terça-feira, 20 de julho de 2010

Amigo

Tenho plena convicção de que o Roberto Carlos, quando gravou a canção que fala de um milhão de amigos, não conseguiu e nem consegue avaliar o que ter um milhão de amigos. Não há como ter amigos em tal quantidade, pois amigo mesmo é aquele que você conhece, convive com ele e sabe que ele é realmente seu amigo. Querer ter um milhão de amigos é apenas um desejo e seria ideal que em toda uma vida a pessoa pudesse formar esse batalhão e curtir. Vai além de sua capacidade curtir digamos cinquenta amigos, que dirá um milhão.
------
Bom, ilações à parte, acredito piamente que possuo sim muitos amigos, aqueles amigos do peito, como se diz, aqueles camaradas que não interessa o tempo, nem a distância, eles continuam sendo amigos. Quantos e quantos do meu relacionamento que reencontro, dez, vinte ou trinta anos depois e a gente se abraça como se tivéssemos vivido momentos amigos ontem ou anteontem, como se o tempo não tivesse existido. Creio, mesmo, que isso é a condição do amigo, dos verdadeiros amigos.
------
Amigo é aquela pessoa que provoca saudades em você, de momentos especiais vividos e curtidos ou por vivenciar. Amigos não têm compromissos outros a não ser permanecer juntos, trocar ideias mesmo que não sejam iguais. Amigos são aqueles que se respeitam.
-----
Assim, neste Dia Internacional do Amigo, desejo continuar tendo amigos, eles não podem ser maus amigos, amigos são sempre bons amigos. E almejo a todos que busquem ter um milhão de amigos, mesmo que seja uma meta vista como inatingível por mim. Talvez cada um dos meus amigos consiga chegar nisso. Feliz Dia do Amigo!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Raciocínios desbotando...

Tenho ouvido, quando em viagem,o programa ' Voz do Brasil' e confesso que minha curiosidade e meu raciocínio devem estar desbotando. Pode ser que o corporativismo é fruto do jeito do brasileiro de ver e usar as coisas chamadas de públicas. Entendo, e receio não estar errado, que o povo, o público, ao delegar a seus co-irmãos alguma representação nos poderes executivo, legislativo e judiciário (aqui não se delega, ele existe por decisão de tabelas, escolhas indiretas) deveria merecer um tratamento digno dessa ação. Ou seja, quem está exercendo alguma atividade em seu nome teria que respeitar os seus delegadores. Mas a coisa não é bem assim, como podemos raciocinar nas seguintes palavras.
-----
Posso entender que um deputado federal apresenta um requerimento para registrar os cumprimentos da Casa de Leis pelo aniversário de um pastor de sua clientela eleitoral? Pois isso aconteceu na última segunda-feira! Para isso que o cara foi eleito deputado federal?
-----
Quase metade dos nossos políticos (´representantes do povo´)está envolvida em processos no Judiciário, em todos os seus níveis. As decisões ocorrem quando um deles, ou vários, incomodam currais de seus adversários que, coincidentemente, estão nos diversos escalões do poder. Quando se observa o seu comportamento sobre o projeto de lei sancionado sobre Ficha Limpa, dá para entender que muitos dos atuais ´representantes´querem que a coisa seja validada para a PRÓXIMA eleição! A honestidade, a probidade, os valores éticos e o comportamento ilibado precisariam ser aplicados por decreto lei? Mas, não temos uma Constituição, onde todos esses quesitos estão a dizer que o cidadão brasileiro deve ser cidadão brasileiro? Ou essas coisas são apenas coisas de papel, para não serem respeitadas? E que papel aceita tudo... Cria-se uma lei em cima da lei maior e, pasmemos juntos, o Judiciário, que não é eleito pelo povo, decide se aplica nesta ou noutra eleição. Indagamos finalmente: não seria melhor acabar com o Legislativo e ficar apenas com o Judicário? Talvez o custo continuasse crescendo, sem clareza pública nos volumes de dinheiro que opera, mas que seria uma economia inicial, isso seria.
-----
E que dizer de uma Casa de Leis, como a nossa Assembléia Legislativa, no Paraná, em que mais de 40 deputados acobertam os diários secretos de várias gestões e não prestam contas de seus atos à população que os colocou ali?! Deixam que a raposa administre o galinheiro. Não tiram dos cargos os que administram e escondem a sua própria craca.
-----
Confesso, sim, em plena consciência, que meus raciocínios estão desbotando. Até quando, até quando?

sábado, 29 de maio de 2010

O pessoal nos 'entreteu'.....

Não sei se realmente isso é fruto de uma época em que se queria formados em profissões, pela conhecida Lei educacional 5692, mas é triste e arrepiante quando se ouve pessoas que se dizem formadas até em universidades quando, em alocuções públicas e privadas, falam que 'o pessoal nos entreteu', 'há vinte anos atrás', etc.
----
Posso até estar sendo crítico demais, ou mesmo impaciente com resultados do nosso ensino em várias áreas, mas normalmente quem mais erra é aquele que entende de informática, trabalha nela, monta sites e costuma enviar mensagens por sinais ou por símbolos até. Vamos lá que todos estamos com pressa, não temos tempo para essas baboseiras de querer corrigir ou falar corretamente. O que vale mesmo, para nós apressados, é fazer a comunicação, se o cara do outro lado entendeu, beleza, se não entendeu beleza também porque não vai repetir, não vai perder tempo com picuinhas gramaticais.
----
De qualquer maneira, se você me entreteu, pode ser que a gente se entretua, entrenós, entrevós e a vida continua. Que maravilha o futuro que nos espera. Vamos nos entreter, pelo menos nesta última frase deste domingo lageano. Haja!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Estamos preparados?

Uma pergunta que nos vem constantemente, nos últimos tempos: estamos preparados para desastres naturais ou provocados por alguém ou por alguma coisa? A primeira resposta, talvez a única insofismável, é... não estamos preparados.
-
Vejamos: quando se quer construir legalmente uma residência ou erguer qualquer tipo de obra, vamos à Municipalidade e, ali, um monte de exigências é feita e temos que cumprir. Ou seja: quem está autorizando a construção deve estar preparado para isso. Mas, estará preparado mesmo para isso?
-
Você é um pagador de taxas e de impostos mil e sabe que, para ter alguma coisa oficial, deve cumprir com as exigências legais. Mas, e o povão que invade áreas, ergue barracos em qualquer lugar e ainda por cima recebe de imediato água encanada e luz e até iluminação pública? Pagaram alguma taxa para a PM ou para algum órgão público de água e saneamento ou de fornecimento de energia? Ganham até o poste interno e não se duvida se até os fios, tomadas, etc.
-
Temos administrações públicas, municipais, estaduais e federais que seguem o que foi projetado e muitas vezes comprometido financeiramente pelas gestões anteriores? Houve em algum momento ação de continuidade? Nada, nada, nada, tudo o que foi da administração passada não presta, deixam de lado e na maioria das vezes abandonam obras, ficam ao relento e são saqueadas por populares. Está na cabeça do povão que tudo que foi abandonado, derrubado, caído pertence ao povo, ele saqueia sem dó nem piedade. Algum de vocês viu o que acontece com uma carga derrubada, caída na estrada? Como formigas, povão aparece e vai levando, tendo no pensamento que o que está na rua abandonado é de todos... Não incursiono, aqui, sobre o verdadeiro significado do ´slogan´ do atual governo federal, Brasil de Todos...
-
Alguém se preocupou com a construção de meios-fio nas estradas que não fossem cortantes? Da para ver que o mestre de obras nem estava aí quando obrigou os seus trabalhadores a concretar meios-fio sem abaular a parte superior deles. Se você encostar o seu pneu ali, um desastre, corta o dito e você camela com várias centenas de reais.
-
Sou a favor de que as coisas públicas devam ser tratadas por profissionais, lembrando que ser político não é, e nunca foi, função ou categoria profissional de carteira. A CLT ainda não criou essa profissão, embora muitos, milhares, quando entram na política pensam que passaram a ser profissionais do ramo. No mínimo seriam representantes das vontades e necessidades dos eleitores. No mínimo.
-
Acho que não estamos preparados para eleger ninguém, pois em quem votamos depositamos esperanças e estas acabam no exato momento em que o fulano, ou a fulana, iniciam suas atividades. Pouquíssimos têm consciência de que são apenas nossos representantes e não representantes de interesses seus e de suas famílias.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Saudades daqueles tempos

Com mais de trinta anos na organização, tive uma provocação recentemente em Lages, durante jantar com colegas ex-governadores sobre motivos porque continuo em Rotary. De pronto, relatei alguma coisa mentalizada nos últimos tempos e acrescento um pouco mais neste artigo:

- Tenho saudade dos tempos em que recebia atenções de companheiros de determinado clube no momento em que adentrava ao recinto. Eram os rotarianos componentes da comissão de recepção e companheirismo. Chegava, era saudado e recebido com palavras amáveis e, depois de fornecer meu nome, levado a um lugar de preferência entre companheiros da minha profissão, ou próximas.

- Tenho saudade dos tempos em que fazíamos visitas domiciliares a companheiros que estavam faltando, pouco participando dos programas do clube ou mesmo desenvolvendo mais uma ação de motivação rotária entre os membros do quadro social.

- Saudades eu tenho daqueles tempos em que os coordenadores de assembléias distritais ou mesmo e principalmente Conferências Distritais emitiam cartas a determinados clubes e pediam que estes escolhessem um companheiro para elaborar e apresentar uma palestra sobre determinados temas antecipadamente determinados.

- Tenho muitas saudades daquelas reuniões que ocorriam no tempo adequado, nem mais e nem menos de 60 minutos, com refeições no meio.

- Diante de tantas preocupações com manutenção e aumento do quadro social, tenho saudades de ações de certos clubes que atualizavam e distribuíam aos seus sócios a lista de classificações, mostrando as vagas que poderiam ser preenchidas a cada mandato de conselhos diretores. Lembranças de esquemas de escolher nomes e convidar para falar no clube sobre suas atividades e, depois de uma análise e eleição, sem avisar antes da campanha admissional, ingressar os profissionais de forma solene e especial.

- Face a tantas colocações dos tempos que não voltam mais, ou que podem apenas ser lembrados pelos mais antigos rotarianos, fiquei imaginando quanta culpa ou quantas ações que vivi e compartilhei estariam sendo esquecidas para impulsionarem a que permaneça na organização.

- Se estamos de forma constante orientando e sugerindo soluções para a vivência e sobrevivência de muitos clubes, com os novos líderes que surgem e que ficam nas reuniões, penso que algumas novidades implantadas por conselhos diretores tiram no momento aquilo que foi bom no passado. Coisas do passado já eram.

- Fico com saudades daqueles maravilhosos líderes que acompanham a minha vida rotária, incentivando, mostrando os caminhos, tolerando meus impulsos, fazendo com que as ações profissionais, dentro e fora do recinto do trabalho, conjugassem a Prova Quádrupla.

- Esqueço as incompreensões, as formas desorientadas com que algum programa ou algum projeto foram apresentados e rechaçados apenas pelo fato de terem sido apresentados por mim ou por algum companheiro cuja liderança estava super motivada.

- Continuo em Rotary porque o caminhar das pessoas privilegiadas como eu serve para me autodeterminar, conhecer o meu interior e meus potenciais em poder atuar sem outro interesse a não ser servir.

- Permaneço em Rotary principal e finalmente porque sei de minhas possibilidades de conviver com o semelhante, abraçar causas que diminuam as diferenças, mostrar que meus exemplos (quero-os sempre positivos) possam servir a quem busca um espaço no mundo cada vez mais distante, cheio de conflitos de interesses nada ou pouco coletivos.

- Continuo firme em Rotary porque posso dar de mim antes de pensar em mim.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Coisas in (uteis)

Pessoas de ambos os sexos (entenda-se, homem e mulher) têm suas preferências nas conversas. Não sei bem o que as mulheres comentam nos seus encontos, banheiros principalmente, mas os homens são vidrados em chaves de carros. Constatei isso num encontro, quando um amigo perguntou o que era mesmo aquele trubisco em forma redonda do meu chaveiro. Mostrei que era um sinalizados, uma minilanterna, necessária para ver o painel ou interior do carro de noite.
-----
A autoeducação entre motorista e pedestre tem lá os seus estranhos resultados. Você viu o semblante irado de algumas pessoas quando passam pela faixa de pedestres no exato momento que um motorista não diminui ou não pára seu veículo? Aqui em Lages, SC, isso é visto todo dia e toda hora, nos pontos mais usados pelos pedestres. Acho que o pedestre também podia ser autoeducado: esperar que ele e mais pessoas quisessem juntos atravessar a rua seria um modo interessante de convivência pública...
-----
Receber telefonemas de pessoas menos letradas é uma curiosidade a ser avaliada: você já viu como as palavras 'por favor' estão extintas do vocabulário comum? Poucos pedem gentilmente que se chame uma pessoa...
-----
Pelos bairros de qualquer cidade é comum você verificar carros ou carrões circulando tendo ao volante jovens com bonés de abas dianteiras longas. Se houvesse um levantamento carro a carro que circulam, certamente se chegaria a dedução de que aqueles jovens são abonados, moram ou circulam por algum forte motivo; seriam traficantes ou controladores da distribuição de drogas?. Para o emergente jovem, traficante ou não, nos bairros, ter um carro e usar bonés parecidos com os dos corredores das Fórmulas 1 ou 2 é um sinal de crescimento, um 'status'. A primeira coisa que a Polícia faz, numa batida contra o tráfico, é revistar os bonezudos. E encontra sempre o que procura.
-----

Formiga é formiga, é a natureza dela

Já que o Carlos Horylka está se deleitando com imagens do seu elefante, lá nas suas áreas africanas, vou falar sobre as formigas que assolam a grama e as árvores daqui da casa da praia de Pontal do Sul. Vi umas três grandes entradas delas, carregando principalmente folhas de sombreiros, que existem aos montes nas árvores e no chão. Comprei uns dez envelopes de veneno para as carregadeiras e fui colocando no carreiro delas e perto das entradas. Foram tantas as que levaram para baixo que hj de manhã fui ver o que aconteceu e observei que elas carregaram muito pra dentro, pois às voltas das saídas, fora, havia muito veneno espalhado. Ou seja: como elas se aninham no interior da terra, há as encarregadas de tirar terra e pô-la para fora, formando montinhos. Nesses montinhos, estavam espalhadas muitas partículas do veneno. As chefas deviam ter ordenado que limpassem espaço lá embaixo, pois havia muitos grãos verdes, além das saborosas folhinhas, lá nos fundos.

(da série 'Coisas In(uteis) da nossa vida', ou 'Ocupe-se na vida, mesmo envenenando formigas')