Uma carroça em plena avenida Getulio Vargas em Lages, puxada a cavalo, tinha uma placa na parte traseira: Eu vou com Deus e volto com Deus. Perguntei ao carroceiro se ele acreditava em Deus e ele respondeu que sim, mas o nome do cavalo era Deus....
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De repente, diante de uma loja, eis que um sujeito já de meia idade, acima de meia, com 80% da cabeça sem cabelo, ergue o braço e tenta se pentear. Coisa non sense...
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E aquela rádio de São Joaquim, Nevasca, larga um anúncio de um mercado dizendo que ali estavam promovendo uma grande promoção....
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Você anda pela BR 116, logo depois da ponte que divide os Estados de SC e RS, e percebe que sete km são um caos, sem a terceira pista, ou mesmo uma extensão do asfalto no que se acha ser acostamento. Termina a concessão e se começa mais um período e nada de obra que justifique a alta taxa de pedágio. Até quando?
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Nossa Copel (Companhia Paranaense de Energia) anuncia ser uma das melhores concessionárias do Brasil, e até do mundo, no governo anterior, mas bastam umas trovoadas lá em Campo Largo para que os proprietários rurais de Araucária fiquem horas sem o benefício da luz. E nada dos pintos nascerem, sem o devido aquecimento das chocadeiras.
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Este blog ousa querer aumentar o conhecimento, registrando pensamentos, experiências, vivências, trocas. Afinal, são quase 50 anos buscando errar menos, acertar mais, ajeitar formas para entender e ampliar horizontes, ocupar os espaços, ser útil, fazer acontecer. E ter em mente que os próximos segundos, minutos, horas e dias serão bem melhores. Aceita-se todo tipo de ajuda, desde que tenha e ofereça otimismo. É a nossa declaração de princípios.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
As maravilhosas razões do ser
Vejam que coisa bonita: um companheiro de Rotary, Alceu Pagani, daqui de Lages, SC, atende há muitos anos um grupo de moradores do bairro da Penha, tem seu nome no Centro de Convivência como homenagem pelas coisas feitas, mas, mesmo assim, não para de ter ideias e planos. Resolveu fazer um programa de hortas residenciais, ou seja, cada um dos quatro bairros vizinhos, através de suas lideranças, escolhe dez residências e lança o plano de horta particular, com ajuda de acadêmicos, de especialistas, etc. O Rotary dele, Lages Coral, arregimenta forças e dará devida assistência.
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Na reunião do lançamento da ideia, foram convidados quatro presidentes de associações de bairros e apenas um apareceu. Não houve problemas: se um veio, é com esse que se inicia o plano. Vão fazer novos encontros, em breve, e escolher os que querem aderir, se dez na Penha ou mais dez ou vinte nos bairros vizinhos, não importa, a ideia foi lançada e será executada. Com isso, implantado o programa dentro das técnicas necessárias, cada morador terá a sua horta e, na certa, no decorrer do tempo, até os vizinhos dos vizinhos vão aderir, pelo visual ou mesmo por querem acompanhar uma coisa espetacular.
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Todos os presentes ao encontro vibraram com o clima criado e com o entusiasmo dos idealizadores e dos receptores do plano. O que faz com que uma pessoa busque modificar o mundo ao seu redor? Que estranho esse jeito de liderar que propicia benefícios a quem está ali, na sua casa, assistindo televisão, passando o tempo e deixando espaços no seu quintal sem qualquer utilidade? Ou apenas tendo um espaço para gatos e cães? Alguém tem que agir para melhorar o grande mundo que esta à nossa volta, girando as horas e o tempo, esperando que o fim demore a chegar...
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Parece letra de música, mas não é. O fato é que a iniciativa de um líder, com apoio e ajuda de outros líderes, membros do Rotary Clube Lages Coral, pode transformar as coisas e mostrar que o esforço coletivo é uma das maneiras ideais de cumprir com o lema permanente dos rotarianos, o de "dar de si antes de pensar em si", fortalecendo comunidades e unindo os continentes. Temos certeza de que as sementes brotarão nas hortas residenciais dos bairros inicialmente focados, servindo de exemplo para outras comunidades. O nosso mundo é muito especial, em que o ser racionaliza coisas maravilhosas e procura trazer felicidade, além de cuidar da própria saúde alimentar.
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Na reunião do lançamento da ideia, foram convidados quatro presidentes de associações de bairros e apenas um apareceu. Não houve problemas: se um veio, é com esse que se inicia o plano. Vão fazer novos encontros, em breve, e escolher os que querem aderir, se dez na Penha ou mais dez ou vinte nos bairros vizinhos, não importa, a ideia foi lançada e será executada. Com isso, implantado o programa dentro das técnicas necessárias, cada morador terá a sua horta e, na certa, no decorrer do tempo, até os vizinhos dos vizinhos vão aderir, pelo visual ou mesmo por querem acompanhar uma coisa espetacular.
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Todos os presentes ao encontro vibraram com o clima criado e com o entusiasmo dos idealizadores e dos receptores do plano. O que faz com que uma pessoa busque modificar o mundo ao seu redor? Que estranho esse jeito de liderar que propicia benefícios a quem está ali, na sua casa, assistindo televisão, passando o tempo e deixando espaços no seu quintal sem qualquer utilidade? Ou apenas tendo um espaço para gatos e cães? Alguém tem que agir para melhorar o grande mundo que esta à nossa volta, girando as horas e o tempo, esperando que o fim demore a chegar...
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Parece letra de música, mas não é. O fato é que a iniciativa de um líder, com apoio e ajuda de outros líderes, membros do Rotary Clube Lages Coral, pode transformar as coisas e mostrar que o esforço coletivo é uma das maneiras ideais de cumprir com o lema permanente dos rotarianos, o de "dar de si antes de pensar em si", fortalecendo comunidades e unindo os continentes. Temos certeza de que as sementes brotarão nas hortas residenciais dos bairros inicialmente focados, servindo de exemplo para outras comunidades. O nosso mundo é muito especial, em que o ser racionaliza coisas maravilhosas e procura trazer felicidade, além de cuidar da própria saúde alimentar.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Estamos preparados para enchentes e enxurradas?
Lembro bem dos tempos em que trabalhava no Edifício Demeterco, ali na Dr. Murici, em Curitiba, num dos andares ocupados pela Assessoria de Relações Públicas da Copel, quando, por muitas vezes ficávamos ilhados no prédio pelo lago de quase um metro de altura formado pela chuvarada que caia e suas águas não escoavam pelos bueiros. Muitos chegavam a usar barcos para transitarem por ali e até alguns cobraram o salvamento com pequeno pedágio. Era hilário de um lado e triste de outro. Só depois que a administração municipal aumentou a canalização que isso acabou.
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O indagar "estamos preparados para as enchentes e enxurradas" puxa esse artigo. As pessoas estavam durante algumas décadas apenas preocupadas com o aquecimento global, que o mundo está derretendo, que estamos longe das adversidades climáticas e, de repente, como que de um nada, surgem os deslizamentos de morros e encostas, as cidades têm árvores derrubadas, carros amassados e pessoas morrendo ou se ferindo porque exatamente naquele lugar e naquele instante estavam ali, diante do problema, da enxurrada, das águas levando tudo e todos. O que fazer diante do imprevisível? Mas, seria realmente imprevisível?
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Vamos incursionar nos motivos que nos levaram ou nos levam a isso. As cidades vão inchando, chegam levas de pessoas que ocupam os espaços, não importa se no morro, à beira dos rios ou mesmo nas baixadas. Erguem suas moradas normalmente sem autorização dos Executivos municipais e ali passam a viver, ou tentar viver. Ninguém lhes deu orientação a respeito de possíveis problemas em morarem ali, a responsabilidade social das empresas de energia elétrica e de água obriga-as a levar o benefício mínimo, o de dispor de conforto e higiene. Esgotos?, nem pensar! Bueiros adequados?, ora bolas, para quê? Serviço público que direcione ou escoe adequadamente as águas que chegam e correm pelas suas ruas?, isso ninguém imagina!
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Elegemos pessoas para cuidar das coisas públicas e elas se acomodam nas cadeiras do poder e da politicagem e o povo que se lixe. Aliás, o lixo consequente da vida dita moderna (se é que a vida urbana pode ser chamada de moderna, inovadora) é também um dos motivos pelas águas anuais que assolam a nossa paciência e o nosso sentido crédulo naqueles que nos deveriam representar e agir em nosso nome.
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A pergunta é essa: estamos preparados para enfrentar as enxurradas e as chuvaradas? Pensemos nisso quando encontrarmos os prefeitos, os vereadores e os deputados, para não falar nos nobres senadores. Ou quando formos cobrar plataformas de governos, durante as suas campanhas.
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O indagar "estamos preparados para as enchentes e enxurradas" puxa esse artigo. As pessoas estavam durante algumas décadas apenas preocupadas com o aquecimento global, que o mundo está derretendo, que estamos longe das adversidades climáticas e, de repente, como que de um nada, surgem os deslizamentos de morros e encostas, as cidades têm árvores derrubadas, carros amassados e pessoas morrendo ou se ferindo porque exatamente naquele lugar e naquele instante estavam ali, diante do problema, da enxurrada, das águas levando tudo e todos. O que fazer diante do imprevisível? Mas, seria realmente imprevisível?
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Vamos incursionar nos motivos que nos levaram ou nos levam a isso. As cidades vão inchando, chegam levas de pessoas que ocupam os espaços, não importa se no morro, à beira dos rios ou mesmo nas baixadas. Erguem suas moradas normalmente sem autorização dos Executivos municipais e ali passam a viver, ou tentar viver. Ninguém lhes deu orientação a respeito de possíveis problemas em morarem ali, a responsabilidade social das empresas de energia elétrica e de água obriga-as a levar o benefício mínimo, o de dispor de conforto e higiene. Esgotos?, nem pensar! Bueiros adequados?, ora bolas, para quê? Serviço público que direcione ou escoe adequadamente as águas que chegam e correm pelas suas ruas?, isso ninguém imagina!
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Elegemos pessoas para cuidar das coisas públicas e elas se acomodam nas cadeiras do poder e da politicagem e o povo que se lixe. Aliás, o lixo consequente da vida dita moderna (se é que a vida urbana pode ser chamada de moderna, inovadora) é também um dos motivos pelas águas anuais que assolam a nossa paciência e o nosso sentido crédulo naqueles que nos deveriam representar e agir em nosso nome.
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A pergunta é essa: estamos preparados para enfrentar as enxurradas e as chuvaradas? Pensemos nisso quando encontrarmos os prefeitos, os vereadores e os deputados, para não falar nos nobres senadores. Ou quando formos cobrar plataformas de governos, durante as suas campanhas.
Estamos ficando cegos, mudos e passivos?
Quando uma pessoa fere a ética e as normas de cidadania, abre buracos nos relacionamentos e continua fazendo o mesmo, acreditando naquilo que transgrediu e transgride, não seria avaliada como cega, que não vê o que a cerca? Tenho muitos conhecidos assim, e não posso os considerar amigos.
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Quando você discute, chega a ficar irritante até para si, busca motivos fúteis para justificar a sua posição, isso também não seria cegueira? Conheço muitas pessoas que sabem que estão erradas, seus atos não trazem pacificação e não trazem benefícios para os outros, e nem para si.
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Façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço, essa é uma frase que mostra a cegueira de comportamento atual de muitas pessoas. Quantos de nós pertencemos a organizações que têm normas de comportamento e motivações, pagamos mensalidades para ficarmos ali e, paradoxalmente, só as aplicamos em nosso egoista interesse? Quando é para os demais, com justiça, a gente fica cega e, por vezes, muda.
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Quando você discute, chega a ficar irritante até para si, busca motivos fúteis para justificar a sua posição, isso também não seria cegueira? Conheço muitas pessoas que sabem que estão erradas, seus atos não trazem pacificação e não trazem benefícios para os outros, e nem para si.
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Façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço, essa é uma frase que mostra a cegueira de comportamento atual de muitas pessoas. Quantos de nós pertencemos a organizações que têm normas de comportamento e motivações, pagamos mensalidades para ficarmos ali e, paradoxalmente, só as aplicamos em nosso egoista interesse? Quando é para os demais, com justiça, a gente fica cega e, por vezes, muda.
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Ora, isso tem pouca importância!!!!
Foi o que pude deduzir na reunião que debatia e tentava aprovar o primeiro regimento interno de um edifício na República Argentina. Quando revelei que o documento estava eivado de erros de digitação, de português, de dúbia interpretação, eis que um grupo de moradores e acompanhantes chegou a dizer, através de um membro, que isso não tinha tanta importância, o importante era decidir os assuntos que interessavam naquele momento. E o grupo iniciou um barulho aprovativo. Pode isso?
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Pode ser que apresentei o assunto de uma forma muito incisiva, com tom de voz bastante crítico, que é um dos meus pecados orais em alguns dias mais atribulados, mas não dar importância ao que está e como está escrito, num documento que norteará normas e condutas num residencial vai além das inconsequências do comportamento e entendimento do que é coletivo, numa comunidade.
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O pessoal da administradora tentou justificar os erros, informando-me até que o teor do documento foi uma junção de dois regimentos internos de outros edifícios. Tudo bem, isso até é bom, pois se pega duas experiências e se aplica numa edificação nova, cuja maior parte de proprietários se constitui de jovens casais, certamente iniciando suas vidas a dois e com pouca experiência nos procedimentos dentro de um sistema de convívio condominial.
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Quando há reuniões de pessoas em que os aspectos documentais aparecem errados, são discutidos de modo impositivo e quem comanda parece mais interessado em passar as coisas para a frente, encurtando o tempo para debates, ou dizendo que isso vai ser melhorado no futuro, o meu espírito por justiça igualitária assume por vezes comportamento que mais tarde até me arrependo: brigo por coisas certas, ainda mais quando se trata de um documento que vai regrar as coisas num condomínio.
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Quando uma pessoa sai de uma casa, onde as dificuldades estavam nas divisas de paredes ou de muros com vizinhos, folhas de árvores ´sujando´ as calçadas e as calhas, grama e jardim por cuidar, ali havia um comando e um domínio apenas seu ou de seus familiares. Ao passar a morar num conjunto residencial, essa pessoa e seus familiares teriam que assumir uma nova postura, agora as coisas com vizinhos é diferente. Alguém vai ser eleito síndico, subsíndico, haverá um conselho fiscal e, em seu nome, um grupo fará a administração de sua ´nova casa´. Alguns esquecem que sua nova residência, ressalvado o interior de seu apartamento, de sua fração ideal, agora terá que funcionar em expressiva forma coletiva, onde as palavras bom senso, tolerância, paciência e espírito comunitário predominam ou devem predominar.
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Espero que as pessoas de bom senso, de visão comunitária e de cidadania tenham entendido que meus aportes no plenário foram apenas em busca de coisa certa, justa e que não tenhamos problemas futuros quando ocorrerem transgressões e conflitos na interpretação dos regulamentos. Os limites de uns começam ou terminam nos limites dos outros. Vamos apreciar ou vivenciar os efeitos de um novo laboratório de vida. Estou agora num verdadeiro clube, espero que seja socialmente interessante, patrimonialmente respeitável e valorizado e que meus 263 novos vizinhos curtam comigo e com minha mulher momentos de ordem, paz e de vizinhança educada, com as regras e os documentos no vernáculo. No mínimo, isso.
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Pode ser que apresentei o assunto de uma forma muito incisiva, com tom de voz bastante crítico, que é um dos meus pecados orais em alguns dias mais atribulados, mas não dar importância ao que está e como está escrito, num documento que norteará normas e condutas num residencial vai além das inconsequências do comportamento e entendimento do que é coletivo, numa comunidade.
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O pessoal da administradora tentou justificar os erros, informando-me até que o teor do documento foi uma junção de dois regimentos internos de outros edifícios. Tudo bem, isso até é bom, pois se pega duas experiências e se aplica numa edificação nova, cuja maior parte de proprietários se constitui de jovens casais, certamente iniciando suas vidas a dois e com pouca experiência nos procedimentos dentro de um sistema de convívio condominial.
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Quando há reuniões de pessoas em que os aspectos documentais aparecem errados, são discutidos de modo impositivo e quem comanda parece mais interessado em passar as coisas para a frente, encurtando o tempo para debates, ou dizendo que isso vai ser melhorado no futuro, o meu espírito por justiça igualitária assume por vezes comportamento que mais tarde até me arrependo: brigo por coisas certas, ainda mais quando se trata de um documento que vai regrar as coisas num condomínio.
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Quando uma pessoa sai de uma casa, onde as dificuldades estavam nas divisas de paredes ou de muros com vizinhos, folhas de árvores ´sujando´ as calçadas e as calhas, grama e jardim por cuidar, ali havia um comando e um domínio apenas seu ou de seus familiares. Ao passar a morar num conjunto residencial, essa pessoa e seus familiares teriam que assumir uma nova postura, agora as coisas com vizinhos é diferente. Alguém vai ser eleito síndico, subsíndico, haverá um conselho fiscal e, em seu nome, um grupo fará a administração de sua ´nova casa´. Alguns esquecem que sua nova residência, ressalvado o interior de seu apartamento, de sua fração ideal, agora terá que funcionar em expressiva forma coletiva, onde as palavras bom senso, tolerância, paciência e espírito comunitário predominam ou devem predominar.
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Espero que as pessoas de bom senso, de visão comunitária e de cidadania tenham entendido que meus aportes no plenário foram apenas em busca de coisa certa, justa e que não tenhamos problemas futuros quando ocorrerem transgressões e conflitos na interpretação dos regulamentos. Os limites de uns começam ou terminam nos limites dos outros. Vamos apreciar ou vivenciar os efeitos de um novo laboratório de vida. Estou agora num verdadeiro clube, espero que seja socialmente interessante, patrimonialmente respeitável e valorizado e que meus 263 novos vizinhos curtam comigo e com minha mulher momentos de ordem, paz e de vizinhança educada, com as regras e os documentos no vernáculo. No mínimo, isso.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Criar ou não novos clubes de Rotary?
Determinado nas coisas como sempre fui, tive alguns exemplos de como e porque fundar novas células da organização Rotary Internacional, ao qual pertenço desde novembro de 1979. Muito comum pessoas com liderança se acomodarem e entrarem na vala comum do dizer 'ah, isso é difícil!', 'não vai dar certo!', 'para que um novo clube?', 'já temos muitos clubes aqui', 'está tão bom o meu clube com 20, ou 25 sócios!', 'a cidade não comporta mais um clube!'.
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Com experiência no assunto 'criação de novos clubes', o observo com alguma tristeza que conjugar liderança profissional com ação se tornou nos últimos dez ou quinze anos um problema para o crescimento e a manutenção dos quadros sociais. Faltou à maioria dos administradores a propalada visão de futuro que seria, ou é, um dos mais fortes predicados para quem recebe atribuições de motivar, comandar e fazer as coisas acontecerem numa organização de propugna pela paz e compreensão entre os povos, acionando suas potencialidades de liderança exemplar, com valores éticos e morais.
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Sou favorável, sim, a criarmos novos clubes em comunidades de cinco mil habitantes para cima, ou até com menos gente, desde que haja um trabalho de base dentro dos prncípios rotários. Se existirem e acharmos pessoas realmente líderes naquilo que fazem, que se preocupam com a felicidade do próximo, que constróem o seu mundo e de outros a partir e na definição da Prova Quádrupla (1. É a verdade?; 2. É justo para todos os interessados?; 3. Criará boa vontade e melhores amizades?; 4. Será benéfico para todos os interessados?), eis a chance de se formar novo clube ali. Basta descobrir um a quatro líderes profissionais de mão cheia no local para lançar a semente do novo clube.
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Segredos de como não dar certo ou ter muitas dificuldades, pelas experiências vividas: não escolher grupos de empresários apenas, não pegar grupos de amigos e familiares apenas, não querer apenas jovens profissionais, muitas pessoas envolvidas em política partidária ou administração eleita, ou grupos de pessoas com atividades parecidas. Ensinaram-nos e deu certo que o ideal é descobrir quatro profissionais que não sejam sócios entre si, amigos em esportes ou outras atividades sociais. A partir dessa escolha e descoberta, fica mais fácil multiplicar valores no novo grupo do servir antes de pensar em si.
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Não atropelar no treinamento e nos ensinamentos, dar um certo tempo dos novos assimilarem os conceitos e os preceitos do Rotary, estes seriam os caminhos para se formar um clube forte e bem representativo nas atividades válidas dentro da comunidade. Deixar que a criança descubra por si o mundo maravilhoso do servir através do seu exemplo pessoal e profissional; que curta o seu exemplo e dos demais, em termos pessoais e profissionais. Esta pode ser a dica ideal de mostrar que existem valores a serem cultivados e aplicados nos programas em favor das comunidades.
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Tenhamos consciência das nossas potencialidades em 'dar de si antes de pensar em si' no campo de expansões externa ou interna. Devolvamos ao nosso dedicado padrinho, ou à nossa dedicada madrinha, o gesto despreendido que ele ou ela tiveram em nos escolher para integrar Rotary. Descubramos em nós a semente que pode brotar e crescer, transformando-se numa árvore frondosa e benéfica que ampare as carências cada vez maiores do nosso mundo.
SITUAÇÕES EXPERIMENTADAS
1. Cascavel Harmonia - o clube número um, o RC Cascavel, levou mais de vinte anos para ousar criar mais um clube. Era eu secretário do então presidente Arno Sagmeister e, na hora de me convidar para o cargo, disse que sim, desde que formássemos mais um clube na cidade. Ele topou e iniciamos os trabalhos, partindo de dois grandes amigos, Edimar Ulzefer e Charles Uscocovitch, companheirões que deram a largada com quatro a cinco profissionais que não eram amigos. O clube vive e trabalha muito bem até hoje, formou e forneceu, como continua fornecendo, ao Distrito 4640, líderes ativíssimos.
2. Curitiba Cidade Sorriso - Já no Distrito 4730, por iniciativa do padrinho Mário Pilotto, governador do meu tempo de presidente do Cascavel, 85/86, eis que meu segundo clube, o RC Curitiba, resolveu criar o primeiro clube café da manhã, chamavam-no de Clube do Canto do Galo. Foi formado com entusiasmo com ex-rotarianos, eu inclusive indiquei nomes, entre eles Zildo Costa e Rubens Roberto Hatitzreuter, que chegaram a presidentes mais tarde. O clube era para ser o primeiro café da manhã do Brasil, mas perdemos para o RC Brasilia Alvorada, alguns dias antes. Deu certo mais de quinze anos. Talvez por falta de renovação ou mesmo programas houve desmotivação. Fizeram grandes programas enquanto viveram Rotary, um deles o do plantio de palmitos na Serra do Mar, por muitos anos. Alguns sócios, quando foi fechado, passaram a outros clubes, outros ainda estão sem clube.
3. RC Campo Largo - Numa cidade progressista como Campo Largo tinha existido um clube que foi fechado por várias circunstâncias, uma delas, alegavam, era a oposição de um sacerdote. O clube, em sua segunda versão, funcionou animado e motivado por quase 10 anos, quando foi fechado por uma ordem unida da Presidência de RI de que clubes com menos de 15 sócios ou aumentavam ou teriam que ser encerrados. Decidiram terminar, pois não encontravam novos sócios e, os que entravam, o fizeram mais por amizade ou por interesse de marcar presença comunitária política. Recentemente, foi fundado um novo clube, com reuniões ao meio dia e, pelo que soube, está indo muito bem.
4. RC Curitiba Novos Tempos - Tivemos a ideia de fundar um clube com jovens líderes profissionais, ex-rotaractianos. Foi fundado, era uma verdadeira estrela do servir, mas a entrada e saída de sócios era constante, à medida em que eles, jovens nas suas atividades, iam buscar novas oportunidades, grande parte fora da cidade. Ou seja: uma experiência super válida, mas apenas com associados de faixa etária mais baixa foi até lamentável por não ter dado certo. Perto de dez associados decidiram fundir o clube com o Champagnat, com um quadro social mesclado de experientes rotarianos e permitiu uma oxigeração nas lideranças. Vários do Novos Tempos repetiram presidência, já num clube experiente como o Curitiba Champagnat.
5. RC Paranaguá Taguaré - Este clube foi criado no primeiro mês de minha Governadoria, 96/97, trabalhado pelo grande rotariano Fernando Caldas, que tinha sido governador dois anos antes. Clube misto, deu verdadeiro show de serviços desde o seu início. Hoje continua sendo uma das estrelas do Distrito 4730. Foi formado na base ideal, com distribuição adequada de profissionais e pessoas de negócios. A cidade de Paranaguá comporta mais células rotárias, a partir do exemplo do Taguaré, com apoio dos co-irmãos Paranaguá e Paranaguá Rocio.
6 - RC Bituruna - Cidade pequena, no extremo geográfico do Distrito 4730, foi fundado na nossa gestão a partir do incentivo de dois rotarianos de Porto União, o ex-governador Ary Carneiro e o então governador do 4740, companheiro Ary Carneiro Júnior. Deu certo nos primeiros anos, fizeram um trabalho super interessante na comunidade, mas durou menos de sete anos. Os motivos seriam muitos, mas o desintesse de alguns líderes em renovar presidências e conselhos diretores, além da existência de relacionamentos pessoais e de cunho partidário, foram os pontos fatais para o seu fechamento. Estamos neste ano rotário reabrindo os estudos na tentativa de fundarmos, de novo, o clube, agora com as orientações renovadas de RI e com participação de líderes profissionais femininas.
7 - RC Pontal do Paraná - Este foi um grande e especial desafio, contra opiniões de muitos, inclusive do Litoral, mas o clube foi fundado contando com experiência de alguns ex-rotarianos e está funcionando maravilhosamente até os dias de hoje. Atendem carências da comunidade, reunem-se com entusiasmo e fazem a diferença na prestação de serviços na comunidade a que atendem, em mais de trinta balneários que compõem o município.
8 - RC Lages Alvorada - Ideia idealizada no Distrito 4740, pelo RC Lages Norte, esta nova célula teve início na motivação e na organização em setembro, com reunião de quatro membros na primeira semana, seis nas demais e hoje, janeiro, está com 19 nomes, homens e mulheres, firmes na formação do primeiro clube café da manhã de Santa Catarina. Seus líderes e demais associados decidiram continuar a sua organização sem pressa e sem convidar nomes afoitamente, para preencher a lista mínima de vinte e cinco. Já constituiram as comissões internas e devem fechar a lista antes de Rotary International comemorar seus 106 anos, em fevereiro.
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Com experiência no assunto 'criação de novos clubes', o observo com alguma tristeza que conjugar liderança profissional com ação se tornou nos últimos dez ou quinze anos um problema para o crescimento e a manutenção dos quadros sociais. Faltou à maioria dos administradores a propalada visão de futuro que seria, ou é, um dos mais fortes predicados para quem recebe atribuições de motivar, comandar e fazer as coisas acontecerem numa organização de propugna pela paz e compreensão entre os povos, acionando suas potencialidades de liderança exemplar, com valores éticos e morais.
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Sou favorável, sim, a criarmos novos clubes em comunidades de cinco mil habitantes para cima, ou até com menos gente, desde que haja um trabalho de base dentro dos prncípios rotários. Se existirem e acharmos pessoas realmente líderes naquilo que fazem, que se preocupam com a felicidade do próximo, que constróem o seu mundo e de outros a partir e na definição da Prova Quádrupla (1. É a verdade?; 2. É justo para todos os interessados?; 3. Criará boa vontade e melhores amizades?; 4. Será benéfico para todos os interessados?), eis a chance de se formar novo clube ali. Basta descobrir um a quatro líderes profissionais de mão cheia no local para lançar a semente do novo clube.
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Segredos de como não dar certo ou ter muitas dificuldades, pelas experiências vividas: não escolher grupos de empresários apenas, não pegar grupos de amigos e familiares apenas, não querer apenas jovens profissionais, muitas pessoas envolvidas em política partidária ou administração eleita, ou grupos de pessoas com atividades parecidas. Ensinaram-nos e deu certo que o ideal é descobrir quatro profissionais que não sejam sócios entre si, amigos em esportes ou outras atividades sociais. A partir dessa escolha e descoberta, fica mais fácil multiplicar valores no novo grupo do servir antes de pensar em si.
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Não atropelar no treinamento e nos ensinamentos, dar um certo tempo dos novos assimilarem os conceitos e os preceitos do Rotary, estes seriam os caminhos para se formar um clube forte e bem representativo nas atividades válidas dentro da comunidade. Deixar que a criança descubra por si o mundo maravilhoso do servir através do seu exemplo pessoal e profissional; que curta o seu exemplo e dos demais, em termos pessoais e profissionais. Esta pode ser a dica ideal de mostrar que existem valores a serem cultivados e aplicados nos programas em favor das comunidades.
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Tenhamos consciência das nossas potencialidades em 'dar de si antes de pensar em si' no campo de expansões externa ou interna. Devolvamos ao nosso dedicado padrinho, ou à nossa dedicada madrinha, o gesto despreendido que ele ou ela tiveram em nos escolher para integrar Rotary. Descubramos em nós a semente que pode brotar e crescer, transformando-se numa árvore frondosa e benéfica que ampare as carências cada vez maiores do nosso mundo.
SITUAÇÕES EXPERIMENTADAS
1. Cascavel Harmonia - o clube número um, o RC Cascavel, levou mais de vinte anos para ousar criar mais um clube. Era eu secretário do então presidente Arno Sagmeister e, na hora de me convidar para o cargo, disse que sim, desde que formássemos mais um clube na cidade. Ele topou e iniciamos os trabalhos, partindo de dois grandes amigos, Edimar Ulzefer e Charles Uscocovitch, companheirões que deram a largada com quatro a cinco profissionais que não eram amigos. O clube vive e trabalha muito bem até hoje, formou e forneceu, como continua fornecendo, ao Distrito 4640, líderes ativíssimos.
2. Curitiba Cidade Sorriso - Já no Distrito 4730, por iniciativa do padrinho Mário Pilotto, governador do meu tempo de presidente do Cascavel, 85/86, eis que meu segundo clube, o RC Curitiba, resolveu criar o primeiro clube café da manhã, chamavam-no de Clube do Canto do Galo. Foi formado com entusiasmo com ex-rotarianos, eu inclusive indiquei nomes, entre eles Zildo Costa e Rubens Roberto Hatitzreuter, que chegaram a presidentes mais tarde. O clube era para ser o primeiro café da manhã do Brasil, mas perdemos para o RC Brasilia Alvorada, alguns dias antes. Deu certo mais de quinze anos. Talvez por falta de renovação ou mesmo programas houve desmotivação. Fizeram grandes programas enquanto viveram Rotary, um deles o do plantio de palmitos na Serra do Mar, por muitos anos. Alguns sócios, quando foi fechado, passaram a outros clubes, outros ainda estão sem clube.
3. RC Campo Largo - Numa cidade progressista como Campo Largo tinha existido um clube que foi fechado por várias circunstâncias, uma delas, alegavam, era a oposição de um sacerdote. O clube, em sua segunda versão, funcionou animado e motivado por quase 10 anos, quando foi fechado por uma ordem unida da Presidência de RI de que clubes com menos de 15 sócios ou aumentavam ou teriam que ser encerrados. Decidiram terminar, pois não encontravam novos sócios e, os que entravam, o fizeram mais por amizade ou por interesse de marcar presença comunitária política. Recentemente, foi fundado um novo clube, com reuniões ao meio dia e, pelo que soube, está indo muito bem.
4. RC Curitiba Novos Tempos - Tivemos a ideia de fundar um clube com jovens líderes profissionais, ex-rotaractianos. Foi fundado, era uma verdadeira estrela do servir, mas a entrada e saída de sócios era constante, à medida em que eles, jovens nas suas atividades, iam buscar novas oportunidades, grande parte fora da cidade. Ou seja: uma experiência super válida, mas apenas com associados de faixa etária mais baixa foi até lamentável por não ter dado certo. Perto de dez associados decidiram fundir o clube com o Champagnat, com um quadro social mesclado de experientes rotarianos e permitiu uma oxigeração nas lideranças. Vários do Novos Tempos repetiram presidência, já num clube experiente como o Curitiba Champagnat.
5. RC Paranaguá Taguaré - Este clube foi criado no primeiro mês de minha Governadoria, 96/97, trabalhado pelo grande rotariano Fernando Caldas, que tinha sido governador dois anos antes. Clube misto, deu verdadeiro show de serviços desde o seu início. Hoje continua sendo uma das estrelas do Distrito 4730. Foi formado na base ideal, com distribuição adequada de profissionais e pessoas de negócios. A cidade de Paranaguá comporta mais células rotárias, a partir do exemplo do Taguaré, com apoio dos co-irmãos Paranaguá e Paranaguá Rocio.
6 - RC Bituruna - Cidade pequena, no extremo geográfico do Distrito 4730, foi fundado na nossa gestão a partir do incentivo de dois rotarianos de Porto União, o ex-governador Ary Carneiro e o então governador do 4740, companheiro Ary Carneiro Júnior. Deu certo nos primeiros anos, fizeram um trabalho super interessante na comunidade, mas durou menos de sete anos. Os motivos seriam muitos, mas o desintesse de alguns líderes em renovar presidências e conselhos diretores, além da existência de relacionamentos pessoais e de cunho partidário, foram os pontos fatais para o seu fechamento. Estamos neste ano rotário reabrindo os estudos na tentativa de fundarmos, de novo, o clube, agora com as orientações renovadas de RI e com participação de líderes profissionais femininas.
7 - RC Pontal do Paraná - Este foi um grande e especial desafio, contra opiniões de muitos, inclusive do Litoral, mas o clube foi fundado contando com experiência de alguns ex-rotarianos e está funcionando maravilhosamente até os dias de hoje. Atendem carências da comunidade, reunem-se com entusiasmo e fazem a diferença na prestação de serviços na comunidade a que atendem, em mais de trinta balneários que compõem o município.
8 - RC Lages Alvorada - Ideia idealizada no Distrito 4740, pelo RC Lages Norte, esta nova célula teve início na motivação e na organização em setembro, com reunião de quatro membros na primeira semana, seis nas demais e hoje, janeiro, está com 19 nomes, homens e mulheres, firmes na formação do primeiro clube café da manhã de Santa Catarina. Seus líderes e demais associados decidiram continuar a sua organização sem pressa e sem convidar nomes afoitamente, para preencher a lista mínima de vinte e cinco. Já constituiram as comissões internas e devem fechar a lista antes de Rotary International comemorar seus 106 anos, em fevereiro.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Cantinho Métio (III)
Quando menino, claro, pois estas histórias são da época, era comum minhas tias Sofia e Guênia deixarem o que restou das não vendas de verduras nas feiras livres para meus primeiros negócios com as vizinhas, que me conheciam pelas traquinagens no bairro. Punha tudo num carrinho de mão e lá ia eu a bater nas portas e nos portões das casas, vendendo e abastecendo semanalmente as minhas compradoras. Eram sempre as mulheres quem compravam, agradecendo.
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Pois não me atinava que tinha tendências para vendas. Isso somente aprendi quando tinha uns trinta anos, que a vida é cheia de negociações, trocas, negócios. Mesmo quando tive meu primeiro emprego, já com 14 anos, de balconista no armazém de Artur Feld, na Engenheiro Niepce da Silva, no Portão, carregando sacos de coisas do paiol para o interior da venda, nunca imaginava que poderia ser um vendedor. Tinha meus e minhas clientes, servia a todos mas nunca vislumbrei ser um vendedor.
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Hoje posso dizer que esse negócio de vendas está em qualquer pessoa. Se não tem coisas a vender, vende a sua própria mão-de-obra, como profissional de qualquer ramo, seja intelectual ou fisicamente, e muitas vezes a gente se vende muito barato, por um salário, por uma remuneração que permite sobreviver, ter coisas, aumentar seu consumo, abastecer seus apetites e sonhos de patrimônios.
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Ou seja: descobri que minha primeira atividade remuneratória estava num carrinho de mão, batendo porta em porta e amealhando uns bons trocados que davam asas à imaginação de ter minhas balas, comprar papéis e painas para fazer raias, pipas, pardorgas que, naturalmente, eram negociadas com os meninos com menos habilidosos nisso, mas abonados.
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Vidinha boa, aquela e hoje com lembranças das amadas e bondosas tias...
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Pois não me atinava que tinha tendências para vendas. Isso somente aprendi quando tinha uns trinta anos, que a vida é cheia de negociações, trocas, negócios. Mesmo quando tive meu primeiro emprego, já com 14 anos, de balconista no armazém de Artur Feld, na Engenheiro Niepce da Silva, no Portão, carregando sacos de coisas do paiol para o interior da venda, nunca imaginava que poderia ser um vendedor. Tinha meus e minhas clientes, servia a todos mas nunca vislumbrei ser um vendedor.
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Hoje posso dizer que esse negócio de vendas está em qualquer pessoa. Se não tem coisas a vender, vende a sua própria mão-de-obra, como profissional de qualquer ramo, seja intelectual ou fisicamente, e muitas vezes a gente se vende muito barato, por um salário, por uma remuneração que permite sobreviver, ter coisas, aumentar seu consumo, abastecer seus apetites e sonhos de patrimônios.
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Ou seja: descobri que minha primeira atividade remuneratória estava num carrinho de mão, batendo porta em porta e amealhando uns bons trocados que davam asas à imaginação de ter minhas balas, comprar papéis e painas para fazer raias, pipas, pardorgas que, naturalmente, eram negociadas com os meninos com menos habilidosos nisso, mas abonados.
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Vidinha boa, aquela e hoje com lembranças das amadas e bondosas tias...
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