quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Como você gostaria de ser lembrado?

Se uma pessoa soubesse que iria morrer digamos daqui um ou dois anos, e tivesse até data e hora para sair dessa existência mortal, ou, como alguém diria, “desta para outra melhor”, como é que ela gostaria de ser lembrada pelos seus familiares, amigos, conhecidos?
Nas motivações de platéias, principalmente naquelas de profissionais comunicadores de palcos empurrando para o alto a nossa autoestima, ou para melhorar de relacionamento ou nos induzir a comprar alguma coisa, é comum se trabalhar nas emoções e nos impulsos orais e visuais de como gostaríamos de ser lembrados.
Esse exercício é feito por poucos, nos dias atuais. Queremos ser lembrados porque fizemos algum bem, proporcionamos alegrias e satisfação para outros, os que nos rodeiam ou rodeavam?
Quando falarem da gente, estaremos em que posição nas avaliações: éramos divertidos, humorados, praticávamos o bem para o próximo ou simplesmente ´morgamos´, ou seja, deixamos a vida passar e vivemos do jeito que deu?
Qual a verdadeira herança que deixamos para os nossos descendentes, para a nossa viúva ou nosso viúvo? Deixamos exemplos de comportamento e de vida, ou deixamos os bens que acumulamos? Quais foram esses bens?
Será que fomos verdadeiros e justos com os outros? Criamos por acaso boa vontade e melhores amizades, fizemos as coisas que realmente eram importantes para todos os interessados?
Que rastros foram deixados, espinhosos, perfumados, tortuosos, cheios de curvas impedindo visões mais distantes para os semelhantes? Ou deixamos pegadas em que todos andam com facilidade, sinais abertos para o sucesso nas suas vidas, tanto em nível familiar quanto coletivo ou profissional?
Trilhamos caminhos que buscaram harmonia entre as pessoas, fomos criativos e benéficos para todos os interessados? Teríamos na verdade feito o melhor de nós, buscando mais o bem comum ou fizemos de tudo para levantarmos bens materiais que imaginamos poder levar ao túmulo? Ou nem nos passou isso pela cabeça?
Essas inúmeras perguntas devem-se a análise sobre o comportamento humano numa terra como a nossa: muitos nascem, crescem, estudam, casam, formam famílias ou deformam e por vezes têm pouco tempo para avaliar os motivos porque vivem ou viveram.
Temos certeza de que pessoas com valores, criadas em ambientes sólidos na fé e na religiosidade, contemplando os exemplos passados como ponto importante para dar rumos melhores ao seu viver, junto aos seus e aos que conhecem e curtem como seres viventes, podem até se despreocupar de como serão lembrados. De uma forma ou várias formas, terão deixado imagens e exemplos de que valeu a pena passar desta para uma melhor.
Neste tempo de Natal, transformado em um grande consumismo, cada vez mais crescente, talvez o melhor presente que cada um pode dar a si mesmo seja fazer uma lista do último ano, do que demos e do que recebemos, porque neste comparativo teríamos ao menos um lampejo de como seremos ou gostaríamos de ser lembrados.

Um comentário:

Betty disse...

Estou aguardando novas postagens. Interessante ter seu blog.
Sabe como eu gostaria de ser lembrada? Como uma mulher imensamente feliz!.