Parece ser um material para uma ilusória coluna do Livre Pensar. Mas, diante de tanta coisa que a gente sabe que existe e que não sabemos como funciona, será mesmo que estamos vivendo numa República? Senão, vejamos:
1. A indústria do lixo em qualquer cidade é um grande negócio para uns, comandado por alguns sem que se saiba qual o verdadeiro volume de recursos manipulados. Alguém poderia nos dizer qual é mesmo o balanço do trabalho de recolher o lixo e depositar e quanto isso rende para o Município ou quanto o Município gasta com isso? Sabe-se que são feitas licitações, que determinados grupos de empresas assumem as atividades mas não se tem prestação de contas, abertas, para o que distinto público, viseirado contribuinte, saiba de valores. Se é um grande negócio? Ora, se é. Por isso e outras coisas que as licitações são feitas, anunciadas, registradas e contestadas. Grande$ intere$$e$, grande$ negócio$.
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2. Sabe o pobre mortal, contribuinte e pagador quase até pelo ar que respira, qual o volume de dinheiro em caixa nos Tribunais e nos cartórios? Poucos são os privilegiados que conhecem isso. A gente até pode imaginar que existem leis e decretos estabelecendo os procedimentos judiciais, mas não há publicação nos diários oficiais e muito menos nos veículos de comunicação que poderiam e deveriam difundir as coisas à luz das coisas republicanas...
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3. E transporte coletivo nessas plagas brasileiras? Imaginemos que a coisa é pública, ela é, de fato, legalizada, mas é coisa pública concedida para quem gosta de lucros, em nome do povo, seu patrã. Os governos não conseguem administrar diretamente e, assim, delegam essas tarefas para quem se sinta competente. Fazem as concessões. Formam-se empresas, ou grupos de empresas e, claro, os donos das empresas formam um pool e distribuem entre si o trabalho. Sabemos nós quanto que arrecadam e quanto que repassam aos munícipes, através dos Executivos? Os diligentes e sempre atentos vereadores e as vereadoras sabem qual é o balanço diário, semanal ou mensal dessas concessões? Duvido, mas que é um grande negócio, i$$o é...
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4. O volume que se arrecada com os impostos pelo uso de automóveis, sabemos qual o montante e onde é aplicado? Há leis e decretos regulamentando tudo isso, que deve haver prestação de contas, mas apenas ao Tribunal da União? E o povo desta República, conhece os montantes arrecadados e usados?
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5. Enfim, este livre pensar instiga a gente a cuidar mais do nosso bolso. Usar o menos possível as coisas vistas como públicas. Pois, se pagamos pelo serviço, precisaríamos conhecer os destinos das nossas contribuições...
Este blog ousa querer aumentar o conhecimento, registrando pensamentos, experiências, vivências, trocas. Afinal, são quase 50 anos buscando errar menos, acertar mais, ajeitar formas para entender e ampliar horizontes, ocupar os espaços, ser útil, fazer acontecer. E ter em mente que os próximos segundos, minutos, horas e dias serão bem melhores. Aceita-se todo tipo de ajuda, desde que tenha e ofereça otimismo. É a nossa declaração de princípios.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Cidadãos de pedra e de gaiolas
Vou ser avaliado como uma pessoa diferente, por alguns, e doido, por outros. Mas, o que as pessoas da cidade sabem da natureza? Quase nada. As cidades vão crescendo porque as pessoas saem dos sítios, de suas casas com jardins e quintais e passam a morar em apartamentos. Eles, os adultos, até que se lembram do que é grama, árvore, insetos, bichinhos, mas os filhos e os netos nada sabem sobre isso.
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Ver brotar uma flor, uma semente germinando, surgindo o tronco, criando folhas. Saber o que é um formigueiro, um enxame de abelhas, besouros, andorinhas, saracuras, tucano, gavião, um ninho de pássaros, como as galinhas botam, como e porque os galos cantam, gansos, patos, animais como capivaras, jaguatirica, lagartos, etc. Isso tudo, para a maioria absoluta de crianças que moram em gaiolas urbanas, existe mas é perigoso, segundo pais zelosos que transformam seus filhos e netos em seres de pedra e do asfalto.
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Vai longe o tempo em que nós, crianças, tínhamos aulas práticas de como fazer uma horta, como semear alface, repolho, cenoura, beterraba, plantar batata doce, batata inglesa, ver uma lavoura de milho, de trigo ou centeio, participar das colheitas, ver como os adultos de então se reuniam para colherem comunitariamente os seus trigais, milharais, etc. Como colher manualmente era difícil e demorado, o governo fornecia colheitadeiras e, ali, alternamente na casa dos produtores, os vizinhos se juntavam nos chamados pixerões (mutirões de hoje) e faziam a colheita do trabalho individual.
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Quanto tempo levaria para que os novos cidadãos conheçam o que realmente é a natureza? Ouvem falar do meio ambiente e nem se ordenam para diminuir o lixo que produzem todo dia em sua casa, nas ruas, no trabalho. Brigam pela internet pela preservação do meio ambiente sem ao menos saber quantos produtos químicos são jogados diariamente em alimentos que ingerem. Ficam teorizando coisas sem ir à fonte das coisas.
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Que pena estarmos vivendo momentos em que as crianças nada sabem e pouco saberão sobre o mundo em que vivem. Das suas gaiolas de pedra, contemplam um mundo bem restrito, como restrita será a sua convivência com o natural, o simples.
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Ver brotar uma flor, uma semente germinando, surgindo o tronco, criando folhas. Saber o que é um formigueiro, um enxame de abelhas, besouros, andorinhas, saracuras, tucano, gavião, um ninho de pássaros, como as galinhas botam, como e porque os galos cantam, gansos, patos, animais como capivaras, jaguatirica, lagartos, etc. Isso tudo, para a maioria absoluta de crianças que moram em gaiolas urbanas, existe mas é perigoso, segundo pais zelosos que transformam seus filhos e netos em seres de pedra e do asfalto.
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Vai longe o tempo em que nós, crianças, tínhamos aulas práticas de como fazer uma horta, como semear alface, repolho, cenoura, beterraba, plantar batata doce, batata inglesa, ver uma lavoura de milho, de trigo ou centeio, participar das colheitas, ver como os adultos de então se reuniam para colherem comunitariamente os seus trigais, milharais, etc. Como colher manualmente era difícil e demorado, o governo fornecia colheitadeiras e, ali, alternamente na casa dos produtores, os vizinhos se juntavam nos chamados pixerões (mutirões de hoje) e faziam a colheita do trabalho individual.
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Quanto tempo levaria para que os novos cidadãos conheçam o que realmente é a natureza? Ouvem falar do meio ambiente e nem se ordenam para diminuir o lixo que produzem todo dia em sua casa, nas ruas, no trabalho. Brigam pela internet pela preservação do meio ambiente sem ao menos saber quantos produtos químicos são jogados diariamente em alimentos que ingerem. Ficam teorizando coisas sem ir à fonte das coisas.
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Que pena estarmos vivendo momentos em que as crianças nada sabem e pouco saberão sobre o mundo em que vivem. Das suas gaiolas de pedra, contemplam um mundo bem restrito, como restrita será a sua convivência com o natural, o simples.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Cantinho Métio (II)
Sempre ruim em matemática, a ponto de não conseguir pontuação para exame de admissão em ginásio, ali pelo final da década de 50, em duas vezes, eis que meus pais resolveram me mandar para o Seminário Menor São Vicente de Paulo, em Araucária, internando-me ali por dois anos. Foram dois anos diferentes, muito estudo, muita disciplina, com um aprendizado nunca esquecido.
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Padres em sua maioria nascidos e vindos da Polônia, exigentes, deram-nos aulas e castigos por falhas e faltas, mas o que foi assimilado serviu para as andanças posteriores. A maioria dos alunos era formada por filhos de colonos, majoritariamente de descendência polonesa. Sabem lá o que é ter aulas no primeiro ano de ginásio e aprender cinco línguas? Português, claro, mais inglês, francês, latim e polonês. Ter aulas ginasiais com história do Brasil e história geral, geografia completa.
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Nomes de professores que marcaram: José Damek, José Zajac, Domingos Wisniewski (que chegou a bispo), Pawel Paszyna. Eram aulas pela manhã inteira e a tarde dedicada a estudos num enorme salão onde estavam mais de 120 seminaristas. Havia cinco séries, o pré-ginasial e as demais quatro ginasiais. Os mais velhos e de classes avançadas ficavam na parte dos fundos, havia um monitor geral. E não havia jeito de enganar, tinha que estudar.
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Claro que continuei com dificuldades em matemática, passando sempre raspando, mas o português foi assimilado de tal forma que da terceira série em diante, até os bancos iniciais da universidade, nunca precisei de grande esforço na escrita. Posso dizer que, graças ao tempo de Seminário e das aulas de português, leitura, virgulação, composição de textos, ganhei uma profissão como escriba. E foi um pulo, aos 16-17 anos, para as redações de jornais. O primeiro emprego, como repórter, foi a Ultima Hora, em 1962, quando completei 18 anos.
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Há muita coisa para relembrar do Seminário. Darei uma rememorada em breve, com mais curiosidades. E peripécias de jovem, filho de ferreiro e de costureira, nos bancos escolares e fora deles. Há coisas que acho podem aguçar os amigos que nos visitam.
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Padres em sua maioria nascidos e vindos da Polônia, exigentes, deram-nos aulas e castigos por falhas e faltas, mas o que foi assimilado serviu para as andanças posteriores. A maioria dos alunos era formada por filhos de colonos, majoritariamente de descendência polonesa. Sabem lá o que é ter aulas no primeiro ano de ginásio e aprender cinco línguas? Português, claro, mais inglês, francês, latim e polonês. Ter aulas ginasiais com história do Brasil e história geral, geografia completa.
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Nomes de professores que marcaram: José Damek, José Zajac, Domingos Wisniewski (que chegou a bispo), Pawel Paszyna. Eram aulas pela manhã inteira e a tarde dedicada a estudos num enorme salão onde estavam mais de 120 seminaristas. Havia cinco séries, o pré-ginasial e as demais quatro ginasiais. Os mais velhos e de classes avançadas ficavam na parte dos fundos, havia um monitor geral. E não havia jeito de enganar, tinha que estudar.
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Claro que continuei com dificuldades em matemática, passando sempre raspando, mas o português foi assimilado de tal forma que da terceira série em diante, até os bancos iniciais da universidade, nunca precisei de grande esforço na escrita. Posso dizer que, graças ao tempo de Seminário e das aulas de português, leitura, virgulação, composição de textos, ganhei uma profissão como escriba. E foi um pulo, aos 16-17 anos, para as redações de jornais. O primeiro emprego, como repórter, foi a Ultima Hora, em 1962, quando completei 18 anos.
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Há muita coisa para relembrar do Seminário. Darei uma rememorada em breve, com mais curiosidades. E peripécias de jovem, filho de ferreiro e de costureira, nos bancos escolares e fora deles. Há coisas que acho podem aguçar os amigos que nos visitam.
Questões de responsabilidade....
Quando alguém é eleito, precisa cumprir com suas tarefas, certo? Quando um nomeado pelo eleito exerce suas atividades, estará fazendo tudo em nome de quem assinou a portaria, certo? Se você acha que isso é normal e acontece, assim, está redondamente enganado.
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Vejamos: um vereador, deputado ou senador escolhe sua assessoria, tem verbas para isso, faz uma seleção ou pega seus cabos eleitorais e envia o documento para a mesa diretora do Legislativo, para os procedimentos legais de praxe. Claramente, ele, o indicador, é o responsável pela escolha, pela nomeação. Se este nomeado dá expediente, se é mulher dele ou filho, ou neto, se tem qualificações, isso pouco importa. O nomeador é o responsável.
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O mesmo poderia ser visto quando um prefeito, um governador ou um presidente nomeia seus auxiliares, secretários municipais, estaduais ou ministros. Quem nomeia deve ser o responsável pelas escolhas.
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Mas, se esses auxiliares atuam mal e continuam nos cargos, algo estaria errado no conceito da moralidade, do justo e do certo, por estarem agindo em nome da vontade popular, do povo, o contribuinte e o pagante. Não seria certo punir aquele que assinou a nomeação? Afinal, se foi eleito por vontade de uma maioria e se escolheu sua força auxiliar para cumprir com seus compromissos públicos, nada mais justo e certo que qualquer ato irregular recaia em sua ilustre pessoa.
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Infelizmente, neste Brasil dos bananas isso não acontece. Descobrem-se grandes desvios, grandes falcatruas e a culpa fica com o porteiro do prédio, o caseiro, o garçom. Grandes rombos continuam abertos ou são fechados pelo compradio, por decurso de prazo e assim vai o nosso mundo desfiladeiro abaixo.
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Busca-se gente que nos represente bem, ao nosso nível de educação, de respeito, de moral, de ética e de justiça. Mas a conjugação disso tudo por vezes revolve nosso interior e não há 'engov' que resolva...
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Vejamos: um vereador, deputado ou senador escolhe sua assessoria, tem verbas para isso, faz uma seleção ou pega seus cabos eleitorais e envia o documento para a mesa diretora do Legislativo, para os procedimentos legais de praxe. Claramente, ele, o indicador, é o responsável pela escolha, pela nomeação. Se este nomeado dá expediente, se é mulher dele ou filho, ou neto, se tem qualificações, isso pouco importa. O nomeador é o responsável.
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O mesmo poderia ser visto quando um prefeito, um governador ou um presidente nomeia seus auxiliares, secretários municipais, estaduais ou ministros. Quem nomeia deve ser o responsável pelas escolhas.
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Mas, se esses auxiliares atuam mal e continuam nos cargos, algo estaria errado no conceito da moralidade, do justo e do certo, por estarem agindo em nome da vontade popular, do povo, o contribuinte e o pagante. Não seria certo punir aquele que assinou a nomeação? Afinal, se foi eleito por vontade de uma maioria e se escolheu sua força auxiliar para cumprir com seus compromissos públicos, nada mais justo e certo que qualquer ato irregular recaia em sua ilustre pessoa.
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Infelizmente, neste Brasil dos bananas isso não acontece. Descobrem-se grandes desvios, grandes falcatruas e a culpa fica com o porteiro do prédio, o caseiro, o garçom. Grandes rombos continuam abertos ou são fechados pelo compradio, por decurso de prazo e assim vai o nosso mundo desfiladeiro abaixo.
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Busca-se gente que nos represente bem, ao nosso nível de educação, de respeito, de moral, de ética e de justiça. Mas a conjugação disso tudo por vezes revolve nosso interior e não há 'engov' que resolva...
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Se lá tem, por quê aqui não vai ter?
“Até no Vaticano tem corrupção”, diz ex-presidente da Funasa
Após auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) apontar um desvio dos cofres da Funasa de R$ 500 milhões em quatro anos o ex-gestor do órgão, o deputado eleito Danilo Forte (PMDB-CE), justificou e disse que “até no Vaticano tem corrupção”. De acordo com reportagem da Folha, além da justificativa, Forte atribuiu os desvios às gestões anteriores e disse que reduziu a incidência de corrupção no órgão. “Não posso assegurar que acabou a corrupção na Funasa. Não sou maluco. Mas as torneiras, que eram escancaradas, foram fechadas numa proporção e numa velocidade muito grandes”.
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Este texto é do site da revista Época e o meu triste comentário seria apenas com estas duas palavras: então, tá.
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Imaginemos que houvesse uma lei em que qualquer executivo, político ou não, se tivesse que ser responsabilizado pelos atos durante sua gestão ou mandato durante vinte ou trinbta anos, ele realmente quereria aquela função? Muitos, conscientes de suas missões, talvez aceitassem os cargos e encargos mas dificilmente tomariam medidas que soubessem não serem adequadas e que, lá na frente, teria que responder por elas.
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Agora, com tantos usuários da Lei de Gerson brigando por cargos públicos, fazendo chantagens partidárias inclusive, difícil aceitar argumentos como os dados pelo político Danilo Forte, antes mesmo de assumir seu mandato. Até quando vamos aceitar, passivamente, esses enganadores!?????
Após auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) apontar um desvio dos cofres da Funasa de R$ 500 milhões em quatro anos o ex-gestor do órgão, o deputado eleito Danilo Forte (PMDB-CE), justificou e disse que “até no Vaticano tem corrupção”. De acordo com reportagem da Folha, além da justificativa, Forte atribuiu os desvios às gestões anteriores e disse que reduziu a incidência de corrupção no órgão. “Não posso assegurar que acabou a corrupção na Funasa. Não sou maluco. Mas as torneiras, que eram escancaradas, foram fechadas numa proporção e numa velocidade muito grandes”.
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Este texto é do site da revista Época e o meu triste comentário seria apenas com estas duas palavras: então, tá.
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Imaginemos que houvesse uma lei em que qualquer executivo, político ou não, se tivesse que ser responsabilizado pelos atos durante sua gestão ou mandato durante vinte ou trinbta anos, ele realmente quereria aquela função? Muitos, conscientes de suas missões, talvez aceitassem os cargos e encargos mas dificilmente tomariam medidas que soubessem não serem adequadas e que, lá na frente, teria que responder por elas.
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Agora, com tantos usuários da Lei de Gerson brigando por cargos públicos, fazendo chantagens partidárias inclusive, difícil aceitar argumentos como os dados pelo político Danilo Forte, antes mesmo de assumir seu mandato. Até quando vamos aceitar, passivamente, esses enganadores!?????
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
O caráter pode ser avaliado, sim
Num certo momento você percebe uma mudança no comportamento de um conhecido, de um amigo e até de um parente. Começa a pensar e imaginar quais são ou foram os reais motivos desse novo jeito da pessoa. E chega rapidamente a receber as explicações quando soube que essa pessoa recebeu algum poder maior, virou síndico, ganhou um certo dinheiro a mais ou mesmo passou a ter melhores condições de vida, em termos patrimoniais, financeiros principalmente ou um mero cargo em que patrão ou seus sócios lhe deram algum comando, alguma presidência, alguma chefia.
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Alguém já escreveu a seguinte frase: para conhecer o caráter de uma pessoa, basta lhe dar o poder. Haveria alguma verdade nisso? Para quem não se preocupa com essas coisas, pouco importa. Mas, se você começar a botar a memória em dia e tentar fazer uma viagem ao seu passado, em inúmeras circuntâncias da vida, particular ou profissionalmente, vai confirmar que a frase está certíssima. Basta ver quem mexe com dinheiro, caixas de banco, de lojas, diretores ou chefes de tesourarias, eis que a maioria, quando conversa com alguém, já demonstra que acha que tem mais poder no ambiente.
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Quando candidatos a cargos públicos, mesmo com tempo pequeno de mandato pela frente, os aspirantes atuam humildes, afagam as pessoas, abraçam todos, dão beijinhos nas faces das pessoas que aparecem aos encontros, às reuniões, aos comícios (hoje em dia raros, pelo custo e pela falta de motivação popular, a não ser que haja shows). Sorrisos largos e constantes, riem de piadas fúteis, apertam as mãos de todos, continuam abraçando. Depois, se eleitos, busquemos os ditos para ver se estão se lembrando do que prometeram, do que anunciaram. O poder já lhe subiu na cabeça e o jeito é preparar o caminho para a reeleição, quando novamente voltam a atuar no palco das promessas infindáveis e irrealizáveis. Essas pessoas, em sua maioria, têm caráter positivo ou negativo? Não interessa se é mau ou bom, mas dá para avaliar em que nível está o seu caráter.
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Seria até divertido se houvesse uma fichinha anotando os comportamentos das pessoas para definir se ela tem bom caráter, servindo até como subsídio para ser incluída no cadastro, digamos, da recente Lei da Ficha Limpa. Mas daí iriam nos chamar de doidos pela ideia...
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Alguém já escreveu a seguinte frase: para conhecer o caráter de uma pessoa, basta lhe dar o poder. Haveria alguma verdade nisso? Para quem não se preocupa com essas coisas, pouco importa. Mas, se você começar a botar a memória em dia e tentar fazer uma viagem ao seu passado, em inúmeras circuntâncias da vida, particular ou profissionalmente, vai confirmar que a frase está certíssima. Basta ver quem mexe com dinheiro, caixas de banco, de lojas, diretores ou chefes de tesourarias, eis que a maioria, quando conversa com alguém, já demonstra que acha que tem mais poder no ambiente.
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Quando candidatos a cargos públicos, mesmo com tempo pequeno de mandato pela frente, os aspirantes atuam humildes, afagam as pessoas, abraçam todos, dão beijinhos nas faces das pessoas que aparecem aos encontros, às reuniões, aos comícios (hoje em dia raros, pelo custo e pela falta de motivação popular, a não ser que haja shows). Sorrisos largos e constantes, riem de piadas fúteis, apertam as mãos de todos, continuam abraçando. Depois, se eleitos, busquemos os ditos para ver se estão se lembrando do que prometeram, do que anunciaram. O poder já lhe subiu na cabeça e o jeito é preparar o caminho para a reeleição, quando novamente voltam a atuar no palco das promessas infindáveis e irrealizáveis. Essas pessoas, em sua maioria, têm caráter positivo ou negativo? Não interessa se é mau ou bom, mas dá para avaliar em que nível está o seu caráter.
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Seria até divertido se houvesse uma fichinha anotando os comportamentos das pessoas para definir se ela tem bom caráter, servindo até como subsídio para ser incluída no cadastro, digamos, da recente Lei da Ficha Limpa. Mas daí iriam nos chamar de doidos pela ideia...
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Cantinho Métio (I)
Você poderia imaginar chegar numa sala de aula, no curso primário, aos 8 anos e meio e, quando a professora fazia a chamada, um aluno não respondia? Pois isso ocorreu no Grupo Escolar Presidente Pedrosa, na atual Av. República Argentina, em Curitiba, bem no início da Rua Morretes. Era provavelmente fevereiro ou março de 1952 e a professora Ester queria saber onde estava ou se estava ali um tal de aluno com o nome Miecislau! Acanhado, descalço, com um uniforme branco que a mãe Anna costurou, eis que o menino Métio estava sabendo que seu nome mesmo era Miecislau!!!! Explico: em polonês, o diminutivo carinhoso para Miecislau era Mieciu e, para entender no português, Métio ficou encalacrado. Até hoje encontro velhos e antigos amigos que se lembram desse apelido.
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Segundo explicaram amigos estudiosos sobre nomes poloneses, Miecislau foi a tradução dada no Brasil para o nome do primeiro rei cristão da Polônia, Mieszko I. Na linguagem original, o nome era Rei Mieczyslaw I, com o L cortado, que se pronuncia u. Estas explicações pude obter bem mais tarde, quando ingressei em seminário dos padres vicentinos, em Araucária. Segundo meus familiares, o nome tinha sido escolhido pelos meus pais, mas com grande torcida do avô José Gembaroski, em Thomás Coelho, Araucária, onde nasci. Dizem até que o avô, tão entusiasmado com o nascimento de mais um neto, foi quem fez o registro e nem se lembrou do dia real do nascimento, 27 de junho, e colocou no registro dia 25 de julho... Pelo que sei, foi ele quem foi ao cartório em Araucária e fez o registro.
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Prometo acionar a memória na sequência, lembrando o que fazia o garoto Métio nos seus primeiros tempos.
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Segundo explicaram amigos estudiosos sobre nomes poloneses, Miecislau foi a tradução dada no Brasil para o nome do primeiro rei cristão da Polônia, Mieszko I. Na linguagem original, o nome era Rei Mieczyslaw I, com o L cortado, que se pronuncia u. Estas explicações pude obter bem mais tarde, quando ingressei em seminário dos padres vicentinos, em Araucária. Segundo meus familiares, o nome tinha sido escolhido pelos meus pais, mas com grande torcida do avô José Gembaroski, em Thomás Coelho, Araucária, onde nasci. Dizem até que o avô, tão entusiasmado com o nascimento de mais um neto, foi quem fez o registro e nem se lembrou do dia real do nascimento, 27 de junho, e colocou no registro dia 25 de julho... Pelo que sei, foi ele quem foi ao cartório em Araucária e fez o registro.
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Prometo acionar a memória na sequência, lembrando o que fazia o garoto Métio nos seus primeiros tempos.
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