhores condições de vida dos cidadãos comuns como você e eu. Ganha-se uma representação e exercita-se a Lei de Gerson diante dos promotores, procuradores, juízes, enfim, da justiça que permanece cega e quer continuar assim por muito tempo.
Ah, se a nossa Constituição fosse cumprida!...
Se lá no Senado acontece isso, imaginemos o que ocorre na Câmara Federal, nas Assembléias Legislativas dos Estados e nas mais de 5500 Câmaras Municipais brasileiras. Para não ir tão longe, apenas ficando nas nossas proximidades, quero lembrar uma vivência minha num município do Litoral do nosso Estado, o Paraná. Conheço vários vereadores dali, e um deles, um dia, quando estava em sua loja de material de construção, ofereceu-me abertamente o uso de seu computador, do sinal de sua internet, que eram pagos pela Câmara Municipal. Em sua casa, sim! Ele tinha também um celular, doado pela sua Câmara Municipal, sem ter que pagar nada pelo seu uso. Toda a despesa era coberta pelo Legislativo ou, na verdade, pela população, por nós mesmos, os bobos que acreditam que as funções a eles delegadas seriam exercidas com comportamento justo, ético, moral. E tinha também uma Kombi para fazer os trabalhos assistenciais junto aos seus eleitores, com manutenção e combustível bancados pelo erário, pelo bolso dos habitantes.
Vamos lá que generalizar seria injusto com algumas Câmaras que tem mesas diretoras corretas e normais, diante do comportamento ético representativo ideal. Mas, se 5 mil Legislativos, com uma média de 9 a 12 vereadores, oferecem esse tipo de mordomias, podemos aquilatar o volume de recursos públicos malversados e postos pelo ´ladrão´, sem que isso represente melhores condições de vida dos cidadãos comuns como você e eu. Ganha-se uma representação e exercita-se a Lei de Gerson diante dos promotores, procuradores, juízes, enfim, da justiça que permanece cega e quer continuar assim por muito tempo.
Ah, se a nossa Constituição fosse cumprida!...
terça-feira, 10 de março de 2009
Entender o que é justo...
Podemos entender o que significa na realidade a palavra justiça? Vejam o que acontece ao nosso redor, quando lemos que um médico foi condenado a fornecer algumas cestas básicas para uma associação beneficente como castigo por ter usado recursos do SUS para fazer uma cirurgia e por fora cobrou mais de 7 mil reais de um cliente. Não consta, na decisão do meretíssimo juiz, de que o médico devolveu ao cliente a quantia que cobrou indevidamente, ilegalmente... E nem que devolveu ao SUS o valor da tabela, também embolsado...
Milhares de municípios cobraram dos servidores públicos ou contratados o valor destinado ao INSS durante largos anos e não depositaram essas importâncias como deveriam. Ou seja, desviaram os recursos sagrados tirados do sofrido salário dos seus funcionários. Como não repassaram aqueles valores, tornaram-se inadimplentes perante a União, diminuiram o montante ali ´gerenciado´pela República Federativa e ganharam recentemente um prêmio: podem pagar o que desviaram por largos anos, sem qualquer punição ou justa explicação. E a União alardeia que não possui recursos para pagar o justo aos aposentados que depositaram de 30 a 35 anos para terem um final de existência tranquilo. A teta dá leite para todos, menos para aqueles que JUSTAMENTE depositaram numa conta que se imaginaria seriamente administrada.
Entender o termo justiça fica difícil quando se observa que pessoas como Ibrahim Abi-Ackel, Jader Barbalho, Renan Calheiros e outros comandaram decisões importantes neste Brasil e continuam exercendo funções sem que devolvessem os recursos do povo desviados a seu bel-prazer.
Milhares de municípios cobraram dos servidores públicos ou contratados o valor destinado ao INSS durante largos anos e não depositaram essas importâncias como deveriam. Ou seja, desviaram os recursos sagrados tirados do sofrido salário dos seus funcionários. Como não repassaram aqueles valores, tornaram-se inadimplentes perante a União, diminuiram o montante ali ´gerenciado´pela República Federativa e ganharam recentemente um prêmio: podem pagar o que desviaram por largos anos, sem qualquer punição ou justa explicação. E a União alardeia que não possui recursos para pagar o justo aos aposentados que depositaram de 30 a 35 anos para terem um final de existência tranquilo. A teta dá leite para todos, menos para aqueles que JUSTAMENTE depositaram numa conta que se imaginaria seriamente administrada.
Entender o termo justiça fica difícil quando se observa que pessoas como Ibrahim Abi-Ackel, Jader Barbalho, Renan Calheiros e outros comandaram decisões importantes neste Brasil e continuam exercendo funções sem que devolvessem os recursos do povo desviados a seu bel-prazer.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Pelos semblantes
Tenho um problema muito grande: não sei blefar. E isso foi sentido quando, morando e trabalhando em Cascavel, Paraná, em jogos de poquer entre amigos, sem envolvimento de somas de dinheiro, um companheiro meu, Dimer Webber, revelou: "polaco, eu sei quando você tem carta boa ou ruim, pelos seus olhos. Basta eu olhar para você e saber que você está blefando ou tem cartas". Isso me vem quando olho fotografias de determinadas pessoas, políticas principalmente, e, pelo semblante delas, dá para registrar/imaginar o que elas, por dentro, sentem.
Vejam a foto que está publicada hoje nos jornais, o Diário Catarinense, à página 6, ´Política´, com os senadores Ideli Salvatti, Mercadante e Fernando Collor enfileirados e atrás mais um senador de sorriso aberto, um outro ao seu lado de cara de muxoxo e mais Osmar Dias de olhos para baixo, como que envergonhado. No rosto de Ideli, dá para sentir, rugas na testa, olhos estalados, mão disforme com dedo em riste, o aspecto real de ter sido traída; ao lado, Aloisio Mercadante, do seu partido, como um lorde negociador, olhos abaixados, deve ter dito/pensado: "é uma pena"; e ao lado de Mercadante, o Imperador avassalador Fernando Collor, olhar firme, quase debochado, qual ditador feliz por ter mandado para a guilhotina (aqui, sem cordas, machados e sem cadafalsos físicos) os seus eternos desafetos, não importa se estavam ali na época em que ele foi defenestrado pelas maluquices presidenciais.
No jornalismo crítico e realista, essa foto nem precisaria de legenda para mostrar em que ponto estamos na política brasileira. Um mercado livre e aberto, pouco importando a ética, a representatividade popular, o cumprimento aos preceitos constitucionais. Os historiadores brasileiros devem estar rubros de raiva ao tentarem registrar os fatos e os feitos deste pobre Brasil que ainda vive nos tempos dos coronéis, amarrado num quadro político-partidário injusto, distribuindo favores e louvores inconsequentes. Pena, muita pena.
Vejam a foto que está publicada hoje nos jornais, o Diário Catarinense, à página 6, ´Política´, com os senadores Ideli Salvatti, Mercadante e Fernando Collor enfileirados e atrás mais um senador de sorriso aberto, um outro ao seu lado de cara de muxoxo e mais Osmar Dias de olhos para baixo, como que envergonhado. No rosto de Ideli, dá para sentir, rugas na testa, olhos estalados, mão disforme com dedo em riste, o aspecto real de ter sido traída; ao lado, Aloisio Mercadante, do seu partido, como um lorde negociador, olhos abaixados, deve ter dito/pensado: "é uma pena"; e ao lado de Mercadante, o Imperador avassalador Fernando Collor, olhar firme, quase debochado, qual ditador feliz por ter mandado para a guilhotina (aqui, sem cordas, machados e sem cadafalsos físicos) os seus eternos desafetos, não importa se estavam ali na época em que ele foi defenestrado pelas maluquices presidenciais.
No jornalismo crítico e realista, essa foto nem precisaria de legenda para mostrar em que ponto estamos na política brasileira. Um mercado livre e aberto, pouco importando a ética, a representatividade popular, o cumprimento aos preceitos constitucionais. Os historiadores brasileiros devem estar rubros de raiva ao tentarem registrar os fatos e os feitos deste pobre Brasil que ainda vive nos tempos dos coronéis, amarrado num quadro político-partidário injusto, distribuindo favores e louvores inconsequentes. Pena, muita pena.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Verdadeiro Trem da Alegria, com o erário público
O que mais indigna o cidadão comum é que as aposentadorias normalmente são concedidas proporcionalmente à sua contribuição: por que os deputados não criam um fundo de aposentadoria com base ao tempo e ao valor de suas próprias contribuições, ao largo dos seus mandatos? Há deputado com mais de 20 anos de atividades. Será que pública emborca a sensibilidade dos que representam parcelas da população? Ou atacam o erário público sem ficar vermelhos de vergonha? Dizer-se impotente para reagir ou agir com dignidade e honestidade é falta de capacidade representativa. Tomara que o povo não esqueçca desses atuais deputados na próxima eleição.
Ora, isso não é de ninguém!
Falta da escolaridade, inexistência de valores em muitas famílias e até na escola hoje em sucateamento generalizado, maus exemplos das autoridades com a coisa pública parecem que incutem no cidadão comum o raciocínio de que qualquer bem, móvel ou imóvel, não é de ninguém, ganha quem chega antes.
Estarrecedores os registros televisivos desta terça-feira, dia 16 de dezembro, ao serem constatados desvios, na verdade roubos, de produtos doados pelos brasileiros para os flagelados das enchentes catarinenses. Gente jovem, voluntária ou por dever de serviço, aproveita-se e se apropria daquilo que não é seu, daquilo que se destina a quem realmente sofreu e sofre com a falta de ação governamental na prevenção de situações de risco que por vezes é previsível.
Triste é viver numa terra onde todos, de cima para baixo ou de baixo para cima, usam a malfadada Lei de Gerson, “levar vantagem em tudo, certo?” Se um soldado, ainda jovem começando a vida e recebendo instruções cívicas nos quartéis e nos pátios sobre ordem e progresso, acha que as doações do povo brasileiro não são de ninguém, imagine-se o que acontece na vida de quem recebe delegação de representatividade popular nos demais escalões das autoridades brasileiras...
Bondade e solidariedade, pelo visto, não são de ninguém.
Estarrecedores os registros televisivos desta terça-feira, dia 16 de dezembro, ao serem constatados desvios, na verdade roubos, de produtos doados pelos brasileiros para os flagelados das enchentes catarinenses. Gente jovem, voluntária ou por dever de serviço, aproveita-se e se apropria daquilo que não é seu, daquilo que se destina a quem realmente sofreu e sofre com a falta de ação governamental na prevenção de situações de risco que por vezes é previsível.
Triste é viver numa terra onde todos, de cima para baixo ou de baixo para cima, usam a malfadada Lei de Gerson, “levar vantagem em tudo, certo?” Se um soldado, ainda jovem começando a vida e recebendo instruções cívicas nos quartéis e nos pátios sobre ordem e progresso, acha que as doações do povo brasileiro não são de ninguém, imagine-se o que acontece na vida de quem recebe delegação de representatividade popular nos demais escalões das autoridades brasileiras...
Bondade e solidariedade, pelo visto, não são de ninguém.
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