Alguns que me conhecem sabem que sempre fui de movimentar pessoas, grupos, coisas. Pois desta feita, num projeto pessoal acalentado durante bom tempo, resolvi dar um tempo para parte de minha família que mora fora do Brasil, que vive rodando a vida pelos Estados Unidos, primeiro em Pasadena, Califórnia, depois em São Francisco e em Philadelphia, Pensilvânia. Mais tarde, em Durban, África do Sul, e agora em Pendleton, Oregon, cidade de origem da família de meu genro Sam Clark, marido de Clarissa, minha filha mais velha, e pai das netas Sophia Cristina e Paula e a partir de junho de Oliver Thomas.
Pois bem. Como minhas atividades profissionais estariam em compasso de férias, pois estamos aguardando a retomada do projeto de construção da uma usina hidrelétrica em Lages/São Joaquim e Bom Jesus, no Rio Pelotas, pela demora do licenciamentoprévio ambiental pelo Governo Federal, pedi um tempo para ficar fora do país, junto com Clarissa, marido e netos.
Como hoje estou completando exatos 100 dias aqui em Pendleton, posso tentar resumir o que fiz, vi e vivenciei nesta temporada norte-americana.
Primeiro, posso dizer que parecia difícil ficar longe de minha casa, dos meus familiares, da minha mulher Cristina, durante tanto tempo. Bom, Cristina veio para cá há um mês e está retornando comigo neste início da semana para Curitiba. Olhem, passar 100 dias fora do seu costumeiro, do seu viver em Curitiba ou em Araucária, foi até leve e especial pela oportunidade de você conviver mais de perto com as netas, com o genro e com a filha mais velha, coisa nunca acontecida em nosso convívio, desde que Clarissa saiu de casa para estudar na casa da avó e o avô, em Curitiba, quando morávamos em Cascavel.
Bom, muitas curiosidades pude vivenciar, no dia-a-dia, com os familiares daqui. Com Clarissa, pude colocar alguns assuntos em dia, embora falássemos antes quase todos os dias pelo skype ou mesmo com trocas de e-mails. Fizemos alguns trabalhos juntos e foi super agradável em tradução e transcrição.
Com minha neta Sophia Cristina, que tem 10 anos, entregamos jornais, já que ela tem 62 assinantes do jornal East Oregonian, normalmente no início da tarde e aos sábados e domingos entre 4 e 6 horas da madruga. Cristina se juntou a ela nos últimos trinta dias e faz companhia numa das duas rotas. Imaginem que uma professora universitária e doutoranda esteve entregando exemplares de jornais nas casas por aqui. E eu, de jornalista, virei newspaper's carrier, jornaleiro. Uma boa, foi legal à beça.
Com a Paula Beatrice, de 6 anos, a gente teve agradáveis lances e algumas curiosidades bem curtidas. Ela gosta de nadar de costas, está aprendendo numas aulas aqui no Parque de Natação. Ela ainda tem receio de nadar solta, então a gente a apara quando pula na piscina. Ela costuma brincar sozinha, com amiguinhos imaginários, gosta de ter tudo arrumadinho, aprecia ajudar a montar e servir mesa, faz simulações de pedidos de comida, apresenta faturas. As ciumeiras normais pela 'concorrência' do bebê Oliver, nos últimos dias, têm sido resolvidas pelos pais com tranqüilidade, avalio.
Com o genro Sam, que trabalha na Universidade de Washington, em Seattle, pude fazer alguns trabalhos de raspagens de portas e janelas, hall da entrada e pintar alguma coisa. E sempre curtindo uma boa comida, que ele faz com esmero, com temperos especiais e saborosos. Sua superorganização é de fazer inveja a qualquer um.
E a chegada de Oliver Thomas, no dia 25 de junho, quase que nascendo no dia do meu aniversário real, segundo minha mãe, dia 27 (fui registrado pelo meu avô José Gembarowski no dia 25 de julho), aumentou mais ainda a alegria e a felicidade familiares. Clarissa e Sam foram para o Hospital de Walla-Walla, quase na divisa com o Estado de Washington, para o nascimento dele. E que menino lindo que chegou! Fiquei com as meninas e as levei para o Hospital duas horas após o seu nascimento. As fotos que tiramos e já mostramos dão alguma dimensão do que foi a vinda de Oliver. Toma leite bastante, chora quando precisa ser trocado, e já cresceu e aumentou de peso. Temos ainda a curiosidade de que cor são os seus olhos. Por enquanto, um acinzentado pode chegar à cor azulada.
Ganhei uma camiseta, presente da Jenny, uma das amigas da Clarissa e mãe da Kristen, menina da idade da Paula que buscamos nas últimos semanas na sua escola e a levamos às aulas de natação, devolvendo-a à escola ou ao local onde as crianças almoçam.
Conheci muita gente, sim, vizinhos, amigos diversos de minha filha e do meu genro. Conheci pessoalmente as famílias Bill e Shirley, com a filha; Larry e Dorothy Larson; e mais Bob e sua mulher, eles que foram responsáveis por acolherem Clarissa quando ela veio para Pendleton participar do Intercâmbio Internacional de Jovens de Rotary, vinte anos atrás.
Fui algumas vezes ao Rotary Club de Pendleton, um pessoal amável e animado, tendo oportunidade de conviver com seus sócios, líderes em suas profissões. Por algumas vezes sentei com o diretor geral do jornal East Oregonian, Murdoch, e com algumas de suas diretorias executivas, também companheiras rotarianas. Recebi do clube uma linda flâmula e deverei enviar do Brasil a flâmula do meu clube, o RC de Curitiba, que nesta gestão rotária do afilhado Fábio de Souza Neto está completando 75 anos.
Meu lado culinário teve que ser melhorado, pois cheguei a fazer arroz e feijão, espetinho, bolinhos de batata. Tentei um dia inventar uma receita com ervilhas, mas - embora por educação a Clarissa tivesse elogiado - não pegou bem. Vou ter que dar uma ajeitada nos ingredientes e no tempo de preparo. Na nova churrasqueira do Sam, assamos carnes diversas e cebolas, que foram bem apreciadas em muitas oportunidades.
Fiquei responsável pelo novo ajardinamento aqui. Fiz testes, semeei diversos tipos de flores, limpei os canteiros, revirei terra, reguei tudo todos os dias, plantamos abóbora, cenoura (só na segunda tentativa funcionou), espinafre, endro e tomates, dos quais já colhemos alguns frutos. Se não ficou uma brastemp, seguramente me deu noções de como plantar flores numa região super seca, onde você tem que irrigar duas vezes por dia os canteiros para ter algum sucesso. É impressionante como os moradores daqui cuidam dos seus jardins e de suas flores. São petúnias, dálias, orquídeas e dezenas de outros tipos de flores que 'afloram' e perfumam os jardins.
Bom, que mais? Já descrevi as diferenças e as semelhanças entre costumes e jeitos brasileiros e norte-americanos. Já abordei a vida de primeiro mundo que os friends têm, embora distantes uns dos outros. Abraços e aproximações maiores, como acontecem entre brasileiros, dificilmente ocorrem. Eles, entretanto, têm uma forma própria de comunicação, mais para a impessoalidade no meu ângulo de analisar. Cada um cuida de sua vida e se importa pouco com os outros. Mas sempre há pessoas, como o vizinho Dan, que nas horas necessárias estão prontos para ajudar. E os conhecidos se ligam e ficam à disposição para eventuais emergências e necessidades.
Sim, passar 100 dias fora do seu ninho, ou longe de suas coisas e cacoetes diários, pode parecer difícil nos primeiros momentos. Mas é super especial você poder se dar quase três meses para a família e curtir por várias vezes a culinária da Cristina, que veio em fins de junho e que fez pierogis e outros pratos aqui que mataram as saudades. E deixou um estoque montado para o pessoal daqui.
Voltaremos ao nosso reduto na próxima semana, claro que sempre com a sensação de que a vida é bela, se a gente puder e souber curtir.
Este blog ousa querer aumentar o conhecimento, registrando pensamentos, experiências, vivências, trocas. Afinal, são quase 50 anos buscando errar menos, acertar mais, ajeitar formas para entender e ampliar horizontes, ocupar os espaços, ser útil, fazer acontecer. E ter em mente que os próximos segundos, minutos, horas e dias serão bem melhores. Aceita-se todo tipo de ajuda, desde que tenha e ofereça otimismo. É a nossa declaração de princípios.
sábado, 28 de julho de 2007
quinta-feira, 26 de julho de 2007
O céu existe, mas sabemos disso?
Mesmo que você não tenha alguma religião ou mesmo não tenha fé, ou não acredite nisso, deve imaginar como seria o céu. O céu, exemplo, para todos os brasileiros, quando passarem desta para melhor.
Já no popular, a frase ressoa facilmente no nosso raciocínio: quando morrermos, ou seja, quando passarmos para melhor, esse melhor deve ser algo muito bom, diferente do que temos vivido. Deve ser o céu ou estaria eu errado em dizer assim?
Se você não tivesse que pagar a prestação cada vez mais elevada, com juros que não se entende e com estalecimento de taxas e mais taxas diferenciadas, para ter uma casa própria, sonho acalentado por muitos das classes média e remendada, você estaria vivendo no céu.
Você estaria no céu, sim, se não tivesse de lutar para manter a sua família com míseros salários-mínimos, com o governo penalizando quem trabalha e quem produz e fazendo doações de cestas e de benefícios que incentivam o desemprego, o não produzir.
Estaríamos no céu se não tivéssemos que enfrentar a luta pela nossa manutenção mensal, tendo que pagar impostos cada vez maiores e não retornáveis para benefício comum e sim para manter uma máquina estatal, que só consome, nada produz.
O céu existiria para todos se 10% dos preceitos constitucionais fossem cumpridos em nosso país; teríamos uma justiça mais rápida e mais justa, teríamos segurança mais segura, contaríamos com remédios eficientes, teríamos menos doenças se apenas a água que tomamos fosse melhor tratada.
Sim, o céu existiria antes de morrermos se ficássemos atentos na hora de definir nossas leis, através dos representantes que elegemos periodicamente. Se tivéssemos uma população mais culta, mais esclarecida e que as notícias que lhe chegarem fossem sempre as mais verdadeiras, aa mais sensatas e as mais corretas, estaríamos experimentando desde já as benesses do sonhado e falado céu.
Por último, um desafio: em sã consciência, com o que você está fazendo e vivendo pela sua família, pela sua vizinhança, pela sua cidade, pelo seu Estado e pelo seu Brasil, você acha que mereceria o céu? Eu, de minha parte, acho que posso me candidatar mas tenho muita coisa ainda por fazer para merecer uma inscrição de estar ou viver no céu...
Por enquanto, penso que o céu é o limite, mas tenho que me esforçar muito para chegar lá.
Já no popular, a frase ressoa facilmente no nosso raciocínio: quando morrermos, ou seja, quando passarmos para melhor, esse melhor deve ser algo muito bom, diferente do que temos vivido. Deve ser o céu ou estaria eu errado em dizer assim?
Se você não tivesse que pagar a prestação cada vez mais elevada, com juros que não se entende e com estalecimento de taxas e mais taxas diferenciadas, para ter uma casa própria, sonho acalentado por muitos das classes média e remendada, você estaria vivendo no céu.
Você estaria no céu, sim, se não tivesse de lutar para manter a sua família com míseros salários-mínimos, com o governo penalizando quem trabalha e quem produz e fazendo doações de cestas e de benefícios que incentivam o desemprego, o não produzir.
Estaríamos no céu se não tivéssemos que enfrentar a luta pela nossa manutenção mensal, tendo que pagar impostos cada vez maiores e não retornáveis para benefício comum e sim para manter uma máquina estatal, que só consome, nada produz.
O céu existiria para todos se 10% dos preceitos constitucionais fossem cumpridos em nosso país; teríamos uma justiça mais rápida e mais justa, teríamos segurança mais segura, contaríamos com remédios eficientes, teríamos menos doenças se apenas a água que tomamos fosse melhor tratada.
Sim, o céu existiria antes de morrermos se ficássemos atentos na hora de definir nossas leis, através dos representantes que elegemos periodicamente. Se tivéssemos uma população mais culta, mais esclarecida e que as notícias que lhe chegarem fossem sempre as mais verdadeiras, aa mais sensatas e as mais corretas, estaríamos experimentando desde já as benesses do sonhado e falado céu.
Por último, um desafio: em sã consciência, com o que você está fazendo e vivendo pela sua família, pela sua vizinhança, pela sua cidade, pelo seu Estado e pelo seu Brasil, você acha que mereceria o céu? Eu, de minha parte, acho que posso me candidatar mas tenho muita coisa ainda por fazer para merecer uma inscrição de estar ou viver no céu...
Por enquanto, penso que o céu é o limite, mas tenho que me esforçar muito para chegar lá.
terça-feira, 24 de julho de 2007
Notas vão e vêm
O Presidente Bush anunciou, através de um assessor, um novo plano de saúde para que a população andasse mais a pé. O plano anunciado foi elevar o preço da gasolina nos USA a 3 dólares o galão. Ou seja, o super preço da gasolina nos Estados Unidos chega a US$ 0,90 o litro, o equivalente no Brasil a R$ 1,80. Vocês estão concordado comigo que países como o Brasil subsidiam, valendo, a gasolina dos nossos friends...
Nos Estados Unidos, em 2004, o tesouro emitiu 122 milhões de dólares em notas de 2 dólares. Pois parece que a população gostou, pois seu governo, tendo o guerreador (não guerreiro, de jeito algum) Bush como responsável, emitiu em 2006 nada menos que 230 milhões de dólares em notas de 2. E a gente não encontra essas notas aqui nos Estados Unidos com facilidade.
Um ônibus de turistas polonesas caiu num rio da Françaa, tendo morrido 26 passageiras. De imediato, preocupado com a repercussão do acidente e com a dor dos familiares, o presidente polonês Kaczynski se deslocou até o local para dar socorro às vítimas. E telefonou aos familiares, dando a infausta notícia e informando sobre o apoio do seu governo. Enquanto isso, no Brasil, morrem 200 num acidente aéreo em que setores do Governo foram responsáveis e o nosso grande presidente nem deu o ar de sua graça. Para não levar apupos, desistiu de viajar ao Sul para entregar verbas e rumou ao seu Nordeste...
Falando em poloneses: vocês sabiam que existe apenas um tradutor credenciado no Paraná para documentos que exijam trabalhos oficiais junto ao Governo polonês e vice-versa? Pois é. O segundo tradutor, mais antigo e mais competente em língua polonesa e portuguesa, jornalista e Padre, chamado Jorge Morkis, como delegado polonês do Brasil numa entidade latino-americana de polônicos, assinou documento de protesto sobre alguma atitude do Governo de Kaczynski. Pois não é que ele foi descredenciado pelo Governo polonês! E quem precisa agora de tradução juramentada sofre para achar o único credenciado e ainda assim o próprio Consulado tem que ajudar para que o documento tenha a veracidade necessária. Não seria bom abrir concurso para novos candidatos?
Como é diferente o comportamento das crianças nos supermercados aqui nos USA! Não correm nos corredores, não brincam de carrinho, não gritam e, o que é mais interessante, não há mães chamando em voz alta os seus filhos pelo ambiente... Enquanto isso, em nosso querido Brasil....
Nos Estados Unidos, em 2004, o tesouro emitiu 122 milhões de dólares em notas de 2 dólares. Pois parece que a população gostou, pois seu governo, tendo o guerreador (não guerreiro, de jeito algum) Bush como responsável, emitiu em 2006 nada menos que 230 milhões de dólares em notas de 2. E a gente não encontra essas notas aqui nos Estados Unidos com facilidade.
Um ônibus de turistas polonesas caiu num rio da Françaa, tendo morrido 26 passageiras. De imediato, preocupado com a repercussão do acidente e com a dor dos familiares, o presidente polonês Kaczynski se deslocou até o local para dar socorro às vítimas. E telefonou aos familiares, dando a infausta notícia e informando sobre o apoio do seu governo. Enquanto isso, no Brasil, morrem 200 num acidente aéreo em que setores do Governo foram responsáveis e o nosso grande presidente nem deu o ar de sua graça. Para não levar apupos, desistiu de viajar ao Sul para entregar verbas e rumou ao seu Nordeste...
Falando em poloneses: vocês sabiam que existe apenas um tradutor credenciado no Paraná para documentos que exijam trabalhos oficiais junto ao Governo polonês e vice-versa? Pois é. O segundo tradutor, mais antigo e mais competente em língua polonesa e portuguesa, jornalista e Padre, chamado Jorge Morkis, como delegado polonês do Brasil numa entidade latino-americana de polônicos, assinou documento de protesto sobre alguma atitude do Governo de Kaczynski. Pois não é que ele foi descredenciado pelo Governo polonês! E quem precisa agora de tradução juramentada sofre para achar o único credenciado e ainda assim o próprio Consulado tem que ajudar para que o documento tenha a veracidade necessária. Não seria bom abrir concurso para novos candidatos?
Como é diferente o comportamento das crianças nos supermercados aqui nos USA! Não correm nos corredores, não brincam de carrinho, não gritam e, o que é mais interessante, não há mães chamando em voz alta os seus filhos pelo ambiente... Enquanto isso, em nosso querido Brasil....
domingo, 22 de julho de 2007
Crescer, manter ou apenas sobreviver?
Alguns amigos até fizeram chegar a mim uma dedução, de que meu blog seria majoritamente sobre assuntos de Rotary, organização ao qual pertenço desde novembro de 1979. Pois a idéia não tinha sido aventada nesse sentido, por mim, pois queria fazer o que venho fazendo, historiando coisas, estoriando idem, fornecendo algumas notícias. E, claro, temas de e para rotarianos são muito bons, ainda mais que a organização é uma das poucas que se mantém intata em termos de cumprimentos éticos e morais, sempre construindo um futuro melhor para as comunidades mundiais necessitadas.
Assim, neste domingo, coloco um assunto para rotarianos, almejando que sirva para alguns líderes que estão chegando e outros chegados antes mas que poderiam acompanhar um pouco meu raciocínio sobre admitir sócios, manter os atuais ou criar novos clubes, temas bastante controversos em alguns meios rotários. Vaí lá:
Compartilhadores de Rotary!
Todo ano, sempre entre um PETS e o início da divulgação dos planos dos novos Governadores distritais, tenho observado que há constantemente uma dificuldade de ação e visão sobre o crescimento em Rotary. E olhem que tenho visitado diversos Distritos, visto muitas cartas mensais e anotado com certa tristeza que as metas sobre criação de novos clubes e aumento real do quadro social não são atingidas e muito menos justificadas.
Uns Governadores, parece-nos, assumem os desalentos do passado e tentam por vezes justificar os planos que não foram alcançados na área. Outros jogam a culpa nos líderes escolhidos que não atuaram e nem fizeram esforços para entender as mensagens de desenvolvimento do quadro social pretendidos anualmente por RI. Outros mais, a maioria segundo meu entendimento, fazem o que acontece nos seus próprios clubes: há planos e metas, divulga-se um pouco o que se pretende fazer na hora da posse, mencionam-se os nomes dos responsáveis pela programação toda e se fica nisso.
Claro que há clubes quase perfeitos nos seus programas anuais, mas eles são poucos. Os governadores, antes de suas conferências, têm alguma dificuldade para enumerar os sucessos obtidos pelos clubes, para fazerem reconhecimentos nos seus eventos principais. E, vem ano, vai ano, praticamente são os mesmos clubes, aqueles bem organizados, conhecedores dos regulamentos e das potencialidades de Rotary junto às comunidades, que disputam as premiações distritais.
Não tenho os números do aumento real de associados em Rotary, no Brasil, na gestão passada, mas tomei conhecimento de que 49 novos clubes foram admitidos em Rotary International no ano 2006-2007. Seguramente, esses quase mil novos nomes (considerando que em média cada novo clube tem 20 sócios - a lista inicial é de 25, mas nas primeiras semanas a média diminui, infelizmente) devem ter pesado bastante no balanço final do desenvolvimento do quadro social.
O que gostaria de dizer, se é que me é permitido depois de ter sido governador há dez anos, é que se no Distrito o novo Governador não estabelecer metas reais e plausíveis para o desenvolvimento do quadro social e para a expansão/criação de novos clubes, na mesma vontade de agir, sem traumas e sem assumir desalentos/frustrações do passado nessas duas áreas, teremos que amargar balanços negativos a cada ano.
Tenho, sim, meu pedaço de culpa nisso tudo, naquilo que me concerne como líder rotariano. Queria apenas deixar esse alerta aos novos governadores e suas equipes de trabalho.
No mais, compartilhemos Rotary, admitindo sócios qualificados em suas profissões, mantendo os atuais encantados com o rotarismo e fundando novos clubes, novos núcleos do servir para líderes que ainda não estão cerrando forças conosco, pela comunidade.
Assim, neste domingo, coloco um assunto para rotarianos, almejando que sirva para alguns líderes que estão chegando e outros chegados antes mas que poderiam acompanhar um pouco meu raciocínio sobre admitir sócios, manter os atuais ou criar novos clubes, temas bastante controversos em alguns meios rotários. Vaí lá:
Compartilhadores de Rotary!
Todo ano, sempre entre um PETS e o início da divulgação dos planos dos novos Governadores distritais, tenho observado que há constantemente uma dificuldade de ação e visão sobre o crescimento em Rotary. E olhem que tenho visitado diversos Distritos, visto muitas cartas mensais e anotado com certa tristeza que as metas sobre criação de novos clubes e aumento real do quadro social não são atingidas e muito menos justificadas.
Uns Governadores, parece-nos, assumem os desalentos do passado e tentam por vezes justificar os planos que não foram alcançados na área. Outros jogam a culpa nos líderes escolhidos que não atuaram e nem fizeram esforços para entender as mensagens de desenvolvimento do quadro social pretendidos anualmente por RI. Outros mais, a maioria segundo meu entendimento, fazem o que acontece nos seus próprios clubes: há planos e metas, divulga-se um pouco o que se pretende fazer na hora da posse, mencionam-se os nomes dos responsáveis pela programação toda e se fica nisso.
Claro que há clubes quase perfeitos nos seus programas anuais, mas eles são poucos. Os governadores, antes de suas conferências, têm alguma dificuldade para enumerar os sucessos obtidos pelos clubes, para fazerem reconhecimentos nos seus eventos principais. E, vem ano, vai ano, praticamente são os mesmos clubes, aqueles bem organizados, conhecedores dos regulamentos e das potencialidades de Rotary junto às comunidades, que disputam as premiações distritais.
Não tenho os números do aumento real de associados em Rotary, no Brasil, na gestão passada, mas tomei conhecimento de que 49 novos clubes foram admitidos em Rotary International no ano 2006-2007. Seguramente, esses quase mil novos nomes (considerando que em média cada novo clube tem 20 sócios - a lista inicial é de 25, mas nas primeiras semanas a média diminui, infelizmente) devem ter pesado bastante no balanço final do desenvolvimento do quadro social.
O que gostaria de dizer, se é que me é permitido depois de ter sido governador há dez anos, é que se no Distrito o novo Governador não estabelecer metas reais e plausíveis para o desenvolvimento do quadro social e para a expansão/criação de novos clubes, na mesma vontade de agir, sem traumas e sem assumir desalentos/frustrações do passado nessas duas áreas, teremos que amargar balanços negativos a cada ano.
Tenho, sim, meu pedaço de culpa nisso tudo, naquilo que me concerne como líder rotariano. Queria apenas deixar esse alerta aos novos governadores e suas equipes de trabalho.
No mais, compartilhemos Rotary, admitindo sócios qualificados em suas profissões, mantendo os atuais encantados com o rotarismo e fundando novos clubes, novos núcleos do servir para líderes que ainda não estão cerrando forças conosco, pela comunidade.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
As invejáveis/invejadas diferenças
1.
Tive oportunidade de acompanhar a colheita de trigo em seis mil acres, aqui em Pendleton, Oregon, USA, de propriedade de um amigo de minha filha Clarissa, o Bob, e pude ver uma invejável diferença na tecnologia e nos acessos aos locais da plantação. Maquinários super confortáveis e ágeis e os acessos todos asfaltados às propriedades. O que temos nós, no Paraná principalmente, em termos de rodovias que o Governo chama de vicinais, sem acostamentos e cheias de curvas, aqui elas ligam uma propriedade à outra.
2.
Calçadas nas ruas de cidades tanto pequenas como grandes. Uma descomunal diferença. O piso é antiderrapante mesmo, usam material adequado, cimento, areia em quantidades adequadas para que não partam. A cada esquina, há recortes para que os cadeirantes possam descer e subir nas e das calçadas. Enquanto isso, em nossa cidade mais próxima, as coisas mais lastimáveis ocorrem ou, melhor, não ocorrem as soluções para quem ainda vota, ainda tem influência na hora das eleições. Nossas principais autoridades fingem que sabem e que delegam, mas querem é que os idosos e os cadeirantes se lixem. Na acepção dupla da palavra.
3.
E os materiais recicláveis, então!? Aqui nos Estados Unidos, pelo menos na cidade onde fico mais tempo, o cidadão paga para que o Município, a cidade, recolham o material, tanto papelão, vidros, plásticos, etc. Quando você leva jornais e papéis em geral para serem picotados, há um pagamento se não atingir determinado peso. Caso o volume e o peso sejam maiores, você nada paga pela responsabilidade que se delega à autoridade.
4.
O fazendeiro é acusado pelos que não conhecem o sistema americano de receber subsídios do Governo para plantar, ou, cultivar a terra. Ledo engano: enquanto o americano tem incentivos apenas para aquisição de maquinário e eventualmente algum benefício no pagamento de imposto de renda, para comprar veículos para seu trabalho e sua atividade, ele apenas pode plantar uma vez ao ano e não há como fazer seguro da produção agrícola. Deu problema, ele arca com tudo. Enquanto isso, no Brasil, vocês conhecem quanto apoio o agricultor recebe! Só se for integrante do MST, na verdade, este recebe todo incentivo de como não produzir a terra.
5.
Sinaleiros nas ruas, eis outra grande diferença. Aqui a coisa aperta quando algum motorista atropela ou mesmo ameaça atropelar uma pessoa, ou apressa para que ele desimpeça a rua. Todos se cuidam. Poucos sinaleiros existem, dando-se preferência sempre para o pedestre. E, onde não há sinaleiro, existem quatro placas de STOP. Ou seja, tem preferência quem tenha chegado antes e daí pode seguir. Claro, depois de qualquer pedestre passar.
Tive oportunidade de acompanhar a colheita de trigo em seis mil acres, aqui em Pendleton, Oregon, USA, de propriedade de um amigo de minha filha Clarissa, o Bob, e pude ver uma invejável diferença na tecnologia e nos acessos aos locais da plantação. Maquinários super confortáveis e ágeis e os acessos todos asfaltados às propriedades. O que temos nós, no Paraná principalmente, em termos de rodovias que o Governo chama de vicinais, sem acostamentos e cheias de curvas, aqui elas ligam uma propriedade à outra.
2.
Calçadas nas ruas de cidades tanto pequenas como grandes. Uma descomunal diferença. O piso é antiderrapante mesmo, usam material adequado, cimento, areia em quantidades adequadas para que não partam. A cada esquina, há recortes para que os cadeirantes possam descer e subir nas e das calçadas. Enquanto isso, em nossa cidade mais próxima, as coisas mais lastimáveis ocorrem ou, melhor, não ocorrem as soluções para quem ainda vota, ainda tem influência na hora das eleições. Nossas principais autoridades fingem que sabem e que delegam, mas querem é que os idosos e os cadeirantes se lixem. Na acepção dupla da palavra.
3.
E os materiais recicláveis, então!? Aqui nos Estados Unidos, pelo menos na cidade onde fico mais tempo, o cidadão paga para que o Município, a cidade, recolham o material, tanto papelão, vidros, plásticos, etc. Quando você leva jornais e papéis em geral para serem picotados, há um pagamento se não atingir determinado peso. Caso o volume e o peso sejam maiores, você nada paga pela responsabilidade que se delega à autoridade.
4.
O fazendeiro é acusado pelos que não conhecem o sistema americano de receber subsídios do Governo para plantar, ou, cultivar a terra. Ledo engano: enquanto o americano tem incentivos apenas para aquisição de maquinário e eventualmente algum benefício no pagamento de imposto de renda, para comprar veículos para seu trabalho e sua atividade, ele apenas pode plantar uma vez ao ano e não há como fazer seguro da produção agrícola. Deu problema, ele arca com tudo. Enquanto isso, no Brasil, vocês conhecem quanto apoio o agricultor recebe! Só se for integrante do MST, na verdade, este recebe todo incentivo de como não produzir a terra.
5.
Sinaleiros nas ruas, eis outra grande diferença. Aqui a coisa aperta quando algum motorista atropela ou mesmo ameaça atropelar uma pessoa, ou apressa para que ele desimpeça a rua. Todos se cuidam. Poucos sinaleiros existem, dando-se preferência sempre para o pedestre. E, onde não há sinaleiro, existem quatro placas de STOP. Ou seja, tem preferência quem tenha chegado antes e daí pode seguir. Claro, depois de qualquer pedestre passar.
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Onde você se encontra? (I)
1. Você descobriu que em sua casa um ou ambos os membros do casal não podem/querem procriar, por vários motivos, de saúde, convicção ou decisão pessoal. Mas soube por alguns amigos que muitas crianças de países diversos, como a China, Índia, algum país africano ou sul-americano, precisam e querem ser adotadas. Você decidiria fazer inseminação artificial ou pr cirurgia ou resolveria buscar uma ou mais crianças para adotar?
2. Sua convicção religiosa não permite que alguém provoque aborto, você já tem cinco filhos próprios; mas, pela sua vivência e pela sua exemplar atitude religiosa, se coloca à disposição para adotar uma criança quando sabe que algum casal, jovem e sem recursos, estaria querendo praticar o aborto. Onde você se colocaria nesse quadro?
2. Sua convicção religiosa não permite que alguém provoque aborto, você já tem cinco filhos próprios; mas, pela sua vivência e pela sua exemplar atitude religiosa, se coloca à disposição para adotar uma criança quando sabe que algum casal, jovem e sem recursos, estaria querendo praticar o aborto. Onde você se colocaria nesse quadro?
terça-feira, 17 de julho de 2007
Tenhamos fé
Como acontece nos jornais e revistas, nem todo anúncio representa a vontade do editor. Assim acontece neste blog, pois aceitamos incluir anúncios em função de acordo comercial com a Google.
Como todo ser pensante, tenho meu lado religioso e não faço propaganda dele. Mas considero que professar uma religião, não interessa de que tendência bíblica for, é ser útil para o semelhante. É ser útil para si mesmo e para sua família. Sem se fanatizar, claro.
Quantas e quantas comunidades são carentes de uma direção religiosa!? Conheço muitas. E as que possuem algum tipo de atividade religiosa, na maioria das vezes observei que elas têm uma vida melhor, são mais solidárias, mais humanas, mais gente.
Passei diversos momentos na vida e sempre acreditei que Deus me ajudou e continua me ajudando. E acho que crer, ter fé em Deus, em Cristo, ameniza muitos dos sofrimentos pelos quais uma pessoa passa, ou tem que enfrentar.
Assim, quando vocês acompanharem este blog e verificarem que há até propaganda para que interessados sejam pastores, não estranhem. Embora eu seja de outra igreja, vejo no anúncio algo bom para as pessoas que aceitem trabalham a fé dos seus semelhantes.
Tenha fé, caro irmão.
Como todo ser pensante, tenho meu lado religioso e não faço propaganda dele. Mas considero que professar uma religião, não interessa de que tendência bíblica for, é ser útil para o semelhante. É ser útil para si mesmo e para sua família. Sem se fanatizar, claro.
Quantas e quantas comunidades são carentes de uma direção religiosa!? Conheço muitas. E as que possuem algum tipo de atividade religiosa, na maioria das vezes observei que elas têm uma vida melhor, são mais solidárias, mais humanas, mais gente.
Passei diversos momentos na vida e sempre acreditei que Deus me ajudou e continua me ajudando. E acho que crer, ter fé em Deus, em Cristo, ameniza muitos dos sofrimentos pelos quais uma pessoa passa, ou tem que enfrentar.
Assim, quando vocês acompanharem este blog e verificarem que há até propaganda para que interessados sejam pastores, não estranhem. Embora eu seja de outra igreja, vejo no anúncio algo bom para as pessoas que aceitem trabalham a fé dos seus semelhantes.
Tenha fé, caro irmão.
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